"Por isso, digo-vos: não tenhais medo de construir a vossa vida na Igreja e com a Igreja! Sede orgulhosos do amor a Pedro e à Igreja que lhe foi confiada. Não vos deixeis enganar por aqueles que desejam opor Cristo à Igreja! Só existe um rochedo sobre o qual vale a pena construir a própria casa. Esta rocha é Cristo. Só há uma pedra sobre a qual vale a pena fundamentar tudo. Esta pedra é aquele a quem Cristo disse: 'Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja' (Mt 16, 18)".

Papa Bento XVI.
Discurso durante o encontro com os jovens no parque de Błonia. Cracóvia, 27 de Maio de 2006.

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terça-feira, 31 de março de 2009

Papa divulga mensagem pelo Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Nesta terça-feira, 31, no Vaticano, o Papa Bento XVI divulgou sua mensagem para o 46º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. O Dia mundial ocorrerá no próximo dia 3 de maio, IV Domingo de Páscoa, com o tema "A confiança na iniciativa de Deus e a resposta humana". O Papa iniciou a mensagem destacando a exortação de Jesus à toda Igreja: "Rogai ao Senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe" (Mt 9, 38). Para isso, todos os fiéis devem "manter viva, através de uma oração incessante, esta invocação da iniciativa divina nas famílias e nas paróquias, nos movimentos e nas associações empenhados no apostolado, nas comunidades religiosas e em todas as articulações da vida diocesana".Ressaltou ainda que toda vocação parte da iniciativa amorosa do Pai, mas requer uma resposta livre do vocacionado. Contudo, se a pessoa responde ao apelo do Senhor com disponibilidade e abertura de coração, "se inicia um fecundo diálogo entre Deus e a pessoa, um misterioso encontro entre o amor do Senhor que chama e a liberdade do ser humano que Lhe responde no amor, sentindo ressoar no seu espírito as palavras de Jesus: 'Não fostes vós que Me escolhestes, fui Eu que vos escolhi e vos destinei para irdes e dardes fruto, e o vosso fruto permanecer'".Ao tomar como modelo exemplar a pessoa de Jesus Cristo que se entregou por inteiro à vontade do Pai, o Santo Padre afirma que a resposta do vocacionado, tendo consciência que o seu chamado provém de Deus e que Ele conduz o seu caminho, "não se reveste jamais do cálculo medroso do servo preguiçoso, que por medo escondeu na terra o talento que lhe fora confiado". Bento XVI recorda o "sim" generoso e total da Virgem Maria. Resposta esta que foi repetida por muitas vezes "até o momento culminante da crucifixão de Jesus, quando 'estava junto à cruz' (...), compartilhando o sofrimento atroz do seu Filho inocente". Por fim, o Santo Padre convocou os presbíteros, as pessoas consagradas e todo povo de Deus a não desanimarem diante das dificuldades e dúvidas, mas a se empenharem "na realização do projeto salvífico do Pai celeste".
Fonte: Canção Nova.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Camisinha x AIDS x Papa‏


UM DOS MAIORES ESPECIALISTAS DO MUNDO NO COMBATE À AIDS DIZ: “O PAPA ESTÁ CERTO”. MAS ESSA NOTÍCIA FOI DEVIDAMENTE SONEGADA DOS LEITORES

Há coisas que você jamais vai ler na imprensa brasileira porque, dada a sua “isenção” de propaganda, às vezes letal para a inteligência e a verdade, pouco importa a consideração de uma autoridade científica ou religiosa se o que elas dizem não coincide com a metafísica politicamente correta. Aceita-se a chamada pluralidade, mas sem exageros, é claro. Querem ver?Vocês se lembram que, em Camarões — e, de fato, foi uma mensagem para o continente africano —, o papa Bento 16 afirmou que a distribuição maciça de camisinhas não era o melhor programa de combate à AIDS. E disse que o problema poderia até se agravar. A estupidez militante logo entendeu, ou fingiu entender, que Sua Santidade contestara a eficiência do preservativo para barrar a transmissão do vírus. Bento 16 não tratava desse assunto, mas de coisa mais ampla. Referia-se a políticas públicas de combate à expansão da doença. Apanhou de todo lado. De todo mundo. No Brasil, noticiou-se a coisa com ares de escândalo. Os valentes nem mesmo investigaram os números no Brasil — a contaminação continua alta e EM ALTA em alguns grupos — e no mundo. Adiante.Se você pesquisar um pouco, vai saber que o médico e antropólogo Edward Green (foto) é uma das maiores autoridades mundiais no estudo das formas de combate à expansão da AIDS. Ele é diretor do Projeto de Investigação e Prevenção da AIDS(APRP, na sigla em inglês), do Centro de Estudos sobre População e Desenvolvimento de Harvard. Pois bem. Green concedeu uma entrevista sobre o tema. E o que ele disse? O PAPA ESTÁ CERTO. AS EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS CONFIRMAM O QUE DIZ SUA SANTIDADE. Ora, como pode o papa estar certo? Vamos sonegar essa informação dos leitores.Em entrevista aos sites National Review Online (NRO) eIlsuodiario.net, Green afirma que as evidências que existem apontam que a distribuição em massa de camisinha não é eficiente para reduzir a contaminação na África. Na verdade, ao NRO, ele afirmou que não havia uma relação consistente entre tal política e a diminuição da contaminação. AoIlsuodiario, assumiu claramente a posição do papa — e, notem bem!, ele fala como cientista, como estudioso, não como religioso: “O que nós vemos de fato é uma associação entre o crescimento do uso da camisinha e um aumento da AIDS. Não sabemos todas as razões. Em parte, isso pode acontecer por causa do que chamamos ‘risco compensação” — literalmente, nas palavras dele ao NRO: “Quando alguém usa uma tecnologia de redução de risco, freqüentemente perde o benefício (dessa redução) correndo mais riscos do que aquele que não a usa”.Pois é… Green também afirma que o chamado programa ABC — abstinência, fidelidade e, sim, camisinha (se necessário), que está em curso em Uganda — tem-se mostrado eficiente para diminuir a contaminação. E diz que o grande fator para a queda é a redução de parceiros sexuais. Que coisa, não?NÃO É MESMO INCRÍVEL QUE SEXO MAIS RESPONSÁVEL CONTRIBUA PRA DIMINUIR OS CASOS DE CONTAMINAÇÃO? Pois é... Critico as campanhas de combate à aids no Brasil desde o Primeira Leitura, como sabem. E, aqui, desde o primeiro dia. Há textos às pencas no arquivo. A petralhada que se pensa cheia de veneno e picardia erótica gritava: “Você quer impor seu padrão religioso ao país...” Ou então: “Você não gosta de sexo...” Pois é. Vai ver Harvard escolheu um idiota católico e sexofóbico para dirigir o programa...Bento 16 apanhou que deu gosto. E apanhou pelo que não disse — e ele jamais disse que a camisinha facilita a contaminação de um indivíduo em particular — e pelo que disse: a AIDS é, sim, uma doença associada ao comportamento de risco e, pois, às escolhas individuais. Sem que se mude esse compartamento, nada feito.Pois é... O mundo moderno não aceita que as pessoas possam ter escolhas. Como já escrevi aqui certa feita, transformaram a camisinha numa nova ética. E, como tal, ela é de uma escandalosa ineficiência.(Reinaldo Azevedo)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Divulgada oração pela visita do Papa à Terra Santa

