"Por isso, digo-vos: não tenhais medo de construir a vossa vida na Igreja e com a Igreja! Sede orgulhosos do amor a Pedro e à Igreja que lhe foi confiada. Não vos deixeis enganar por aqueles que desejam opor Cristo à Igreja! Só existe um rochedo sobre o qual vale a pena construir a própria casa. Esta rocha é Cristo. Só há uma pedra sobre a qual vale a pena fundamentar tudo. Esta pedra é aquele a quem Cristo disse: 'Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja' (Mt 16, 18)".

Papa Bento XVI.
Discurso durante o encontro com os jovens no parque de Błonia. Cracóvia, 27 de Maio de 2006.

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

CNBB dedica Celebração Eucarística aos bispos eméritos

A Celebração Eucarística desta quinta-feira, 30, na 47ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) presidida pelo Bispo emérito de Mogi das Cruzes (SP) Dom Paulo Antonino Mascarenhas Roxo foi dedicada aos bispos eméritos. Em sua homilia Dom Paulo ressaltou que os fiéis são atraídos por Deus, que é o Senhor quem os atrai para si. "Não somos nós os protagonistas, pois a ação é do Senhor, é gratuita, livre", assegurou. Segundo o bispo, a ação do Senhor é muito sutil, quase sedutora em relação ao homem, e, quem sabe, constatou ele, pode até gerar revolta. "Mas longe de nos revoltarmos contra quem nos fez cair em Sua rede, nós agradecemos por um grande amor que precedeu as nossas escolhas", enfatizou.Em continuidade aos trabalhos da assembleia, nesta manhã os bispos irão discutir sobre a Missão Continental e a Campanha de Evangelização.Bispo Emérito Título conferido a um bispo diocesano cuja renúncia foi aceita. Normalmente o bispo diocesano apresenta a renúncia após completar 75 anos de idade.
Fonte: Canção Nova.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Bento XVI leva esperança às vítimas do terremoto

