"Por isso, digo-vos: não tenhais medo de construir a vossa vida na Igreja e com a Igreja! Sede orgulhosos do amor a Pedro e à Igreja que lhe foi confiada. Não vos deixeis enganar por aqueles que desejam opor Cristo à Igreja! Só existe um rochedo sobre o qual vale a pena construir a própria casa. Esta rocha é Cristo. Só há uma pedra sobre a qual vale a pena fundamentar tudo. Esta pedra é aquele a quem Cristo disse: 'Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja' (Mt 16, 18)".

Papa Bento XVI.
Discurso durante o encontro com os jovens no parque de Błonia. Cracóvia, 27 de Maio de 2006.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Violência em Gaza e crianças no Congo preocupam Bento XVI

O Papa Bento XVI reforçou esta manhã apelos de paz para a Faixa de Gaza. No Ângelus desta manhã no Vaticano, o Papa recordou mais uma vez que "o ódio e a recusa do diálogo só trazem a guerra". "Quero encorajar as iniciativas e esforços de todos quantos têm a paz no coração e que estão a ajudar os israelitas e palestinianos a sentar-se a uma mesa e a conversar. Que Deus sustente o empenho destes corajosos construtores de paz".
Bento XVI apontou que os "irmãos da Igreja Oriental, que seguem o calendário juliano, celebram amanhã o Natal".
No dia em que a Igreja celebra a Epifania, Bento XVI recordou que, em muitos países, a festa da Epifania, é também dedicada às crianças. O Papa dirigiu um especial pensamento a todas as crianças, "que são a riqueza e a benção do mundo, mas sobretudo a todos que vêem negada uma infância serena".
"Desejo, em particular, evidenciar dezenas de crianças e jovens, que nos últimos meses, incluindo o período do Natal, na província oriental da República Democrática do Congo, são raptados por bandos armados que atacam as cidades e causam numerosas vítimas e feridos. Faço um apelo aos autores desta desumana brutalidade, para que restituam as crianças às suas famílias e ao futuro seguro e de desenvolvimento, a que têm direito”.
O Papa quis ainda manifestar a sua proximidade espiritual com a Igreja local, e não esqueceu o trabalho de tantas pessoas que ajudam as crianças. "Peço aos pastores e aos fiéis força e que não percam a esperança".
Bento XVI apontou ser especialmente de lamentar os episódios de violência entre as crianças, que infelizmente se registam em vários locais da terra, "tornam-se ainda mais terríveis considerando que 2009 assinala o 20º aniversário da Convenção dos Direitos da Criança".O Papa pediu empenho à comunidade internacional que "é chamada a renovar a sua defesa das crianças e a promover a infância em todo o mundo". O Papa pediu orações por todos os que diariamente trabalham ao serviço das novas gerações, ajudando-os a serem protagonistas do seu futuro.
"Também o Dia da Infância Missionária, que se celebra na festa da Epifania, é uma ocasião para perceber como as crianças podem ter um papel importante na difusão do Evangelho e no trabalho de solidariedade", enalteceu Bento XVI.União entre a fé e a ciência
Antes do Ângelus, na Basílica Vaticana, Bento XVI presidiu à celebração da Epifania do Senhor. O Papa recordou que neste ano de 2009, na celebração do 4º centenário da primeira observação de Galileu Galilei no telescópio, dedicado especialmente à astronomia, "não podemos deixar de nos deter no símbolo da estrela, tão importante para os Reis Magos. Os Reis observaram as estrela e interpretaram este fenómeno celeste como o anúncio do nascimento de um rei".
Os pais da Igreja viram neste episódio uma "“revolução cosmológica" causada pela vindo do Filho de Deus ao mundo. Bento XVI recordou que São Gregório escreveu que o nascimento de Cristo impõe uma nova interpretação aos astros, um entendimento simbólico e teológico.
"Isto significa que as estrelas, os planetas e o universo não são elementos cósmicos que devemos divinizar, pelo contrário, pois sobre elas está o Espírito de Deus. Não somos escravos dos elementos do cosmos, mas somos livres, capazes de relacionaram-nos com a liberdade criadora de Deus".
"Existe no Cristianismo uma particular concepção cosmológica vinda da filosofia e da teologia medieval e têm uma grande expressão. Também na nossa época, graças à fé de muitos cientistas, entre os quais Galileu, não renunciaram à razão nem à fé, mas valorizaram ambas, numa recíproca fecundidade".
"No Jesus terreno torna-se possível o culminar da criação e da história, mas no Cristo ressuscitado vai além disso. A passagem da morte à vida eterna antecipa o ponto do 'sumário' em Cristo. Com a ressurreição dos mortos, ele consegue «o primado sobre todas as coisas». Assim recorda Jesus quando aparece aos discípulos. Esta realidade sustem o caminho da Igreja e a sua história".
Esperança dos Cristãos
Bento XVI indicou que, por isto, os crentes não vivem sem esperança, "mesmo hoje, perante a grande crise social e económica que a humanidade atravessa, perante o ódio e a violência em muitas regiões da terra, disseminando o egoísmo e a pretensão do homem se erguer como um deus, que conduzem a uma perigosa deturpação do projecto divino sobre a vid
a e sobre a dignidade do ser humano, sobre as famílias e sobre a harmonia da criação".
O Papa sublinhou que o esforço dos cristãos é "libertar a vida humana e o mundo da poluição que pode destruir o presente e o futuro, conservando os seus valores e o seu sentido, mesmo que aparentemente não tenhamos sucesso e possamos ser impotentes frente a sentimentos hostis".
"A regra universal de Cristo realiza-se na Igreja. A epifania é a manifestação do Senhor, e é reflexo da manifestação da Igreja, porque o corpo não se separa da cabeça. A Igreja é a humanidade iluminada, batizada na glória de Deus. A Igreja sabe que a própria humanidade, com os seus limites e os seus mistérios, engrandece mais a obra do Espírito Santo", indicou o Papa.
Em pleno Ano Paulino, Bento XVI recordou que a festa da Epifania convida "a Igreja, todas as comunidades e todos os fiéis, a imitar, como fez o apóstolo dos gentios, o serviço que a estrela deu aos Reis Magos. O que aconteceu na vida de Paulo, após a sua conversão, se não uma urgência de levar as pessoas a Cristo e Cristo às pessoas?"
"Mas, observando São Paulo, não podemos esquecer que o seu discurso ia beber às Sagradas Escrituras. Por isso, a recente Assembleia do Sínodo dos Bispos, quer reafirmar que a força da Igreja e dos cristãos individualmente apenas se nutrem a partir da Palavra de Deus. É a Palavra de Deus que ilumina, converte e purifica. Desta palavra de Vida nós não somos se não servidores. Isto é verdade para toda a Igreja, toda a comunidade eclesial, todos os bispos, e sacerdotes".
"Também nós, pastores da Igreja devemos assimilar diariamente a palavra de Deus para que a possamos transmitir fielmente aos fieis", concluiu.
Fonte: Ecclesia.

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