O Patriarcado Latino de Jerusalém divulgou a "Oração pela viagem do Papa à Terra Santa", a primeira de Bento XVI à região, marcada para os dias 8 a 15 de maio. A prece invoca ao Senhor 'um momento de renovação e de graça especial' para a Terra Santa, local dos primeiros acontecimentos do cristianismo. A oração é uma sugestão a todos os cristãos para que se unam neste propósito:"Senhor Jesus, através de Pedro, teu Sucessor, nós temos e sempre teremos um guia e pastor, aquele que indicou os passos na caminhada de maneira que possamos fazer a vontade de Deus, nosso Pai. Nós confiamos a Ti estes meses de preparação para a visita do Papa Bento XVI. Envia-nos o Teu Espírito Santo a ajudar-nos na nossa preparação através da oração, para que esta visita, que será na Terra Santa, seja um momento de renovação e tempo de Graça".
Fonte: Rádio Vaticano.

terça-feira, 24 de março de 2009

Gaza aumenta a expectativa de poder ver o papa


A um mês e meio da visita de Bento XVI à Terra Santa cresce a expectativa na Faixa de Gaza de onde se moverão pelo menos 200 pessoas, o dobro em relação aos iniciais 100. Entre eles também uma representação da comunidade muçulmana. Foi o que disse o pároco da Faixa de Gaza, Padre Manawel Musallam: “Eu apresentei às autoridades israelenses um pedido para 250 vistos de entrada mas foram aceitos somente 200. Ainda não sabemos se poderemos ir participar na celebração de Belém ou de Jerusalém. Em todo caso, queremos muitos estar presentes”.
A esperança de participação de fiéis de Gaza é ainda mais forte pela confirmação do próprio governo israelense ao núncio apostólico em Israel, Dom Antonio Franco, relativa à emissão dos vistos. “Apesar da alegria pela chegada de Bento XVI – acrescenta Musallam – não podemos ficar calados diante das dificuldades nas quais se encontra hoje a população de Gaza, privada de água, eletricidade, fornecidas de modo descontínuo, com isso a população sofre. Nada mudou em relação a antes, ao contrário, piorou. Esperamos que a visita do Papa possa nos ajudar”.
Fonte: Radio Vaticano

domingo, 22 de março de 2009

Papa pede que cristãos de todo o mundo se voltem para a África

No final da Missa com os bispos da I.M.B.I.S.A. (Associação Inter-regional dos Bispos da África Austral), na Esplanada de Cimangola em Luanda, o Papa Bento XVI faz a recitação do Ângelus. Antes da oração, o Santo Padre pediu que os cristãos de todo o mundo "voltem os seus olhos para África, para este grande continente tão cheio de esperança, mas tão sedento ainda de justiça, paz, desenvolvimento saudável e integral, que possa assegurar ao seu povo um futuro de progresso e paz"."Que a Virgem Maria, Rainha da Paz, continue a guiar o povo de Angola na tarefa de reconciliação nacional, depois da experiência devastadora e desumana da guerra civil", rogou, apelando ao "perdão autêntico, respeito pelos outros, cooperação".Oferecendo à Santa Mãe de Deus o trabalho de preparação para a Segunda Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, previsto para outubro, o Papa fez um pedido especial:“Queremos pedir a Nossa Senhora de modo particular para interceder pela paz, pela conversão dos corações e pelo fim do conflito na vizinha região dos Grandes Lagos. Possa o seu Filho, Príncipe da Paz, levar alívio a quem sofre, conforto àqueles que choram, e força a todos os que conduzem o difícil processo do diálogo, da negociação e da cessação da violência”.
Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 19 de março de 2009