O Papa Bento XVI visitou, nesta terça-feira, 28, a região italiana de Abruzzo para se encontrar com a população atingida pelo terremoto no início do mês. Por causa do mau tempo, o Papa não pôde viajar de helicóptero até ao local, o que provocou um atraso no seu programa."Quero abraçar a cada um”, afirmou o Papa, quando chegou nesta manhã a Onna, o epicentro do sismo que deixou 58 mil desalojados e 295 mortos."Estive ao vosso lado desde o primeiro momento, a partir do momento em que tive a notícia deste violento terremoto que, na noite do dia 6 de abril, provocou quase 300 vítimas, numerosos feridos e grandes danos materiais nas vossas casas. Acompanhei com apreensão as notícias, partilhando as suas angústias e lágrimas pelos mortos, juntamente com as preocupações por tudo o que perderam num instante”, afirmou.Num gesto de humildade, o Santo Padre declarou que sua presença é pequena perante o sofrimento das pessoas. Mas assegurou que "a Igreja está aqui comigo, participando do sofrimento de vocês e da dor por terem perdido familiares e amigos, e deseja ajudá-los a reconstruírem as casas, igrejas e empresas gravemente danificadas pelo sismo".Bento XVI passou por Onna e pelas tendas que abrigam os desalojados, cumprimentando quem dele se aproximava. O Papa elogiou a coragem, a dignidade e fé com que "enfrentaram esta dura prova, manifestando uma grande vontade de não ceder perante a adversidade". Este não foi o primeiro terremoto na região, lembrou, e tal como no passado "não se renderam", afirmou, lembrando que esta é uma "força que suscita a esperança". "O terramoto não destruiu o amor", disse.O Pontífice notou ainda que apesar do empenho e da solidariedade de muitos locais com esta região italiana, as dificuldades são "muitas e diárias que implica viver fora de casa, ou em carros ou em tendas”, situações agravadas pelo tempo frio e chuvoso."A resposta concreta a Deus passa pela solidariedade", indicou, mas este gesto "não pode se limitar a socorrer apenas as emergências iniciais. Deve continuar num projecto estável e concreto no tempo". O Papa quis deixar um encorajamento a toda população, instituições e empresas para que "esta cidade e esta região se reergam".O Santo Padre lembrou os muitos jovens "subitamente forçados a lidar com uma dura realidade, os meninos que tiveram que abandonar a escola e os idosos privados dos seus hábitos”. “A minha oração é para vocês. Estamos juntos. Obrigado pela vossa fé, pela vossa coragem, pela vossa esperança”, concluiu.
L'Aquila
Após um percurso feito num automóvel da Protecção Civil, Bento XVI parou junto da danificada Basílica de de Collemaggio.O Papa realizou um gesto altamente simbólico ao depositar junto da porta santa da igreja o pálio – insígnia pessoal e de autoridade - que lhe fora imposto no dia do início de pontificado, em cima do relicário com os restos mortais do Papa Celestino V, (1215 - 1296), pontífice que governou a Igreja Católica apenas durante uns meses, em 1294.
Bento XVI permaneceu em oração, durante uns momentos, lembrando a figura deste Papa do séc. XIII e a história religiosa da comunidade de L’Aquila. O Papa ainda deu alguns passos em direção ao interior da Basílica, visivelmente destruída.
A entrada na Basílica foi vedada, por motivos de segurança. Bento XVI manifestou esperança de que o espaço seja reconstruído como era e onde estava, à imagem do que aconteceu com a histórica abadia beneditina de Montecassino, que o Papa visitará no dia 24 de Maio.
Seguiu-se uma breve passagem pela Casa do Estudante, onde morreram 25 pessoas, e um encontro com um grupo de estudantes. O Papa ouviu jovens sobreviventes e os responsáveis locais, que explicavam os danos sofridos pelos edifícios.
Bento XVI saudou longamente autoridades e párocos das localidades mais atingidas pelo terremoto. Posteriormente, já num jipe da Guarda Fiscal, saudou a população reunida no local.
D. Giuseppe Molinari, Arcebispo de L’Aquila, saudou Bento XVI e pediu o "milagre" de uma "pronta e corajosa reconstrução", após ter agradecido os vários gestos de solidariedade e proximidade do Papa.
Bento XVI agradeceu o acolhimento, que o comoveu "profundamente" e saudou as autoridades religiosas e civis presentes e todos os empenhados na reconstrução da cidade, deixando uma "palavra de agradecimento por tudo o que fizestes".
O Papa recordou os vários momentos da sua visita, confessando que "ao atravessar a cidade, apercebi-me de quão graves foram as consequências do terramoto". Aos presentes, desafiou a "não ceder ao desencorajamento", sublinhando a "firme intenção" manifestada pelas autoridades de "reconstruir a cidade".
No mesmo local que acolheu o funeral das vítimas, Bento XVI disse que a sua visita quer ser um sinal da "solicitude fraterna de toda a Igreja".
"Desejo sublinhar o valor e a importância da solidariedade", disse o Papa, que a classificou como "um sentimento altamente cívico e cristão, que mede a maturidade de uma sociedade".
Para Bento XVI, neste momento é fundamental tentar perceber "o que é que o Senhor nos quer dizer através deste triste evento", que marcou a celebração da Páscoa deste ano.
"É preciso fazer um sério exame de consciência, também como comunidade civil, para que o nível de responsabilidade em qualquer momento nunca seja descurado. Só assim, L’Aquila (águia, em italiano), ainda que ferida, poderá voltar a voar", apontou.
Este momento concluiu-se com uma homenagem à imagem de Nossa Senhora da Cruz, diante do qual o Papa depôs uma rosa de ouro em sinal da "minha oração por vós" e por todas as comunidades atingidas.
Bento XVI voltou a saudar algumas das pessoas presentes e chegou mesmo a colocar um capacete de bombeiro, por breves instantes.

Fonte: Ecclesia.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Dom Antônio Muniz fala sobre as grandes figuras do passado na evangelização do povo nordestino

