"Por isso, digo-vos: não tenhais medo de construir a vossa vida na Igreja e com a Igreja! Sede orgulhosos do amor a Pedro e à Igreja que lhe foi confiada. Não vos deixeis enganar por aqueles que desejam opor Cristo à Igreja! Só existe um rochedo sobre o qual vale a pena construir a própria casa. Esta rocha é Cristo. Só há uma pedra sobre a qual vale a pena fundamentar tudo. Esta pedra é aquele a quem Cristo disse: 'Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja' (Mt 16, 18)".

Papa Bento XVI.
Discurso durante o encontro com os jovens no parque de Błonia. Cracóvia, 27 de Maio de 2006.

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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Papa anuncia mudanças na Cúria

Os organismos do Vaticano que se ocupam de Justiça e Paz e Migrantes e Itinerantes voltam a ter presidentes diferentes. O atual Presidente de ambos, Cardeal Renato Raffaele Martino, deixa a guia do Pontifício Conselho da Pastoral para Migrantes e Itinerantes, que foi confiado hoje pelo Santo Padre a Dom Antonio Maria Veglió, atual secretário da Congregação para as Igrejas Orientais. Dom Renato Martino permanece na presidência do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz.Nomeado por João Paulo II, o cardeal, que foi também Observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas em Nova York por 16 anos, responde desde 2002 pelo Pontifício Conselho da Justiça e da Paz. Em 2004, seu dicastério publicou o Compêndio da Doutrina Social da Igreja, documento que oferece aos católicos as indicações necessárias para promover o bem social das pessoas e da sociedade. Em 2006, Bento XVI confiou também a Dom Martino o Pontifício Conselho da Pastoral para Migrantes e Itinerantes, após a renúncia, por limite de idade, do Cardeal japonês Stephen Fumio Hamao.
Fonte: Rádio Vaticano.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

video

Video que fiz com o audio de um Disco de vinil, arquivo histórico.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mensagem do Papa por ocasião da Campanha da Fraternidade

O Papa Bento XVI enviou uma mensagem ao Presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG), por ocasião da Campanha da Fraternidade 2009:
"Ao iniciar o itinerário espiritual da Quaresma, a caminho da Páscoa da ressurreição do Senhor, desejo uma vez mais aderir à Campanha da Fraternidade que, neste ano de 2009, está destinada a considerar o lema
"A paz é fruto da justiça". É um tempo de conversão e de reconciliação de todos os cristãos, para que as mais nobres aspirações do coração humano possam ser satisfeitas, e prevaleça a verdadeira paz entre os povos e as comunidades.
Meu Venerável predecessor, o Papa João Paulo II, no Dia Mundial da Paz de 2002, ao ressaltar precisamente que a verdadeira paz é fruto da justiça, fazia notar que "a justiça humana é sempre frágil e imperfeita" devendo ser "exercida e de certa maneira completada com o perdão que cura as feridas e restabelece em profundidade as relações humanas transtornadas".
O Documento final de Aparecida, ao tratar do Reino de Deus e a promoção da dignidade humana, recordava os sinais evidentes da presença do Reino na vivência pessoal e comunitária das Bem-aventuranças, na evangelização dos pobres, no conhecimento e cumprimento da vontade do Pai, no martírio por causa da fé, no acesso de todos os bens da criação, e no perdão mútuo, sincero e fraterno, aceitando e respeitando a riqueza da pluralidade, e a luta para não sucumbir à tentação e não ser escravos do mal.
A Quaresma nos convida a lutar sem esmorecimento para fazer o bem, precisamente por sabermos como é difícil que nós, os homens, nos decidamos seriamente a praticar a justiça - e ainda falta muito para que a convivência se inspire na paz e no amor, e não no ódio ou na indiferença. Não ignoramos também que, embora se consiga atingir uma razoável distribuição dos bens e uma harmoniosa organização da sociedade, jamais desaparecerá a dor da doença, da incompreensão ou da solidão, da morte das pessoas que amamos, da experiência das nossas limitações.
Nosso Senhor abomina as injustiças e condena quem as comete. Mas respeita a liberdade de cada indivíduo e por isso permite que elas existam, pois fazem parte da condição humana, após o pecado original. Contudo, seu coração cheio de amor pelos homens levou-o a carregar, juntamente com a cruz, todos esses tormentos: o nosso sofrimento, a nossa tristeza, a nossa fome e sede de justiça. Vamos pedir-lhe que saibamos testemunhar os sentimentos de paz e de reconciliação que O inspiraram no Sermão da Montanha, para alcançar a eterna Bem-aventurança.
Com estes auspícios, invoco a proteção do Altíssimo, para que sua mão benfazeja se estenda por todo o Brasil, e que a vida nova em Cristo alcance a todos em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural, derramando os dons da paz e da prosperidade, despertando em cada coração sentimentos de fraternidade e de viva cooperação. Com uma especial Bênção Apostólica”.