Bento XVI encontra-se com comunidade muçulmana na África

No terceiro dia de sua viagem a Camarões, o Papa Bento XVI encontrou-se hoje com os representantes da Comunidade Muçulmana, a quem expressou o desejo de troca de ideias com vista a uma compreensão da cultura e do mundo. "A religião pode contribuir para uma melhor compreensão do mundo e para uma coexistência pacífica de todos os membros da família humana",disse.
A reunião decorreu na Nunciatura apostólica, local de permanência do Papa durante a sua visita a este país africano.
Bento XVI focou que em Camarões, "iniciativas como a Associação Camaronesa para o Diálogo inter-religioso» mostram como tal diálogo aumenta a compreensão recíproca e apoia a formação de uma ordem política estável e justa".
Este país africano, onde o Papa leva o documento base para o próximo Sínodo dos Bispos africanos, marcado para outubro, no Vaticano, é a pátria de milhares de cristãos e muçulmanos que vivem, trabalham e praticam a sua fé no mesmo ambiente.
Bento XVI referiu que as religiões juntas "dão testemunho dos valores fundamentais da família, da responsabilidade social, da obediência à lei de Deus e do amor pelos doentes e atribulados. Conduzindo a sua vida segundo essas virtudes e ensinando-as aos jovens, cristãos e muçulmanos, demonstram não só como contribuem para o pleno desenvolvimento da pessoa humana, mas também como se trilham laços de solidariedade com os seus vizinhos e promovem o bem comum".
O Papa afirmou que a religião tem o dever "particularmente urgente hoje, de tornar manifesto o vasto potencial da razão humana, que é um dom de Deus e é elevada por meio da revelação e da fé".
Bento XVI acrescentou que os fiéis são "chamados a ajudar os outros a descobrirem os sinais discretos e a presença misteriosa de Deus no mundo”. “Uma religião genuína alarga o horizonte da compreensão humana e permanece como base de toda a cultura humana autêntica".
O Papa referiu que a religião genuína rejeita todas as formas de violência e de totalitarismo, "não só por princípios de fé, mas também com base na recta razão".
"Religião e razão reforçam-se mutuamente, uma vez que a religião é purificada e estruturada pela razão e o potencial da razão é plenamente libertado pela revelação e a fé", sublinhou.
Bento XVI deixou um apelo à Comunidade Muçulmana de Camarões para que consiga permear a sociedade com os valores que emergem desta perspectiva e elevam a cultura humana. "Juntos trabalhemos para construir a civilização do amor"."Que a cooperação entusiasta entre muçulmanos, católicos e outros cristãos nos Camarões seja para outras nações africanas um farol luminoso do enorme potencial de um empenho inter-religioso para a paz, a justiça e o bem comum", apontou.

Fonte: Ecclesia

quarta-feira, 18 de março de 2009

O bispo é o catequista por excelência, diz Papa na África

Após após celebrar uma missa privada na capela da nunciatura apostólica de Iaundê, capital de Camarões, e realizar uma visita ao presidente do país, Paul Biya, o primeiro compromisso público do Papa Bento XVI nesta quarta-feira, em Iaundê, foi o encontro com os bispos de Camarões.
Em seu discurso, o papa fez uma análise da Igreja camaronesa e do papel dos bispos. Citando o Ano Paulino, Bento XVI recordou a necessidade urgente de anunciar o Evangelho a todos. Para guiar e estimular o povo de Deus nesta tarefa, afirmou o pontífice, os pastores devem ser eles mesmos, antes de mais, anunciadores da fé a fim de conduzir a Cristo novos discípulos. "Os fiéis, para confirmar e purificar a sua fé, têm necessidade da palavra do seu bispo, que é o catequista por excelência."
.: Íntegra do discurso do Papa aos bispos
O papa falou ainda da dimensão colegial do ministério episcopal, da relação do bispo com os presbíteros e dos candidatos ao sacerdócio, encorajando os bispos a dar prioridade à seleção e preparação dos formadores e dos diretores espirituais.
Recordando as origens da fé cristã em Camarões, Bento XVI citou o trabalho dos religiosos e das religiosas e dos catequistas. Um trabalho que, ainda hoje, é fundamental, "por isso é essencial a sua formação humana, espiritual e doutrinal".
Falando dos desafios pastorais, o papa citou em especial a situação da família, que sofre o impacto da modernidade e da secularização com a sociedade tradicional: "Na promoção da pastoral familiar, é importante favorecer uma melhor compreensão da natureza, dignidade e função do matrimônio, que supõe um amor indissolúvel e estável".
Outro desafio é o avanço de seitas e movimentos esotéricos e a influência crescente de uma religiosidade supersticiosa, como também do relativismo. Tendências, segundo o pontífice, que "são um premente convite a dar um novo impulso à formação dos jovens e dos adultos, particularmente nos meios universitários e intelectuais".
O Santo Padre concluiu seu discurso falando da globalização – contexto que leva a Igreja a nutrir um interesse particular pelas pessoas mais necessitadas. "A missão do bispo impele-o a ser o principal defensor dos direitos dos pobres, a suscitar e favorecer o exercício da caridade, manifestação do amor do Senhor pelos humildes. Assim os fiéis são levados a descobrir concretamente que a Igreja é uma verdadeira família de Deus, congregada pelo amor fraterno, que exclui todo o etnocentrismo e particularismo excessivos e contribui para a reconciliação e a colaboração entre as etnias para o bem de todos" – disse.
Por outro lado, continuou, a Igreja quer, através da sua doutrina social, despertar a esperança nos corações dos marginalizados: "Dever dos cristãos, sobretudo dos leigos que têm responsabilidades sociais, econômicas, políticas, é também deixar-se guiar pela doutrina social da Igreja, a fim de contribuírem para a edificação dum mundo mais justo onde cada um possa viver com dignidade".