No sétimo dia de Assembleia Geral dos Bispos, em Indaiatuba (SP), o presidente do Regional Nordeste 2 da CNBB (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte) e arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz falou sobre a importância histórica de alguns religiosos na formação da cultura da fé na região Nordeste do país.
“O ontem ilumina o hoje. O que quero dizer é que a importância histórica de determinadas pessoas no interior nordestino foi e é de suma importância para a criação da cultura da fé cristã, como por exemplo, José Antônio Maria Ibiapina, que viveu no interior nordestino em 1806 e iniciou uma obra missionária, visitando várias regiões, erguendo inúmeras casas de caridade, igrejas, capelas, dentre outros”, explicou dom Antônio Muniz. “Gilberto Freire, o renomado sociólogo, reserva em seu livro: Sobrados e Mucambos, 17 páginas sobre esse grande religioso e afirma ser uma das maiores figuras cristãs do Brasil, à época”, acentuou.
O arcebispo ainda falou sobre a importância de padre Cícero, irmã Dulce e dom Helder Câmara para o desenvolvimento da Igreja e da espiritualidade no interior.
“O padre Cícero foi um homem que ficou marcado pelo lado religioso e político. Não podemos nos esquecer de que ele ajudou muito as famílias necessitadas do interior do Ceará, na construção de açudes, escolas, na educação de base, dentre outras coisas”, disse o presidente.
Da religiosa baiana, irmã Dulce, o arcebispo destacou as obras sociais que realizou. “As obras de irmã Dulce ficarão eternizadas no coração do povo baiano. Ela sem dúvida foi uma extraordinária mulher”. E sobre o fundador da CNBB, dom Antônio chamou a atenção para sua luta contra a injustiça social. “Dom Helder Câmara partiu de uma situação gritante de injustiça dos povos do nordeste. Ele viu aquilo tudo como um apelo para a evangelização e colocou dentro desse contexto o povo de Olinda e Recife, posteriormente todo o Nordeste. O pobre passou a ser a pauta da evangelização após a fundação da CNBB”, afirmou.
“É preciso que nós, brasileiros, descubramos essas figuras nordestinas antepassadas, que aos poucos foram sendo esquecidas. Felizmente o povo do nordeste, em conjunto com historiadores, religiosos, e pesquisadores, está revivendo essas pessoas, buscando-as no passado para servir de exemplo para as futuras gerações nordestinas”, concluiu.

Fonte: CNBB.