Fonte: Vaticano.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Colégio Pio Brasileiro celebra jubileu

Em 1927 os bispos do Brasil anunciaram a construção de um seminário em Roma. Era necessário ter padres bem formados que pudessem responder às exigências do povo do Brasil nesta fase de mudança na sociedade. Antes disso os seminaristas brasileiros ficavam no Colégio Pio Latino que atendia os países latino-americanos, que ficou pequeno diante de muitos pedidos para estudar em Roma. Por isso o Papa Pio XI animou o cardeal Leme do Rio de Janeiro para construir uma casa só para os brasileiros.

O Pio Brasileiro é considerado uma parte da Igreja do Brasil em Roma. Para tornar realidade essa obra os bispos do Brasil lançaram um apelo para todo os católicos do Brasil. Houve participação generosa com dinheiro e com orações. Em 1929 foi lançada a pedra fundamental que foi abençoada pelo próprio Papa.
A 3 de abril de 1934 foi inaugurado o Colégio. Foi uma festa solene, com a presença de cardeais, bispos, o embaixador junto ao governo italiano e o embaixador junto à Santa Sé. Esteve presente o P. Ledochowki, Geral da Companhia de Jesus, animador da construção. E um convidado muito especial, Dom Orione, fundador dos Padres Orionitas, que em 2004 foi declarado santo. A Companhia de Jesus foi confiada a direção do Colégio. A partir dessa data até o dia de hoje os jesuítas estão na direção geral, na administração e na direção espiritual.
Entre os alunos fundadores podem-se nomear Dom Agnello Rossi, Dom Aberto Etges, Dom Vicente Zioni, e ainda o P. João Bosco Burnier, martirizado no interior do Mato Grosso ao defender duas mulheres torturadas na delegacia de polícia.
Nos primeiros anos vinham do Brasil seminaristas que estudavam filosofia e teologia na Universidade Gregoriana. Mas as dioceses precisavam formadores para os seminários do Brasil. Por isso a partir de 1980 foi dada a preferência a padres formados que iam à Roma para fazerem mestrado e doutorado em uma das muitas universidades católicas.
Atualmente são cem padres vindos das diversas regiões do Brasil para se prepararem para ocupar funções importantes nas suas dioceses.
Muitos alunos foram nomeados bispos. Até hoje são 110 bispos que passaram pelo Pio Brasileiro.
A celebração do jubileu é uma festa que não atinge apenas os atuais estudantes que se encontram em Roma, mas envolve toda a Igreja do Brasil que é o horizonte para o qual se dirigem as atenções de todos os que passa por este Pontifício Colégio, visto que objetivo último dos estudos nas universidades romanas é servir a Igreja de Deus presente neste país continental.
É significativo o lema dos 75 anos: “Pastores segundo o meu coração” (Jr 3,15).
Pe. Dionisio Seibel

Fonte: Arquidiocese de Curitiba.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Vou ou não vou ao Carnaval?

Um 'não' para ele poderá ser o começo de uma vida
Como você fica quando termina o Carnaval?
Não deixe que os meios de comunicação o atraiam com imagens atrativas e cheias de fantasia, a ponto de envolvê-lo e levá-lo para os ambientes que já estão preparadinhos esperando por você. Os clubes, as avenidas, os trios elétricos, mesmo com megaestrutura, não poderão proporcionar-lhe a verdadeira felicidade. Existe um ambiente que aguarda uma resposta diferente sua: esse lugar é o seu interior, o seu coração. Dê uma oportunidade, uma chance para você neste Carnaval, pois um "NÃO" para ele poderá ser o começo de uma vida nova.
Temos que ter um olhar sobre a realidade. Alguns pontos estratégicos já estão esperando você: é aquele bar que está à sua espera com variedades de cervejas geladas; é a roda da galera ao som dos batuques e tamborins tomando as famosas “porradinhas”; é aquela pessoa que vai colocar na sua mão um cigarro de maconha ou uma bala de cocaína; é o tubo de lança-perfume passando de mão em mão e deixando todos ligados. Esses ingredientes tornam-se a matéria–prima fazendo com que homens e mulheres terminem as noitadas, nesses dias de folia, num motel, numa praia, dentro de um carro. E depois de transarem percebem que existe um vazio interior que grita: esse banquete não satisfaz.
Mas também existe uma outra realidade esperando você: Jesus Cristo. Dê uma chance, dê uma oportunidade para Ele fazer parte da sua vida e saciar o seu desejo de felicidade, o qual nenhum Carnaval poderá satisfazer.
Os jovens curtem desafios. Um maravilhoso desafio é, em vez de correr atrás do trio, corra para os braços de Cristo, Aquele que morreu numa cruz por mim e por você, dando-nos essa maravilhosa prova de amor.
O mais lindo de tudo isso é que somos livres, Deus nos deu liberdade para escolher e decidir; então, vou ou não vou para o Carnaval?
Tem jeito!
Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Papa recebe Gordon Brown no Vaticano