Fonte: Rádio Vaticano.

terça-feira, 17 de março de 2009

Venho à África como pastor, diz Bento XVI em sua chegada à Camarões

O Papa Bento XVI já se encontra em terras africanas. O Santo Padre deixou Roma às 10 horas da manhã (hora local) desta terça-feira, e chegou a Yaundé, capital de Camarões, às 16 horas, (hora local) meio-dia em Brasília. Camarões é a primeira etapa desta viagem à África, que levará o Pontífice também a Angola.Num acolhimento caloroso no aeroporto Nsimalen, Bento XVI foi recebido pelo presidente do país, Paul Biya.No discurso na cerimônia de boas-vindas, Bento XVI disse que visita a África como pastor: "Venho para confirmar os meus irmãos e as minhas irmãs na fé. Este foi o dever que Cristo confiou a Pedro na Última Ceia, e esta é a função dos sucessores de Pedro".E como pastor, está em Yaundê para apresentar o Instrumentum laboris para a II Assembléia Especial, que terá lugar em Roma no próximo mês de outubro.O Papa recordou que a mensagem cristã traz sempre consigo esperança, mesmo em meio aos maiores sofrimentos, e citou como exemplo a vida de Santa Josefina Bakhita, que transformou uma situação de grande sofrimento e injustiça a partir do encontro com o Deus vivo. "Diante da dor ou da violência, da pobreza ou da fome, da corrupção ou do abuso de poder, um cristão nunca pode ficar calado" – disse o Pontífice, que faz uma análise do continente:"Aqui na África, como em tantas outras partes do mundo, continuou, inumeráveis homens e mulheres anseiam por ouvir uma palavra de esperança e conforto. Conflitos locais deixam milhares de desalojados e necessitados, de órfãos e viúvas. Num continente que no passado viu muitos de seus habitantes cruelmente raptados e levados para além-mar a fim de trabalhar como escravos, o tráfico de seres humanos, especialmente de inermes mulheres e crianças, tornou-se uma moderna forma de escravatura. Num tempo de global escassez alimentar, de confusão financeira, de modelos causadores de alterações climáticas, a África sofre demasiado: um número crescente de seus habitantes acaba prisioneiro da fome, da pobreza e da doença. Estes clamam por reconciliação, justiça e paz; e isto é precisamente o que a Igreja lhes oferece."O que a África necessitaO que a África necessita, disse o Papa, não são novas formas de opressão econômica ou política, mas a liberdade gloriosa dos filhos de Deus. Não amargas rivalidades inter-étnicas ou interreligiosas, mas a retidão, a paz e a alegria do Reino de Deus, descrito de modo muito apropriado pelo Papa Paulo VI como "civilização do amor".Para Bento XVI, Camarões é terra de esperança para muitos na África Central. Milhares de refugiados, vindos dos países da região devastados pela guerra, encontraram acolhimento. Camarões é descrito como uma "África em miniatura", pátria de mais de duzentos grupos étnicos diferentes que vivem em harmonia uns com os outros. Tudo isto são razões para louvar e agradecer a Deus."Ao chegar hoje ao vosso meio, rezo pela Igreja, aqui e por toda a África, para que possa continuar a crescer na santidade, no serviço à reconciliação, à justiça e à paz. Deus abençoe Camarões! Deus abençoe a África!"Próximas atividadesNa conclusão da cerimônia de boas-vindas, o Papa deixou o aeroporto e se dirigiu para a nunciatura apostólica, onde pernoitará.Amanhã, quarta-feira, o primeiro compromisso do Papa será a visita de cortesia ao presidente da República. O Santo Padre encontrará ainda os bispos de Camarões e presidirá, na Basílica Maria Rainha dos Apóstolos, a oração das primeiras Vésperas da solenidade de São José, com a participação dos bispos, sacerdotes, religiosos, seminaristas, diáconos, movimentos eclesiais e de representantes de outras confissões cristãs.
Fonte: Canção Nova, Rádio Vaticano.

domingo, 15 de março de 2009

Imagens e Idolatria

Diferença entre Imagem e Ídolo
Imagem não é o mesmo que ídolo. Chama-se ídolo: uma imagem falsa, um simulacro a que se atribui vida própria, conforme explica o profeta Habacuc (2, 18). Eis o que claramente indica Habacuc, dizendo: "Ai daquele que diz ao pau: Acorda, e a pedra muda: Desperta" (Hc 2, 19)
A Bíblia reza no livro de Josué: "Josué prostrou-se com o rosto em terra diante da arca do Senhor, e assim permaneceu até à tarde, imitando-o todos anciãos de Israel" (Jos 7, 6).
Terão sido idólatras Josué e os anciãos de Israel?
Foi Deus ainda que ordenou a Moisés levantar uma "serpente" de metal (Nm 21, 8) e todos os que olhassem para ela seriam curados. Ora, que "olhar" é esse que confere uma cura milagrosa diante de uma estátua de metal?
Temos as provas de como esse culto era já uma pré-figura do culto à Deus nas palavras de S. João, que diz que tal "serpente" era o símbolo do Cristo crucificado: "Bem como ergueu Moisés a serpente no deserto, assim cumpre que seja levantado o Filho do Homem" (Jo 3, 14).
Por acaso caíram também Moisés e S. João, e até o Espírito Santo (autor da Sagrada Escritura) em crime de idolatria? É claro que não.
A idolatria consistiria em achar que a divindade está em uma estátua, por exemplo. Ou seja, teríamos que colocar alimentos para as imagens, como faziam os romanos, os egípcios e os demais povos idólatras. Teríamos que achar que Deus e o santo são a mesma pessoa. No fundo, seria dizer que S. Benedito não é e nem foi S. Benedito, mas foi Deus, etc.
Nunca se ouviu algum católico defendendo que o Santo era Deus! Mesmo porque isso seria cair em um panteísmo (defendido por Calvino e Lutero em algumas de suas obras). Para se dizer que os católicos adoram os santos, eles teriam que dizer que S. Benedito, por exemplo, não é S. Benedito, mas Deus.
E, ainda mais difícil, os católicos teriam que afirmar que S. Benedito é a estátua, uma espécie de amuleto mágico...
Nenhum católico acredita que o santo seja Deus ou que ele seja a madeira da estátua (como uma divindade). Logo, não há idolatria possível, visto que esta consiste em adorar um falso deus. (Ver a
diferença entre os cultos de "latria", "hiperdulia" e "dulia").
Alguns protestantes argumentam que só é possível fazer imagens quando Deus expressamente permite. Pergunta-se: onde está essa norma na Bíblia? É uma contradição dos protestantes, pois tudo para eles está na Bíblia, todavia, para condenar os católicos, não é necessária a Bíblia...