domingo, 26 de abril de 2009

Igreja tem cinco novos santos

O Papa Bento XVI presidiu esta manhã, na Praça São Pedro, à canonização de cinco novos santos: os italianos Arcangelo Tadini, Bernardo Tolomei, Gertrudes Comensoli e Catarina Volpicelli, e o português Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.
O rito de canonização, em latim, realizou-se no início da missa, após o ato penitencial. O Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Dom Angelo Amato, acompanhado pelos postuladores das causas, pediu que os cinco bem-aventurados sejam inscritos no "álbum dos Santos" e "possam ser invocados por todos os cristãos".
Foi lida uma breve biografia de cada um dos novos santos e cantada a Ladainha de todos os santos. Bento XVI proferiu então a fórmula de canonização, e as relíquias dos novos santos foram depostas junto ao altar. Prosseguindo o rito, Dom Angelo Amato pediu que fosse redigida a Carta Apostólica sobre as canonizações, e Bento XVI respondeu "Decernimus", isto è, "Ordenamo-lo".
Como nas mais solenes celebrações presididas pelo Papa, o Evangelho foi cantado duas vezes, em latim e em grego.
Em sua homilia, o papa ressaltou aspectos salientes de cada um dos novos cinco santos da Igreja, citando alguns deles como exemplos éticos na atual e grave crise econômica mundial. O Papa comentou as leituras do dia e sublinhou a centralidade do mistério pascal, e da Eucaristia, para os cinco novos santos.São Nuno
A Praça estava repleta de milhares de peregrinos, muitos deles vindos de Portugal para celebrar seu novo santo, São Nuno, que foi um general da batalha de Atoleiros, herói da independência portuguesa. Em 1422, ficou viúvo e sua única filha se casou com o filho do Rei João. Ele entrou então para um convento carmelita, como um simples irmão, e assumiu o nome de Frei Nuno de Santa Maria.
"Sinto-me feliz por apontar à Igreja inteira esta figura exemplar nomeadamente pela presença duma vida de fé e oração em contextos aparentemente pouco favoráveis à mesma, sendo a prova de que em qualquer situação, mesmo de caráter militar e bélica, é possível atuar e realizar os valores e princípios da vida cristã, sobretudo se esta é colocada ao serviço do bem comum e da glória de Deus", proclamou o pontífice.Bernardo Tolomei
Por sua vez, Bernardo Tolomei, que viveu no século XIV, na Itália central, foi o "iniciador de um singular movimento monástico beneditino. Nele, observou o Papa, sobressai o amor pela oração e pelo trabalho manual. Sua vida foi uma existência eucarística toda consagrada à contemplação, que se traduzia em humilde serviço ao próximo", recordou Bento XVI.Caterina Volpicelli
Milhares de devotos vieram também de Nápoles homenagear a sua bem-aventurada Caterina Volpicelli, fundadora das Servas do Sagrado Coração, no século XIX. "Um modelo do compromisso cristão para construir uma sociedade aberta à justiça e à solidariedade, superando o desequilíbrio econômico e cultural que continua a existir em grande parte de nosso planeta", definiu o Papa.Padre Arcângelo Tadini
Em seguida, Bento XVI ressaltou o exemplo do Padre Arcângelo Tadini, "homem integralmente de Deus, pronto a deixar-se guiar pelo Espírito Santo, e que ao mesmo tempo, era disponível a colher as urgências da época e encontrar os remédios a ela". Por isso, tomou iniciativas concretas e corajosas: organizou a Sociedade Operária Católica de Mutuo Socorro, e o pensionato para as trabalhadoras. Em 1900, fundou a Congregação das Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré, que evangelizavam o ambiente de trabalho dividindo as fadigas.Gertrudes Comensóli
Concluindo a homilia, o papa se referiu à italiana Gertrudes Comensóli, que "desde pequena sentiu uma particular atração por Jesus presente na Eucaristia. A adoração de Cristo eucarístico tornou-se o objetivo principal de sua vida; a condição habitual da sua existência: Diante da Eucaristia, Santa Gertrudes compreendeu a sua vocação e missão na Igreja: dedicar-se sem reservas à ação apostólica e missionária, especialmente a favor da juventude".
Enfim, o Papa agradeceu a Deus pelo dom da santidade que resplandece nos cinco novos canonizados:
"Deixemo-nos atrair pelo seu exemplo, deixemo-nos guiar pelos seus ensinamentos, para que a nossa existência também se torne um cântico de louvor a Deus, seguindo os passos de Jesus, adorado com fé no mistério eucarístico e servido com generosidade em nosso próximo".Regina Coeli
Após a cerimônia, o papa rezou com os fiéis a oração mariana Regina Coeli, dirigindo antes, como o faz habitualmente, algumas palavras aos fiéis. Bento XVI expressou seu reconhecimento ao Governo italiano, presente com várias delegações, e a todos os peregrinos vindos de toda a Itália.Dia da Universidade Católica do Sagrado Coração
O Papa lembrou o Dia da Universidade Católica do Sagrado Coração, que se celebra hoje, quando decorrem 50 anos da morte de seu fundador, Padre Agostino Gemelli.Saudação em português
O Papa fez a sua saudação à delegação oficial, aos bispos e a todos os compatriotas do novo santo, São Nuno: "Deixou-nos assim uma nobre lição de renúncia e partilha, sem as quais será impossível chegar àquela igualdade fraterna característica duma sociedade moderna, que reconhece e trata a todos como membros da mesma e única família humana. Em particular saúdo os Carmelitas, a quem um dia se prendeu o olhar e o coração deste militar crente, vendo neles o hábito da Santíssima Virgem e no qual depois ele próprio se amortalhou. Ao desejar a abundância dos dons do Céu para todos os peregrinos e devotos de São Nuno, deixo-lhes este apelo: 'Considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé'".
Bento XVI desejou a todos um bom domingo e concedeu a sua benção.

Canção Nova.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Encontro reunirá mais de 300 bispos em Itaici