"É necessário favorecer a colaboração em projetos de promoção humana, respeito pelo ambiente e desenvolvimento sustentável".
Bento XVI recebeu nesta quinta-feira, 19, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown. Durante o encontro, foi abordado o contexto de crise financeira internacional e a ajuda aos países menos desenvolvidos.Segundo o comunicado da Santa Sé, na atual conjuntura de crise é necessário "prosseguir com as iniciativas em favor" das nações mais pobres e "favorecer a colaboração em projetos de promoção humana, respeito pelo ambiente e desenvolvimento sustentável".Ambos defenderam um "compromisso renovado da comunidade internacional para resolver os conflitos atuais, particularmente no Oriente Médio".Brown se encontrou ainda com o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, e com o Secretário do Vaticano para as Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti.Segundo a Santa Sé, foram ainda abordados "alguns temas bilaterais, de interesse particular para a comunidade católica no Reino Unido".O Jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, publicou nesta quinta-feira um texto do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, intitulado "Crise económica e erradicação da pobreza. Um desafio global'.Brown diz apoiar um apelo deixado pelo Papa, através do seu Secretário de Estado, pedindo uma "resposta eficaz para a crise económica que atinge diversas regiões do planeta" e a elaboração de um "plano de ação internacional destinado a libertar o mundo da pobreza extrema".Para o primeiro ministro, a cúpula de Londres do G20, que se reunirá em abril, deve "responder ao desafio".

Fonte:Ecclesia.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Vaticano completa 80 anos

O Estado da Cidade do Vaticano completa nesta quarta-feira, 11, 80 anos de criação. O Tratado de Latrão - também conhecido como Pacto Lateranense) entre a Itália e a Santa Sé foi assinado em 11 de fevereiro de 1929, entre o Papa Pio XI e Benito Mussolini. Esse Tratado acabou com o conflito que os Papas (exilados no Vaticano) mantiveram com o Reino da Itália desde 1870, quando as tropas de Giuseppe Garibaldi liquidaram os antigos Estados Pontifícios. O atual Estado da Cidade do Vaticano está encravado na cidade de Roma, à direita do Rio Tibre, com uma superfície de 440.000 metros quadrados. Considerado como o menor Estado do mundo, esse território assegura a liberdade da Sé Apostólica e a independência do Papa para poder realizar sua missão. Mas como se pode explicar hoje a necessidade de um estado soberano para exercitar uma autoridade espiritual sobre os católicos espalhados no mundo? Foi o que a Rádio Vaticano perguntou ao presidente da Pontifícia Comissão para o Estado da Cidade do Vaticano, Cardeal Giovanni Lajolo:Cardeal Lajolo - Todo o significado do Estado soberano da Cidade do Vaticano é preservar o Papa de qualquer ingerência política na condução da Igreja e no seu magistério evangélico, que é dirigido não somente à Igreja, mas a toda a humanidade. O vigário de Cristo deve ser independente e livre, não deve responder a nenhuma autoridade terrena, mas somente a Deus. A história, sobretudo da Europa, demonstrou por diversas vezes no decorrer dos séculos, e também no século passado, a inclinação de alguns regimes e de alguns governos a aprisionar a voz do papa. Ainda hoje, não poucos homens políticos gostariam que o papa não se pronunciasse sobre temas morais, desagradáveis a eles. O Estado da Cidade do Vaticano, por menor que seja, garante ao papa a plena independência de qualquer influência política externa. Rádio Vaticano - Durante alguns anos, o senhor foi secretário das Relações com os Estados. Quais são os desafios mais difíceis ao representar o menor Estado do mundo em sedes internacionais?Cardeal Lajolo - Devo fazer uma premissa de que a atividade internacional da Santa Sé, em especial a diplomacia, raramente diz respeito ao Estado da Cidade do Vaticano. Isso acontece quando se trata de questões técnicas, que não representam grandes desafios. A atividade internacional e diplomática da Santa Sé é sempre uma atividade de Igreja e é conduzida não com base em um poder político da Santa Sé, mas com base na força da palavra ditada pela razão e, em especial, sobre a força da Palavra inspirada por Deus.O cardeal explica que os grandes desafios dizem respeito à liberdade da Igreja local, isto é, dos bispos junto a seus fiéis, e aos direitos humanos, a partir do direito à vida e à nutrição, e o direito a uma verdadeira liberdade religiosa. Ele cita também o direito ao desenvolvimento econômico dos países mais pobres, mas também das pessoas pobres e desfavorecidas. Todos esses desafios convergem para o maior desafio, do grande empenho da Igreja: a Paz.
Rádio Vaticano - Nota-se ainda hoje uma atitude de fascínio pelo "mundo misterioso" dentro dos muros vaticanos. É justo manter esta imagem ou se busca mudar?
Cardeal Lajolo - "Trata-se de um mito que, a meu entender, não tem fundamento. Quem quiser se informar ou informar aos outros, basta recorrer aos instrumentos de domínio público, abertos a todos, que são as leis e as normas da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano. Além disso, há uma vasta informação sobre questões atuais fornecida pela Rádio Vaticano, L'Osservatore Romano, o site da Santa Sé (
www.vatican.va) e do Estado da Cidade do Vaticano (www.vaticanstate.va) e, recentemente, o novo canal no Youtube. As celebrações dos 80 anos do Estado da Cidade do Vaticano também são uma ocasião para melhor conhecer "o mundo misterioso", na realidade muito simples e claro, do Vaticano.
Fonte: Canção Nova