Deus proíbe a idolatria e não o uso de imagens
O mesmo Deus, no mesmo livro do Êxodo em que proíbe que sejam feitas imagens, manda Moisés fazer dois querubins de ouro e colocá-los por cima da Arca da Aliança (Ex 25, 18-20). Manda-lhe, também, fazer uma serpente de bronze e colocá-la por cima duma haste, para curar os mordidos pelas serpentes venenosas (Num 21, 8-9). Manda, ainda, a Salomão enfeitar o templo de Jerusalém com imanges de querubins, palmas, flores, bois e leões (I Reis 6, 23-35 e 7, 29).
Ora, se Deus manda fazer imagens em várias passagens das Sagradas Escrituras (Ex 25, 17-22; 1Rs 6, 23-28; 1 Rs 6, 29s; Nm 21, 4-9; 1Rs 7, 23-26; 1 Rs 7, 28s; etc) e proíbe que se façam imagens em outra, de duas uma, ou Deus é contraditório ou fazer imagens não é idolatria!
Portanto, fica claro que o erro não está nas imagens, mas no tipo de culto que se presta à elas.
Os Judeus, saindo da dominação egípcia, um povo idólatra, tinham muita tendência à idolatria. Basta ver o que aconteceu quando Moisés desceu do Monte Sinai com as Tábuas da Lei e encontrou o povo adorando o "Bezerro de Ouro" como se ele fosse uma divindade, um amuleto. É claro, como permitir que um povo tendente à idolatria fosse fazer imagens.
Nas imagens católicas se representam os santos, que são pessoas que possuem virtudes que os tornam "semelhantes" a Deus, como afirmou S. Paulo: "já não sou eu quem vivo, mas é Cristo que vive em mim".
Nas catacumbas encontram-se, em toda parte, imagens e estátuas da Virgem Maria; prova de que tal culto existia no tempo dos apóstolos e foi por eles praticado, ensinado e transmitido à posteridade. Uma das imagens de Nossa Senhora, segundo a tradição, foi pintada pelo próprio S. Lucas e está na catedral de Loreto, exposto à veneração dos fiéis.
As imagens católicas representam pessoas virtuosas. Virtude essa que provém da graça de Deus. O mesmo não se dava na idolatria, pois os povos idólatras representavam as virtudes e os vícios em seus ídolos.
O Concílio de Trento formalmente legitimou o uso das imagens: As imagens de Jesus Cristo, da Mãe de Deus, e dos outros santos, podem ser adquiridas e conservadas, sobretudo nas Igrejas, e se lhes pode prestar honra e veneração; não porque há nelas qualquer virtude ou qualquer coisa de divino, ou para delas alcançar qualquer auxílio, ou porque se tenha nelas confiança, como os pagãos de outrora, que colocavam a sua esperança nos ídolos, mas, sim, porque o culto que lhes é prestado dirige-se ao original que representam, de modo que nas imanges que possuímos, diante das quais nos descobrimos ou inclinamos a cabeça, nós adoramos Cristo, e veneramos os santos que elas representam (Sess XXV).
O Concílio de Nicéia, o primeiro celebrado na Igreja, no ano de 325, sob o Papa S. Silvestre I e o imperador Constantino, defende o culto das imagens contra os iconoclastas, com um vigor admirável.
Lê-se nos atos deste concílio: Nós recebemos o culto das imagens, e ferimos de anátema os que procedem de modo contrário. Anátema a todo aquele que aplica às santas imagens os textos da escritura contra os ídolos. Anátema a todo aquele que as chama ídolos. Anátema àqueles que ousam dizer que a Igreja presta culto a ídolos.

Fonte: Em Defesa da Fé Página de Apologética Católica

O mundo não compreende o pecado, explica Papa

O Papa Bento XVI escreveu uma mensagem em que defende que o mundo atual não compreende o pecado e perdeu o sentido do mesmo, pelo que é urgente "formar retamente a consciência" dos crentes.O Santo Padre dirigia-se ao Cardeal James Francis Stafford, penitenciário-mor e aos participantes no XX curso para o foro interno, promovido pela penitenciaria apostólica, no Vaticano.A mensagem de Bento XVI salienta que, no nosso tempo, "formar retamente a consciência dos crentes constitui sem dúvida uma das prioridades pastorais, porque na medida em que se perde o sentido do pecado, aumentam, infelizmente os sentimentos de culpa que se desejariam eliminar com remédios paliativos insuficientes".Formação de consciênciaO Papa afirma depois que, para a formação das consciências, contribuem múltiplos e preciosos instrumentos espirituais e pastorais que devem ser cada vez mais valorizados; entre eles, evidencia a catequese, a homilia, a direção espiritual, o sacramento da Reconciliação e a celebração da Eucaristia."Uma adequada catequese, salienta Bento XVI, oferece um contributo concreto para a educação das consciências estimulando-as a perceber cada vez melhor o sentido do pecado, hoje em parte descurado ou pior ainda ofuscado por uma maneira de pensar e de viver como se Deus não existisse, e que denota um relativismo fechado ao verdadeiro sentido da vida".À catequese, prossegue depois a mensagem do Papa, deve unir-se "um uso sapiente da pregação". Nesse sentido, recorda que a homilia, que com a reforma do concilio Vaticano II adquiriu o seu papel "sacramental no interior do único acto de culto constituído pela liturgia da Palavra e da liturgia da Eucaristia", é sem duvida a forma de pregação mais difusa, com a qual cada Domingo se educa a consciência de milhões de fiéis."Para formar as consciências, acrescenta depois Bento XVI, contribui também a direção espiritual, um importante serviço eclesial para o qual é necessária sem dúvida uma vitalidade interior que se deve implorar como dom do Espírito Santo mediante intensa e prolongada oração e uma preparação especifica que se deve adquirir com cuidado".
Fonte: Ecclesia.

