"Por isso, digo-vos: não tenhais medo de construir a vossa vida na Igreja e com a Igreja! Sede orgulhosos do amor a Pedro e à Igreja que lhe foi confiada. Não vos deixeis enganar por aqueles que desejam opor Cristo à Igreja! Só existe um rochedo sobre o qual vale a pena construir a própria casa. Esta rocha é Cristo. Só há uma pedra sobre a qual vale a pena fundamentar tudo. Esta pedra é aquele a quem Cristo disse: 'Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja' (Mt 16, 18)".

Papa Bento XVI.
Discurso durante o encontro com os jovens no parque de Błonia. Cracóvia, 27 de Maio de 2006.

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terça-feira, 17 de março de 2009

Venho à África como pastor, diz Bento XVI em sua chegada à Camarões

O Papa Bento XVI já se encontra em terras africanas. O Santo Padre deixou Roma às 10 horas da manhã (hora local) desta terça-feira, e chegou a Yaundé, capital de Camarões, às 16 horas, (hora local) meio-dia em Brasília. Camarões é a primeira etapa desta viagem à África, que levará o Pontífice também a Angola.Num acolhimento caloroso no aeroporto Nsimalen, Bento XVI foi recebido pelo presidente do país, Paul Biya.No discurso na cerimônia de boas-vindas, Bento XVI disse que visita a África como pastor: "Venho para confirmar os meus irmãos e as minhas irmãs na fé. Este foi o dever que Cristo confiou a Pedro na Última Ceia, e esta é a função dos sucessores de Pedro".E como pastor, está em Yaundê para apresentar o Instrumentum laboris para a II Assembléia Especial, que terá lugar em Roma no próximo mês de outubro.O Papa recordou que a mensagem cristã traz sempre consigo esperança, mesmo em meio aos maiores sofrimentos, e citou como exemplo a vida de Santa Josefina Bakhita, que transformou uma situação de grande sofrimento e injustiça a partir do encontro com o Deus vivo. "Diante da dor ou da violência, da pobreza ou da fome, da corrupção ou do abuso de poder, um cristão nunca pode ficar calado" – disse o Pontífice, que faz uma análise do continente:"Aqui na África, como em tantas outras partes do mundo, continuou, inumeráveis homens e mulheres anseiam por ouvir uma palavra de esperança e conforto. Conflitos locais deixam milhares de desalojados e necessitados, de órfãos e viúvas. Num continente que no passado viu muitos de seus habitantes cruelmente raptados e levados para além-mar a fim de trabalhar como escravos, o tráfico de seres humanos, especialmente de inermes mulheres e crianças, tornou-se uma moderna forma de escravatura. Num tempo de global escassez alimentar, de confusão financeira, de modelos causadores de alterações climáticas, a África sofre demasiado: um número crescente de seus habitantes acaba prisioneiro da fome, da pobreza e da doença. Estes clamam por reconciliação, justiça e paz; e isto é precisamente o que a Igreja lhes oferece."O que a África necessitaO que a África necessita, disse o Papa, não são novas formas de opressão econômica ou política, mas a liberdade gloriosa dos filhos de Deus. Não amargas rivalidades inter-étnicas ou interreligiosas, mas a retidão, a paz e a alegria do Reino de Deus, descrito de modo muito apropriado pelo Papa Paulo VI como "civilização do amor".Para Bento XVI, Camarões é terra de esperança para muitos na África Central. Milhares de refugiados, vindos dos países da região devastados pela guerra, encontraram acolhimento. Camarões é descrito como uma "África em miniatura", pátria de mais de duzentos grupos étnicos diferentes que vivem em harmonia uns com os outros. Tudo isto são razões para louvar e agradecer a Deus."Ao chegar hoje ao vosso meio, rezo pela Igreja, aqui e por toda a África, para que possa continuar a crescer na santidade, no serviço à reconciliação, à justiça e à paz. Deus abençoe Camarões! Deus abençoe a África!"Próximas atividadesNa conclusão da cerimônia de boas-vindas, o Papa deixou o aeroporto e se dirigiu para a nunciatura apostólica, onde pernoitará.Amanhã, quarta-feira, o primeiro compromisso do Papa será a visita de cortesia ao presidente da República. O Santo Padre encontrará ainda os bispos de Camarões e presidirá, na Basílica Maria Rainha dos Apóstolos, a oração das primeiras Vésperas da solenidade de São José, com a participação dos bispos, sacerdotes, religiosos, seminaristas, diáconos, movimentos eclesiais e de representantes de outras confissões cristãs.
Fonte: Canção Nova, Rádio Vaticano.

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