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Celebrações lembram 4 anos do assassinato de Irmã Dorothy Stang

Na próxima sexta-feira, 12, os 4 anos da morte da missionária norte-americana, Irmã Dorothy Stang, será lembrado em Anapu, sudoeste do Pará, e em Belém.A freira foi assassinada em Anapu, onde atuava defendendo direitos dos trabalhadores rurais e projetos de desenvolvimento sustentável na região. Em memória da missionária, o Comitê Dorothy Stang programou uma série de atividades. Na manhã de quinta-feira em Anapu, haverá a celebração da Santa Missa e do Crisma, presidida pelo Bispo da Prelazia de Xingu (PA), dom Erwin Krauter, na Igreja Matriz de Santa Luzia, a partir das 8h30. À tarde, a partir das 13h, será exibido o documentário "Mataram Irmã Dorothy”, no clube Planeta Tropical, com espaço para debate. Ainda no dia 12, será feita uma visita ao túmulo de Irmã Dorothy. Para encerrar a programação em Anapu, está previsto um jantar no salão paroquial, Padre Josimo, seguido de uma noite cultural.Em Belém (PA), o Comitê Dorothy também organizou uma série de atividades que inclui uma audiência com o presidente do Tribunal de Justiça do Pará, desembargador Rômulo Ferreira Nunes, a partir das 10h, na sede do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE/PA). A partir das 18h, do dia 12, haverá a Celebração Eucarística presidida pelo Arcebispo de Belém e vice-presidente do Regional Norte 2 da CNBB (Pará e Amapá), Dom Orani João Tempesta. A Missa será celebrada na Paróquia Santa Maria Goretti, bairro do Guamá, periferia de Belém. Neste bairro, está localizada a casa sede da congregação Notre Dame de Namur, da qual irmã Dorothy Stang fazia parte."Todo ano lembramos o fato que Irmã Dorothy foi tirada de nosso meio de forma violenta e injusta. Mas, ninguém parou. Ninguém foi embora. A luta continua, o sonho está vivo e temos conquistas. Vamos celebrar nossas conquistas e nossa organização", diz Irmã Margarida Pantoja, do Comitê Dorothy Stang.O caso Dorothy Stang, considerada defensora da Floresta Amazônica e da cidadania dos povos ribeirinhos, tinha 73 anos e morava no Brasil há 30. A missionária foi morta no dia 12 de fevereiro de 2005 com seis tiros, no município de Anapu. Ela trabalhava com a Pastoral da Terra (CPT) e comandava o Programa de Desenvolvimento Sustentável (PDS) em uma área autorizada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Dorothy Stang trabalhou em pequenas comunidades da Amazônia pelo direito à terra e à exploração sustentável da floresta.
Fonte: CNBB