sábado, 14 de março de 2009

Igreja celebra um ano da morte de Chiara Lubich(Postagem de Ouro Nº 50)

Celebra-se, hoje, 14, um ano de morte da fundadora do movimento dos Focolares, Chiara Lubich, que faleceu aos 88 anos, em sua casa, na localidade de Rocca di Papa, próximo a Roma.Chiara Lubich nasceu em 1920 em Trento, na Itália. Durante a II Guerra Mundial, aos 23 anos, com algumas companheiras, iniciou a sua experiência na descoberta dos valores evangélicos e decidiu escolher Deus como ideal de sua vida.Várias iniciativas estão sendo programadas em todo mundo para comemorar Chiara, como encontros de oração, momentos de reflexão, congressos inspirados no ideal de unidade e fraternidade universal do movimento, que contarão com a presença de cristãos de várias confissões religiosas, monges budistas, líderes religiosos e autoridades civis.Na manhã deste sábado, em Roma, será celebrada uma Missa, na Basílica papal de Santa Maria Maior, pelo presidente emérito do Pontifício Conselho para a Cultura, cardeal Paul Poupard. Na parte da tarde, em Castel Gandolfo, se realizará um encontro intitulado "Com Chiara, um diálogo que continua", em que participarão líderes de várias confissões cristãs e de varias religiões.Tal encontro contará com a participação do cardeal-arcebispo de Cracóvia, Stanislaw Dziwisz, falará sobre a relação entre João Paulo II e Chiara Lubich numa entrevista gravada para tal ocasião.

Fonte: Canção Nova.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Dom Rafael Cifuentes é novo membro da Academia de Filosofia

Responsabilidade, pensamento filosófico, palavra da Igreja, razão e fé. Estas foram algumas das expressões citadas pelo Bispo de Nova Friburgo, Dom Rafael Llano Cifuentes, ao falar de sua nomeação como membro efetivo da Academia Brasileira de Filosofia.A cerimônia de posse será no dia 18 de março, na sede da Academia, quando ocupará a cadeira de número 16, antes pertencente a um dos maiores teólogos brasileiros, Dom Estevão Bettencourt, falecido no dia 14 de abril de 2008. Em entrevista ao noticias.cancaonova.com, Dom Rafael falou sobre a grande responsabilidade, tanto por ocupar a cadeira de Dom Estevão, como por ser um dos três eclesiásticos que podem se tornar membros fixos da entidade. “É uma grande responsabilidade no sentido de levar a palavra da nossa Igreja Católica, num ambiente eminentemente pluralista. Há filósofos de todas as índoles e pensamentos. Creio que a minha presença na Academia representa uma responsabilidade muito grande, sobretudo por substituir um homem tão conhecido no país inteiro e realizador de coisas muito importantes, especialmente no contexto do Rio de Janeiro”. O bispo de Nova Friburgo explicou ainda a importância da Academia de Filosofia para a sociedade, devido à sua finalidade de resguardar a memória filosófica do Brasil e debater temas da atualidade. O trabalho do órgão se desenvolve com a apresentação pelos filósofos de suas pesquisas, em que “se procura expor o pensamento em uma espécie de tribuna do pensamento filosófico do país inteiro, ou seja, na Academia, umas da referências na intelectualidade brasileira”, complementou o bispo. Dom Rafael também se declarou surpreso com o convite para ser um membro efetivo, mas acredita que suas publicações, como os 35 livros escritos, e as conferências que ministra pelo país tenham contribuído. “São coisas que me deixam muito honrado, mas, ao mesmo tempo, penso que não sou digno. Mas procurarei estar à altura da responsabilidade”, concluiu o bispo.Cerimônia de posseMembros da Academia Brasileira de Letras e representantes dos governos municipal e estadual também estarão presentes na cerimônia de posse. O jurista e membro da Academia, Ives Gandra Martins, fará a saudação ao novo acadêmico que, em seguida, realizará um discurso sobre o tema “Razão e fé”. O foco da exposição será o homem como ser pensante e que tem necessidade de Deus. Isto é, que Deus faz parte da própria estrutura pensante do homem.

Fonte: Canção Nova.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Quem incentiva a violência sexual contra mulheres e crianças?