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) inicia, na próxima quarta-feira, 22, sua 47ª Assembleia Geral, em Itaici, município de Indaiatuba (SP). Já confirmaram presença 326 bispos, dos quais 33 são eméritos.O Brasil possui 447 bispos, dos quais 147 são eméritos (bispos que já deixaram a administração de suas dioceses). Há ainda seis dioceses sem bispos, conduzidas por administradores diocesanos que participarão da Assembleia com direito a voto. Na assembleia deste ano, os bispos vão discutir, como tema central, a formação dos futuros padres. Uma Comissão de bispos está fazendo a revisão do Documento 55 da CNBB, Diretrizes Básicas da Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil, em vigor desde 1994. O novo texto será estudado e aprovado pela Assembleia e, em seguida, encaminhado à Congregação para a Educação Católica, em Roma, para aprovação final.Os dez dias da Assembleia exigem uma grande estrutura por parte da CNBB. Um grupo de cem pessoas se divide em várias equipes de serviços para assegurar o êxito do encontro dos bispos. Da CNBB integram o grupo 36 assessores, 17 secretários dos regionais, 17 representantes dos organismos da CNBB e 19 funcionários, além de 11 voluntários. Há, pelo menos, 17 convidados que também participarão da Assembleia. Entre bispos e equipes de serviço, o encontro envolverá cerca de 450 pessoas.
Fonte: CNBB.

sábado, 11 de abril de 2009

Entenda o sentido do Círio Pascal usado na liturgia do Sábado Santo

A Vigília Pascal, que será celebrada na noite de hoje pelos cristãos do mundo inteiro, é considerada a mãe de todas as celebrações. Uma liturgia rica em símbolos e significados. Padre Ferdinando Mancílio, redentorista e liturgista, explica ao noticias.cancaonova.com o sentido do Círio Pascal, acesso durante a Vigília.

O Círio Pascal é um dos símbolos da Vigília Pascal. Qual o seu significado?

Padre Ferdinando - Muitos confundem com uma vela grande. Na verdade é, mas a palavra “círio” vem do latim cereus e significa “cera”. O círio, quando aceso, começa a se desgastar e já traz de imediato essa lembrança para nós: o Deus que gastou a sua vida pela nossa redenção. Depois, há alguns outros símbolos quando o círio começa a ser preparado, na Liturgia da Vigília, como o alfa e ômega, o ano corrente e os grãos de incenso que são colocados nos cinco pontos do círio pascal, com uma oração própria, que representa a doação de uma vida inteira em favor da humanidade. O alfa e ômega lembram o Cristo que é completo, o Deus que é eterno e se fez inteiro no meio da nossa humanidade. E Ele é o senhor do tempo, da história e do mundo e, por isso, também o ano presente. Traz também uma imagem muito significativa: a do cordeiro que se doa e se entrega simplesmente por amor e por gratuidade. Ama porque quer amar. A luz do círio pascal simboliza a alegria da fé que deve irradiar em nós. A fé Naquele que por nós deu a vida e que brilhou no meio da escuridão. Por isso, a celebração inicial da Vigília Pascal se realiza, há séculos, com as luzes da Igreja apagadas para lembrar exatamente isto: o "não" do ser humano e o "sim" de Deus. O "não" do homem gera as trevas, a escuridão, ou seja, o afastamento de Deus. Mas Deus, que ama na sua infinita bondade, brilha mesmo diante dessa escuridão. E o cristão deve resplandecer esta luz na sua vida, nas suas atitudes, na sua fé e no seu amor para com Deus.

Qual o significado da inserção dos grãos de incenso no círio pascal?

Padre Ferdinando - A inserção do grãos de incenso representa o Cristo que se deu por inteiro e, ao se riscar a cruz, há o significado da sua entrega. O sacerdote diz, neste momento: "Por suas chagas gloriosas, nos proteja com seu amor e sua misericórdia", e o povo responde "Amém". Ao inserir os grãos no alfa e ômega, o sacerdote diz "A Ele o tempo, a eternidade, a glória e o poder", pois, como já lembramos, Jesus é o Senhor do tempo e da vida. Apenas depois se acende o círio com um fogo novo. Fogo este abençoado fora da igreja ou em outro local um pouco distante do local da celebração. Se faz também uma procissão, simbolizando que Ele é sempre novo e, no seu amor, está sempre disposto a brilhar entre nós, mesmo que o homem e a mulher continuem, com suas atitudes, dizendo "não". Portanto, Deus continua amando o homem apesar da sua infidelidade.

Qual o sentido de se utilizar o roxo na Liturgia da Quaresma? Quais as cores utilizadas na Semana Santa?