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sínodo da Igreja Anglicana discute relações com Igreja Católica

Bispos anglicanos iniciam, hoje, 9, em Londres, o Sínodo Geral da Igreja Anglicana da Inglaterra. O encontro abordará temas como o ministério da Igreja Anglicana e suas relações com as demais Igrejas, a crise financeira e o compromisso em âmbito social.Um dos conferencistas da assembléia sinodal será o Cardeal-Arcebispo de Westerminster, Dom Cormac Murphy O’Connor, que falará depois da introdução do Arcebispo de Cantuária, Dom Rowan Williams. Em sua fala, Dom Rowan Williams convidará os participantes a refletirem sobre a Igreja na Inglaterra e suas relações com a Igreja Católica.Haverá ainda um debate, a pedido do sínodo, sobre o tema "A Igreja como comunhão", elaborado pela Comissão Internacional Anglicana-Católica Romana.
Fonte: Canção Nova.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Secretário da CNBB participa do encontro nacional dos diáconos

O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Dimas Lara Barbosa, participou,nesta sexta-feira, 6, do IV Encontro Nacional dos Diáconos e Esposas, que acontece em Itaici, município de Indaiatuba (SP). Dom Dimas presidiu a missa pela manhã e, em seguida, fez uma conferência abordando o tema do encontro “A família do diácono, casa e escola de comunhão”.
“É cada vez mais necessária a participação da esposa no processo formativo do diácono, bem como das atividades ministeriais”, disse o secretário. “É preciso que o espírito diaconal seja vivido primeiramente em casa, na família, isto é, com o espírito de serviço, para se evitar o individualismo”, advertiu.Já o casal Aroldo e Guiomar da Costa Braga apresentou o tema “A família do Diácono e a experiência comunitária/ Igreja doméstica”. O casal apontou o diálogo, a oração e o serviço como meios para superar as dificuldades na vida conjugal. “Marido e mulher só serão apazes de viver a plenitude conjugal e da paternidade e maternidade responsável, se viverem o amor conjugal e a dimensão do serviço”, ressaltou Aroldo. “É fundamental o encantamento, o enamorar-se continuamente para a felicidade conjugal. Os filhos não são mais importantes que a esposa ou o esposo, nem podem ser causa de rivalidades e mau relacionamento”, completou Guiomar.O encontro foi aberto na quinta-feira, 5, com missa presidida pelo assessor da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, padre Reginaldo Lima. O encontro é organizado pela Comissão Nacional dos Diáconos (CND) e será encerrado amanhã.Mais informações no site da CND:
http://www.cnd.org.br/
Fonte: CNBB