O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, convida à reflexão «quem promove uma cultura desprovida de valores éticos, quem incentiva e explora a prostituição, a promiscuidade e incita à iniciação sexual precoce de crianças e adolescentes».
Segundo Dom Odilo, estas pessoas deveriam pensar se não estão «incentivando, também, a violência sexual contra mulheres e crianças, ou apoiando comportamentos sexuais aberrantes, como os que são objeto de notícia na imprensa».
O arcebispo discute em seu artigo desta semana no jornal O São Paulo o tema da Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil (Fraternidade e Segurança Pública), evento que «apenas está no início», mas é surpreendido «cada dia com notícias sobre novos fatos e esquemas de refinada violência».
O cardeal Scherer cita o caso de «um grupo de extermínio atuando na área metropolitana de São Paulo e que cortava mãos e cabeças das vítimas para não serem reconhecidas».
Também os episódios de «crianças abusadas sexualmente de maneira aberrante e vergonhosa»; «a menina de 9 anos, no Pernambuco, abusada durante três anos por um familiar, resultando grávida».
Segundo Dom Odilo, «a negação das implicações morais e da responsabilidade social nos comportamentos individuais, bem como o incentivo à banalização do sexo e do casamento, está fragilizando a família e pode ser causa de violência».
«Alguém já fez uma análise séria das consequências da farta distribuição de preservativos, não só no sambódromo por autoridades, mas até em escolas, para crianças e adolescentes?»
«O desmantelamento da família mediante políticas públicas que atendem a grupos de pressão mais que ao interesse social e coletivo, sobretudo dos grupos sociais que mais necessitam da família, como as crianças, os idosos e os doentes, é uma grande irresponsabilidade e trará consequências graves para a sociedade e o Estado», afirma.
De acordo com o arcebispo, a família «é um bem para a pessoa e para a sociedade e, por isso, deve ser defendida e amparada por políticas públicas que lhe possibilitem o exercício de suas atribuições naturais e sociais».
«Muita violência, infelizmente, tem origem debaixo do teto familiar. O caso triste do estupro das meninas por um padrasto, no Pernambuco, não é único; tais fatos devem ser denunciados», escreve.
Ainda de acordo com o arcebispo, muita violência «está relacionada com a ausência de uma sólida educação recebida em família, ou com os ambientes já contaminados por toda sorte de sordidez, onde as crianças convivem desde cedo com vícios e violência, são vítimas dela e acabam sendo orientadas para repetir comportamentos violentos».
«A superação da violência não acontecerá simplesmente por esquemas repressivos mas por mudanças de fundo cultural. A escola tem um papel importante na formação dos valores para uma convivência respeitosa e sadia.»
«Mas, quando a própria escola está desamparada, o que se pode ainda esperar? Fico impressionado quando ouço ou leio que professores têm medo de entrar em certas salas de aulas frequentadas por crianças e adolescentes», lamenta.
Dom Odilo espera que esta Campanha da Fraternidade «se torne ocasião para uma séria reflexão sobre as causas da violência na sociedade».

quarta-feira, 11 de março de 2009

Encontro dos Arautos do Evangelho em Guimarães, Portugal

No dia 7 de Março, mais de 2300 pessoas estiveram reunidas no Salão Multiusos de Guimarães para participar num encontro regional das famílias que recebem mensalmente o Oratório do Imaculado Coração de Maria e também das pessoas que habitualmente recebem por correio as publicações da Associação Custódios de Maria.
Inspirado nas palavras de Nossa Senhora em Fátima e em recentes declarações do Papa Bento XVI, este encontro teve como tema: "Rosário; a oração da Paz".
O P. Luiz Henrique Oliveira Alves, superior dos Arautos do Evangelho em Portugal, dirigiu aos presentes palavras de saudação discorrendo sobre o significado da Quaresma e sua aplicação à vida dos participantes do Encontro: “Assim, como Nosso Senhor Jesus Cristo retirou-se para o deserto, com jejum e orações, para se preparar para a sua missão pública; e por meio da transfiguração, quis preparar os apóstolos para compreenderem e viverem com confiança os acontecimentos mais marcantes da nossa Fé, Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, assim também seja este Encontro e este tempo da Quaresma, tempo de conversão e preparação para vivermos com renovado fervor a Páscoa do Senhor e para nos preparar-mos para a nossa missão individual de apóstolos, de evangelizadores, de membros do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja e assim sejamos colaboradores entusiasmados dos nossos párocos, dos nossos bispos, na tarefa urgente da nova evangelização!” asseverou.
Após a projeção do resumo das atividades evangelizadoras dos Arautos do Evangelho durante o ano de 2008, foi apresentada pelo setor juvenil uma encenação catequética sobre a importância da recitação do rosário em família.

Bento XVI destaca vida e exemplo de São Bonifácio

O Papa Bento XVI encontrou-se, esta manhã, na Praça São Pedro, com os peregrinos e fiéis, provenientes de diversas partes do mundo, para a habitual audiência geral.
O Santo Padre continuou o quinto ciclo catequético de seu pontificado, dedicado aos grandes Escritores da Igreja do Oriente e do Ocidente da Idade Média. O papa deteve-se hoje na pessoa de São Bonifácio, o "apóstolo dos povos germânicos".
O nosso santo, que era chamado Winfrido, nasceu na Grã-Bretanha por volta do ano 675. Ainda muito jovem ingressou para o mosteiro, no qual se destacou por sua inteligência. Uma vez ordenado sacerdote, sentiu o chamado de Deus para ser missionário. Enviado à Frísia, atual Holanda, fracassou em sua primeira ação evangelizadora, por oposição do chefe local.
Sem se desanimar, dirigiu-se a Roma, onde o Papa Gregório II lhe confiou a tarefa de evangelizar os povos germânicos, dando-lhe o nome de Bonifácio. Em pouco tempo, sua obra deu resultados extraordinários. Assim, o pontífice lhe conferiu a ordenação episcopal.
São Bonifácio construiu numerosos mosteiros, que se converteram em autênticos focos de cultura e espiritualidade. Em 754, enquanto evangelizava novamente a Holanda, alguns pagãos o assassinaram na cidade de Dokkum, enquanto celebrava Missa.
Da sua vida e obras, disse por fim o papa, podemos ressaltar a centralidade da Palavra de Deus, a total comunhão com o papa e a promoção do encontro entre a cultura romano-cristã e a cultura germânica.Após a oração do Ângelus, Bento XVI fez um apelo de paz para Irlanda do Norte. Ao término da audiência geral, Bento XVI cumprimentou os presentes e concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.
Fonte: Rádio Vaticano.