Padre Ferdinando - O roxo quer lembrar a dor e o sofrimento de Jesus, isto é, a entrega do Deus Jesus para nossa salvação. A Igreja escolheu esta cor como símbolo da Paixão de Jesus para nossa salvação. Já no Tríduo Pascal, se usa o branco na Quinta-feira Santa, porque é um dia de festa, quando celebramos a instituição do grande Sacramento Eucarístico, o grande Sacramento Pascal, da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Renovamos este mistério pascal em cada Eucaristia. É uma memória atualizada. Na sexta-feira, se usa a cor vermelha para lembrar o derramamento do sangue de Cristo, a sua entrega a nós até a última gota de sangue. No sábado, é usado também o branco por causa do Cristo Ressuscitado no meio de nós, a vida que venceu a morte. A cor branca, portanto, quer lembrar a transparência, a claridade, que reflete a luz de Deus.

Fonte: Canção Nova.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Papa destaca o sentido do sacerdócio e recorda sua ordenação

O Papa Bento XVI presidiu, na manhã desta quinta feira-santa, na Basílica Vaticana, à Santa Missa do Crisma, concelebrada por cardeais, bispos e presbíteros (religiosos e diocesanos). Na celebração desta Missa os padres renovam suas promessas sacerdotais a serviço do povo de Deus..: Veja fotos da Missa
Em sua homilia, o papa explicou que "de fato, há apenas um único sacerdote da Nova Aliança: o próprio Jesus Cristo. Por conseguinte, o sacerdócio dos discípulos é participação no sacerdócio de Jesus. Assim, o nosso sacerdócio nada mais é que um novo modo de unir-nos a Cristo. A união com Cristo supõe renúncia."
"No 'sim' da Ordenação sacerdotal, fizemos a renúncia fundamental à autonomia, à auto-realização. No entanto, é preciso, dia após dia, cumprir este grande 'sim' entre os demais 'sins' e nas pequenas renúncias. Se cultivarmos uma verdadeira familiaridade com Cristo, então poderemos experimentar a alegria da sua amizade".
Deste processo, disse o pontífice, faz parte a oração, com a qual nos exercitamos na amizade com Cristo e aprendemos a conhecê-Lo: o seu modo de ser, de pensar, de agir. Rezar é progredir na comunhão pessoal com Cristo, expondo-lhe a nossa vida diária, nossos sucessos e falências, nossas fadigas e alegrias. É apresentar-nos, simplesmente, diante d’Ele.
Enfim, Bento XVI recordou que é importante rezar com a Igreja, celebrar a Eucaristia que é oração. Como sacerdotes, mediante a celebração Eucarística, encaminhamos os fiéis à oração. Se nos tornamos um com Cristo, aprenderemos a reconhecê-Lo de modo especial nos doentes, nos pobres, nos pequenos deste mundo; tornar-nos-emos pessoas que servem os irmãos.
Queridos amigos, concluiu o papa, nesta hora da renovação das promessas, queremos pedir ao Senhor que nos torne homens de verdade, homens de amor, homens de Deus. Peçamos-Lhe que nos torne verdadeiramente sacerdotes da Nova Aliança.Aniversário sacerdotal de Bento XVIO Papa recordou sua própria ordenação sacerdotal, realizada há 58 anos. "Na vigília da minha ordenação sacerdotal, 58 anos atrás, abri a Sagrada Escritura, porque queria receber mais uma palavra do Senhor para aquele dia e para o meu futuro caminho de sacerdote. O meu olhar caiu sobre este trecho: 'Consagra-os na verdade; a tua palavra é verdade'. Então soube: o Senhor está falando de mim, e está falando comigo. Precisamente a mesma coisa acontecerá amanhã em mim. Em última análise não em pessoa. Ordenação sacerdotal significa: ser imersos n'Ele, na Verdade. Pertenço de um novo modo a Ele e assim aos outros, 'para que venha o seu Reino'. Queridos amigos, nesta hora da renovação das promessas queremos pedir ao Senhor que nos torne homens de verdade, homens de amor, homens de Deus. Peçamos que Ele nos atraia sempre mais para dentro de si, para que nos tornemos verdadeiramente sacerdotes da Nova Aliança. Amém."Terremoto em Áquila
Ao término da sua homilia, Bento XVI dirigiu seu pensamento a Dom Giuseppe Molinari, arcebispo de L’Aquila, que, por causa dos gravíssimos prejuízos causados pelo terremoto na catedral, não poderá reunir, hoje, seu presbitério diocesano, para a celebração da Missa do Crisma.
Portanto, o pontífice manda ao arcebispo de L’Aquila os santos óleos, em sinal de profunda comunhão e solidariedade espiritual. "Que estes santos óleos, disse o papa, possam acompanhar o tempo de renascimento e de reconstrução, sarando as feridas e sustentando a esperança".
A propósito, ao aceitar o pedido das autoridades civis e religiosas, o Santo Padre encarregou o Secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, para presidir, amanhã, em L’Aquila, ao rito de sufrágio pelas vítimas do terremoto, que abalou a capital de Abruzzo e as regiões circunstantes.
Devido à excepcionalidade do acontecimento, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, concedeu o indulto para a celebração de uma Santa Missa de sufrágio, amanhã em L’Aquila, não obstante a liturgia de Sexta-feira Santa não prevê nenhum rito ou celebração Eucarística, a não ser aqueles concernentes à "Paixão do Senhor".
Como sinal de sua participação pessoal com os que sofrem por causa do terremoto, o Santo Padre enviará também à celebração seu Secretário particular, Mons. Georg Gänswein.
Fonte: Rádio Vaticano.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Por que se confessar com um padre?