O homem que marcou a história da Igreja

A Igreja do Brasil celebra neste sábado, 7, o centenário do Nascimento de Dom Helder Câmara. Uma referência para a Igreja de nosso País, Dom Helder foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Conferência Episcopal Latino-Americana (CELAM), teve forte presença no Concílio Vaticano II e, são muitos os testemunhos sobre sua atuação para que o Concílio fosse acolhido e repercutisse no Brasil e na América Latina. "Todas as recordações que eu tenho é de uma pessoa de muita liderança", lembra Padre Ernanne Pinheiro, assessor político da CNBB, que trabalhou ao lado de Dom Helder durante 19 anos, em Recife (PE), precisamente entre os anos de 1967 e 1986. Padre Ernanne conta que era muito fácil trabalhar com ele, porque ele era muito atencioso e se dispunha a fazer tudo o que lhe pediam. "Ele fazia tudo de madrugada, 'amanhã cedo eu lhe mando', ele dizia. Ele tinha o método de trabalhar de duas as quatro da manhã, depois dormir mais duas horas. Chamava de vigília", recorda.Preocupação com os pobresConhecido por seu trabalho com os mais pobres, até hoje, inúmeras de suas iniciativas acontecem em todo o Brasil.O Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, lembra a preocupação de Dom Helder com os pobres do mundo, realidade que ele era convidado a falar em conferências e eventos de grande importância. "A opção preferencial pelos pobres era a necessidade de haver justiça no mundo e de que a pobreza pudesse ser superada. De fato a pobreza superada com dignidade. Dom Helder ajudou muito a divulgar a palavra do Concílio, sobre a questão da justiça, da paz, da superação da pobreza, da afirmação da dignidade humana e, por isso, podemos dizer que Dom Helder, certamente, foi um profeta que ajudou a Igreja e a humanidade, talvez no seu todo, a compreender melhor a importância da atenção aos pobres para que o mundo pudesse ter paz", destacou o Cardeal.Padre Ernani lembra que o trabalho com os pobres começou quando, em 1955, o então Bispo de Lille, na França, Cardeal Achille Lienart, veio ao Brasil por ocasião do Congresso Eucarístico Internacional no Rio de Janeiro. Dom Lienart chamou Dom Helder e disse que ele teria que fazer alguma coisa com as favelas do Rio. "Foi aí que ele começou a Cruzada São Sebastião preparando apartamentos para tirar o pessoal das favelas", explica.Diante das acusações de que era comunista, recorda Padre Ernani, Dom Helder mesmo dizia: "Quando eu cuidava dos pobres, eu era considerado santo, mas se eu perguntava por que existiam tantos pobres, então me chamavam de comunista".ReconhecimentoDom Helder foi indicado quatro vezes para o Prêmio Nobel da Paz. Além disso, recebeu o Prêmio Martin Luther King, nos EUA e o Prêmio Popular da Paz, na Noruega e diversos outros prêmios internacionais. Recebeu títulos de doutor honoris causa em Direito e Teologia em várias universidades da Bélgica, da Suíça, Alemanha, Holanda, Itália, Canadá e Estados Unidos, além dos títulos que recebeu nas universidades brasileiras.Também, recebeu o título de Cidadão Honorário de 28 cidades brasileiras e duas estrangeiras: a cidade de São Nicolau na Suiça e Rocamadour, na França.Sobre Dom HelderDom Helder nasceu em Fortaleza (CE), no dia 7 de fevereiro de 1909 e faleceu no dia 28 de agosto de 1999, como arcebispo emérito de Olinda e Recife (PE). Desde sua juventude Dom Helder mostrou sua determinação e comprometimento com as realidades sociais. Foi ordenado sacerdote com apenas 22 anos de idade, após autorização especial da Santa Sé e aos 43 já era bispo auxiliar do Rio de Janeiro.No dia 12 de março de 1964 foi designado para ser arcebispo de Olinda e Recife (PE), função que exerceu até 2 de abril de 1985.
Fonte: Canção Nova.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Bispos dos EUA pedem ao Governo que não financie o aborto

Os bispos norte-americanos pedem, em uníssono, ao Congresso e ao Senado dos EUA, e também à Casa Branca, que não libere fundos federais para financiar programas de aborto. A vitória dos democratas nas presidenciais de novembro passado, acompanhada da conquista, por parte do partido do Presidente Obama, dos dois ramos do Parlamento norte-americano provocaram alarme no seio da Igreja nos Estados Unidos, que lançou uma campanha mediática sem precedentes, exortando os políticos a negarem o financiamento de programas abortistas com fundos públicos.Ponto central da iniciativa é o envio de cartões postais ao parlamentares, exortando-os a manter a legislação em vigor, que impede o financiamento federal de campanhas que promovem o aborto. Milhões de cartões postais já foram distribuídos nas paróquias e às organizações católicas, em todo o território norte-americano. Os promotores da iniciativa esperam que os dois ramos do Parlamento sejam literalmente "inundados" de cartões postais "pró-vida", provenientes de todos os estados da federação.Os bispos explicam a iniciativa a partir da nova realidade do Congresso, após as eleições de novembro passado. Há mais de 15 anos, de fato, não se registrava, segundo a Igreja Católica, um número tão elevado de parlamentares, deputados e senadores, favoráveis ao aborto. Numerosos componentes do Congresso gostariam de transformar o aborto em um "direito" que o governo deveria subvencionar, mediante o pagamento dos impostos por parte dos cidadãos.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Líderes de Igrejas cristãs visitam a Faixa de Gaza

O Patriarca Latino de Jerusalém, o Arcebispo Fouad Twal, juntamente com uma delegação de líderes das Igrejas cristãs de Jerusalém, visitaram a Faixa de Gaza, nesta quarta-feira, 4, onde viram a destruição causada durante o conflito entre Israel e militantes do grupo Hamas na região.Depois de ser saudado por funcionários em Erez, local entre Israel e Gaza, o Patriarca disse que sua visita teve o objetivo de levar apoio e solidariedade. "Aqui estamos vendo muita destruição. Já havíamos visto através das imagens na televisão, mas pessoalmente tocamos na situação dramática", declarou o Patriarca. A tarde, o grupo visitou o hospital de Shifa na cidade de Gaza, local onde estão expostas as munições que teriam sido arremessadas pelo exército israelense durante os ataques. Em Ramala, o primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina, Salam Fayyad, anunciou hoje que vai dar uma ajuda no valor de 67 milhões de dólares para reconstruir a Faixa de Gaza. No próximo mês, a autoridade palestina deverá organizar em parceria com o Egito uma conferência internacional para a reconstrução de Gaza. O custo do projeto está calculado em 2 bilhões de dólares.
Fonte: Canção Nova.