terça-feira, 10 de março de 2009

Autoridade Palestina considera visita do Papa um sinal de paz

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, felicitou, nesta segunda, 9, o anúncio oficial da visita do Papa Bento XVI à Terra Santa. O comunicado foi publicado pela agência palestina Maan.Abbas afirmou que a viagem poderá ser "o início de um bem duradouro", que se traduzirá num “sinal de amor e de paz".A agência, que definiu a ocasião como "um evento histórico", também relembrou que o presidente da ANP convidou Bento XVI para uma visita, há um ano.Depois de uma passagem pela Jordânia, o Papa visitará as cidades de Belém, Jerusalém e Nazaré. A visita acontecerá de 8 a 15 de maio.
Fonte: Canção Nova.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Os pecados capitais nos cegam para a realidade

O que era desejo natural se transforma em obsessão de coração.

Testemunhamos ao longo da história da humanidade homens e mulheres que acreditaram em algo, investiram suas vidas no que parecia impossível e, mesmo sofrendo perseguições e desaprovação da maioria, não pouparam
sangue, suor, nem lágrimas; e, ao final, venceram, conquistaram, provaram o que era a inspiração de suas vidas. Infelizmente, pessoas assim, de determinação, não são encontradas apenas fazendo o bem, trabalhando pelo benefício da humanidade, mas também no lado negro e sombrio dos homens, gente que usa dos seus atributos para levar o mal, prejudicar outras pessoas e até populações inteiras.
Segundo São Tomás de Aquino: “O Homem ao seguir qualquer desejo natural, tende à semelhança divina, pois todo bem naturalmente desejado é uma certa semelhança com a bondade divina”. E “A busca da própria excelência é um bem”.
Então é lícito, é justo que o homem siga seus desejos, suas aspirações, pois isso é dom de Deus. É natural e o natural do homem foi criado para o bem. Quando, então, é que isso se desvirtua? Quando é que o desejo se
transforma em mal? Pois do coração do homem também provém desejos malévolos.
Ainda citando São Tomás: “Todo pecado se fundamenta em algum desejo natural”. E “O pecado é desviar-se da reta apropriação de um bem” e também: “A distorção dessa busca é a soberba que, assim, se encontra em qualquer outro pecado: seja por recusar a superioridade de Deus que dá uma norma, norma esta recusada pelo pecado, seja pela projeção da soberba que se dá em qualquer outro pecado.”
Se refletirmos a partir dessas citações entenderemos que o pecado acontece pela distorção de algo bom, a pessoa quer o bem – para si e para outras pessoas – como numa aspiração de crescer enquanto ser humano, alcançando a estatura d'Aquele que o criou, mas acaba deixando que outros sentimentos influenciem sua maneira de pensar.
A soberba, o orgulho, a vaidade, enfim, os pecados capitais, entram em cena e o pensamento elevado de si mesmo provoca na pessoa o desejo de trabalhar pelo seu “status”, acreditando demais na sua capacidade e isolando Deus da sua vida.
Dessa forma, a boa intenção se transforma em pecado capital. O que era desejo natural se transforma em obsessão de coração.
Inteligência e sentimentos andam juntos na capacidade de tomar decisões. Às vezes, um destes tem de falar mais alto para haver equilíbrio de vida, mas sempre teremos essas duas vozes no nosso interior. Quando o vício capital entra nessas áreas, a distorção do que seria bom em nós é tão grande, que todas as realidades desse mundo não têm poder sobre os sentimentos, nem mesmo a inteligência da pessoa. Pelo contrário, o indivíduo age querendo impor o que está deturpado dentro de si ao exterior, ao meio em que vive. Fica ilhado numa realidade isolada, só sua, não enxerga, não percebe, por mais que todos vejam e lhe apontem. De forma que a pessoa segue no erro e está cega para a
razão, para o que é correto e verdadeiro.
Homens de grande potencial ficam à mercê de atitudes infantis e descabidas, acabam por ser vítimas de paixões platônicas, passam por cima de outros, agindo com injustiça e podendo até contrair dívidas enormes ou mesmo inclinar-se para uma vida de crimes. Fazem o mal sem perceber, julgam estar certos e continuam no erro, dormindo tranquilamente.
Somente um antídoto pode ser usado para não entrarmos nesse processo pecaminoso: A busca da humildade. Santidade, através da humildade, é que nos trará têmpera para aplicarmos conosco as virtudes capitais. Mas, para isso, é preciso querer e buscar, é um treino, diário e com luta. A humildade se alcança por meio do serviço ao próximo.
Maria serviu Isabel com seus préstimos e com sua experiência. A Palavra de Deus diz que: “Ela [Virgem Maria] deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o em faixas deitou-o numa manjedoura” (Lc 2, 7). Por ter servido a prima Isabel, Nossa Senhora aprendeu um ofício que Ela mesma iria precisar. O servir traz sabedoria.
Fazer-se menor do que os outros, mesmo tendo um cargo ou apreço maior, valorizando cada sofrimento e humilhação que se enfrenta. Não desperdice lágrimas derramadas. Ofereça-as a Deus pela sua conversão e peça um coração como o d'Ele, manso e humilde! O que os dias de hoje precisam é de corações que queiram assemelhar-se ao de Deus em pureza e retas intenções.
Você só terá a ganhar com isso, ganhará a salvação, ganhará almas para Deus e chegará à Sabedoria, a qual que vem do alto e conquista este mundo.
Deus o abençoe.
Canção Nova em São Paulo
Sandro Ap. Arquejada

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