Cada pecado é um ato de orgulho e desobediência.

ACUSAÇÃO: “Quem pode perdoar os pecados senão Deus? ” (Mc 2,7).

RESPOSTA : Quem negava a Jesus o poder de perdoar os pecados e até O tachava de blasfemador eram os orgulhosos escribas. Jesus, porém, lhes respondeu: “Para que saibais que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados […]” (Mc 2,10) e curou o paralítico, que foi perdoado à vista deles.
Esse poder de perdoar os pecados, o Senhor o confiou aos homens pecadores, aos Apóstolos e a seus legítimos sucessores, no dia mais solene: na Ressurreição quando lhes apareceu e disse: “Assim como o pai me enviou, também eu vos envio a vós. Tendo dito estas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Àquele a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,21-23).
Não resta dúvida de que o sopro de Cristo ressuscitado e as palavras: “Recebei o (dom do) Espírito Santo […]” expressam claramente que os Apóstolos não obtiveram o poder de perdoar os pecados em virtude de sua santidade ou impecabilidade, mas como um dom especial, merecido por Cristo e a eles conferido em favor das almas, remidas pelo sangue derramado na cruz. Daí dizer: “Eu não me confesso com os padres, porque eles também são pecadores” demonstra igual insensatez ao se afirmar: “Eu não vou, com minha doença, procurar conselho e remédio dos médicos, porque eles também ficam doentes”.
Por isso, os católicos, mesmo que sejam, cardeais e reis, dobram humildemente suas cabeças diante de tão claras palavras de Jesus e confessam seus pecados diante dum simples sacerdote, para receber o perdão de Deus. Os outros crentes, porém, preferem ignorar essas palavras de Cristo e desprezar o grande dom do Senhor no sacramento da penitência. Para motivar esse procedimento, procuram na Bíblia vários textos no sentido: “Convertei-vos… fazei penitência… arrependei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados,… para que sejais salvos”.
Ninguém duvida de que o sincero arrependimento dos pecados, com firme propósito de não pecar mais, e a satisfação feita a Deus e aos prejudicados, eram no Antigo Testamento condições necessárias e suficientes para obter perdão do Altíssimo. O mesmo vale ainda hoje para todos os que desconhecem a Jesus e o Evangelho, para os que não têm nenhuma ocasião de se confessar; são ainda condições necessárias para obter perdão na boa confissão. Mas quem no seu orgulho não acredita na veracidade e obrigatoriedade das palavras de Cristo Ressuscitado, com as quais Ele instituiu o sacramento da penitência, e por isso não quer se confessar, dificilmente receberá perdão!
Cada pecado é um ato de orgulho e de desobediência contra Deus. Por isso “Cristo se humilhou e tornou-se obediente até a morte na cruz” (Fl 2,8) para expiar o orgulho e a desobediência dos nossos pecados e nos merecer o perdão. Por essa razão, Ele exige de nós confissão sacramental, na qual confessamos os nossos pecados diante do Seu representante, legitimamente ordenado. Conforme a Sua promessa: “Pois todo o que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado” (Lc 18,14).
Alguns “crentes” aliciam os católicos para sua crença, com a promessa de que, depois do batismo (pela imersão), estes estarão livres de qualquer pecado e nem poderão mais pecar! (Conseqüentemente, não precisarão mais de nenhuma confissão). Apóiam essa afirmação nas palavras bíblicas de I Jo 3, 6 e 9 “Quem permanece n'Ele não peca; quem peca não O viu, nem O conheceu” e “Todo aquele que é gerado por Deus, não comete pecado, porque nele permanece o germe divino” (a graça santificante).
Em resposta, lembro o princípio bíblico de que entre as verdades bíblicas, reveladas por Deus, não pode haver contradições. Por isso, as palavras menos claras devem ser esclarecidas por palavras mais claras ou pela autoridade estabelecida por Deus (Magistério da Igreja). Ora, o próprio apóstolo escreve em (I Jo 1,8-10): “Se dizemos que não temos pecado algum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda a iniquidade. Se pensamos não ter pecado, nós O declaramos mentiroso e a sua palavra não está em nós”.
Por isso, a Tradição Apostólica interpreta as palavras de I Jo 3,9: “Todo aquele que é gerado por Deus não peca” no sentido de “não deve pecar gravemente”, já que possuindo a graça de Deus, tem suficiente força para vencer as tentações. Enquanto as claras palavras em I Jo 1,8-10 falam dos pecados leves – veniais; sendo somente Maria Imaculada livre de qualquer mancha do pecado original e pessoal, em previsão dos méritos antecipados de Jesus Cristo que a escolheu por sua Mãe. Portanto, todos os homens adultos necessitam de Misericórdia Divina; e os sinceros seguidores da Bíblia receberam-na, agradecidos, no sacramento da confissão.
Pe. Anderson Marçal