Papa encerra série de catequeses dedicadas ao apóstolo São Paulo

O Papa Bento XVI encontrou-se na manhã de hoje com os fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo durante a habitual audiência geral na Sala Paulo VI, no Vaticano.
Com a audiência de hoje sobre o martírio de São Paulo, o Papa encerrou a
série de catequeses que durante este Ano Paulino ele dedicou à pessoa do Apóstolo dos Gentios.
Escrevendo a seu amigo e colaborador Timóteo, disse o Papa, Paulo vislumbra o final de sua vida com essas palavras: "Eu estou a ponto de ser sacrificado e o momento da minha partida é iminente". (2 Tim 4, 6).
O Apóstolo tinha já a consciência de que seu serviço ao Evangelho estava para se concluir através de sua morte e de seu martírio. E assim foi. Segundo vários estudos de fontes antigas, a condenação à morte do Apóstolo se verificou na época de Nero, entre os anos 64 e 68.
Paulo foi decapitado no lugar conhecido como Tre fontane, Três fontes na cidade de Roma e, segundo essas mesmas tradições, seu sepulcro encontra-se na Via Ostiense, onde hoje se eleva a Basílica de São Paulo fora dos Muros.
Todavia, disse o Papa, para mais além dos fatos que determinaram sua morte, São Paulo deixou uma profunda marca na tradição da Igreja e uma extraordinária herança de ensinamentos cristãos. Na atualidade, como em todas as épocas, concluiu o Santo Padre, encontramos mestres e teólogos, santos e fundadores, que beberam e bebem de seus escritos e de seu exemplo.

Fonte: Canção Nova

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Papa divulga mensagem para a Quaresma

Foi divulgada hoje, 3, a mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma de 2009, com o tema "Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome".Participaram da apresentação, na Sala de Imprensa da Santa Sé, o Presidente do Pontifício Conselho “Cor Unum”, Cardeal Paul Josef Cordes, o secretário do Conselho, Monsenhor Karel Kasteel, o vice-secretário, Monsenhor Giampietro Dal Toso, e Josette Sheeran, diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos da ONU. Leia a íntregra:Queridos irmãos e irmãs!No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia nos propõe três práticas penitenciais muito queridas à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, "derrota o mal, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz" (Hino pascal). Na habitual mensagem quaresmal, gostaria de refletir este ano em particular sobre o valor e o sentido do jejum. De fato a Quaresma traz à mente os quarenta dias de jejum vividos pelo Senhor no deserto antes de empreender a sua missão pública. Lemos no Evangelho: "O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demônio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome" (Mt 4, 1-2). Como Moisés antes de receber as Tábuas da Lei (cf. Êx 34, 28), como Elias antes de encontrar o Senhor no monte Horeb (cf. 1 Rs 19, 8), assim Jesus rezando e jejuando se preparou para a sua missão, cujo início foi um duro confronto com o tentador.Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isto, na história da salvação é frequente o convite a jejuar. Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura o Senhor comanda que o homem se abstenha de comer o fruto proibido: "Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás" (Gn 2, 16-17). Comentando a ordem divina, São Basílio observa que "o jejum foi ordenado no Paraíso", e "o primeiro mandamento neste sentido foi dado a Adão". Portanto, ele conclui: "O 'não comas' e, portanto, a lei do jejum e da abstinência" (cf. Sermo de jejunio: PG 31, 163, 98). Dado que todos estamos entorpecidos pelo pecado e pelas suas consequências, o jejum nos é oferecido como um meio para restabelecer a amizade com o Senhor. Assim fez Esdras antes da viagem de regresso do exílio à Terra Prometida, convidando o povo reunido a jejuar "para nos humilhar – diz – diante do nosso Deus" (8, 21). O Onipotente ouviu a sua prece e garantiu os seus favores e a sua proteção. O mesmo fizeram os habitantes de Ninive que, sensíveis ao apelo de Jonas ao arrependimento, proclamaram, como testemunho da sua sinceridade, um jejum dizendo: "Quem sabe se Deus não Se arrependerá, e acalmará o ardor da Sua ira, de modo que não pereçamos?" (3, 9). Então Deus viu as suas obras e os poupou.No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais observaram escrupulosamente as prescrições impostas pela lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro jejum, repete o Mestre Divino também em outras partes, é antes cumprir a vontade do Pai celeste, o qual "vê no oculto, te recompensará" (Mt 6, 18). Ele próprio dá o exemplo respondendo a satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que "nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus" (Mt 4, 4). O verdadeiro jejum finaliza-se portanto a comer o "verdadeiro alimento", que é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). Portanto, se Adão desobedeceu ao mandamento do Senhor "de não comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal", com o jejum o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando na sua bondade e misericórdia.Encontramos a prática do jejum muito presente na primeira comunidade cristã (cf. Act 13, 3; 14, 22; 27, 21; 2 Cor 6, 5). Também os Padres da Igreja falam da força do jejum, capaz de impedir o pecado, de reprimir os desejos do "velho Adão", e de abrir no coração do crente o caminho para Deus. O jejum é também uma prática frequente e recomendada pelos santos de todas as épocas. Escreve São Pedro Crisólogo: "O jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum, portanto quem reza jejue. Quem jejua tenha misericórdia. Quem, ao pedir, deseja ser atendido, atenda quem a ele se dirige. Quem quer encontrar aberto em seu benefício o coração de Deus não feche o seu a quem o suplica" (Sermo 43; PL 52, 320.332).Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma "terapia" para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus. Na Constituição Apostólica Paenitemini de 1966, o servo de Deus Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a "não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e... também a viver pelos irmãos" (Cf. Cap. I). A Quaresma poderia ser uma ocasião oportuna para retomar as normas contidas na citada Constituição Apostólica, valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40).A prática fiel do jejum contribui ainda para conferir unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor. Santo Agostinho, que conhecia bem as próprias inclinações negativas, as definia como "nó complicado e emaranhado" (Confissões, II, 10.18). Em seu tratado "A utilidade do jejum", escrevia: "Certamente é um suplício que me inflijo, mas para que Ele me perdoe; castigo-me por mim mesmo para que Ele me ajude, para aprazer aos seus olhos, para alcançar o agrado da sua doçura" (Sermo 400, 3, 3: PL 40, 708). Privar-se do sustento material que alimenta o corpo facilita uma ulterior disposição para ouvir Cristo e para se alimentar da sua palavra de salvação. Com o jejum e com a oração permitimos que Ele venha saciar a fome mais profunda que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus.Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta São João admoesta: "Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?" (3, 17). Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15). Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola. Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã, na qual eram feitas coletas especiais (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27), e os irmãos eram convidados a dar aos pobres quanto, graças ao jejum, tinham poupado (cf. Didascalia Ap., V, 20, 18). Também hoje esta prática deve ser redescoberta e encorajada, sobretudo durante o tempo litúrgico quaresmal.Do que disse, sobressai com grande clareza que o jejum representa uma prática ascética importante, uma arma espiritual para lutar contra qualquer eventual apego desordenado a nós mesmos. Privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos efeitos negativos atingem toda a personalidade humana. Exorta oportunamente um antigo hino litúrgico quaresmal: "Utamur ergo parcius, / verbis, cibis et potibus, / somno, iocis et arcitius / perstemus in custodia – Usemos de modo mais sóbrio palavras, alimentos, bebidas, sono e jogos, e permaneçamos mais atentamente vigilantes".Queridos irmãos e irmãos, considerando bem, o jejum tem como sua finalidade última ajudar cada um de nós, como escrevia o Servo de Deus Papa João Paulo II, a fazer dom total de si a Deus (cf. Enc. Veritatis splendor, 21). A Quaresma seja portanto valorizada em cada família e em cada comunidade cristã para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma abrindo-a ao amor de Deus e do próximo. Penso em particular num maior compromisso na oração, na lectio divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na participação ativa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa dominical. Com esta disposição interior entremos no clima penitencial da Quaresma. Acompanhe-nos a Bem-Aventurada Virgem Maria, Causa nostrae laetitiae, e ampare-nos no esforço de libertar o nosso coração da escravidão do pecado para o tornar cada vez mais "tabernáculo vivo de Deus". Com estes votos, ao garantir a minha oração para que cada crente e comunidade eclesial percorra um proveitoso itinerário quaresmal, concedo de coração a todos a Bênção Apostólica.Vaticano, 11 de Dezembro de 2008.Benedictus PP. XVI

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