Fonte: Canção Nova.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Santos e Festividades de Abril



















Nazaré se prepara para receber o Papa

Um grande anfiteatro com uma parte fixa em pedra, capaz de conter 7 mil pessoas, e uma outra parte mais atrás com a capacidade para 32 mil pessoas sentadas. Começa a tomar forma a área do Monte do Precipício, em Nazaré, onde no dia 14 de maio próximo, Bento XVI celebrará a Santa Missa, diante pelo menos de 40 mil cristãos.Os tratores e os caminhões estão em função a pleno ritmo para terminar os trabalhos no prazo marcado, segundo referiu o patriarca latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, à Telepace Holy land tv que fornece também alguns detalhes da missa. “O papa chegará de helicóptero e aterrará não muito distantes do lugar da celebração fazendo um giro de papa-móvel entre os fiéis que chegarão no local com ônibus fornecidos pela Prefeitura”.“O encontro de Nazaré – explica Dom Twal – será um dos mais importantes em termos de números - estamos estimando em pelo menos 40 mil pessoas – da etapa em Israel. Ninguém deverá perder esta bonita ocasião”. Segundo o vigário patriarcal da Galiléia, Dom Giacinto B. Marcuzzo, “o número poderia aumentar em virtude da presença de muitos trabalhadores estrangeiros que estão aqui, especialmente filipinos, e também dos grupos de peregrinos. Teremos, provavelmente, o maior encontro de cristãos na história recente da Terra Santa”.Fonte: Rádio VaticanoLocal:Nazaré

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Papa dedica Catequese a momentos marcantes de sua visita à África

Na primeira Catequese depois de sua visita à África, o Papa Bento XVI recordou hoje, 1º, sua recente viagem apostólica, convidando os cristãos a rezarem pelas populações africanas, que lhe são muito queridas, para que possam enfrentar com coragem os grandes desafios sociais, econômicos e espirituais do nosso tempo.O Santo Padre recordou com emoção o acolhimento caloroso que recebeu e manifestou viva gratidão aos episcopados de Angola e Camarões, os dois países visitados e a todos aqueles que estiveram envolvidos em sua visita pastoral.CamarõesAo recordar as etapas de sua estadia no continente africano, Bento XVI destacou que em Camarões pôde "comprovar a alma religiosa deste grande Continente, e suas profundas raízes cristãs. Aos bispos recordei a urgência da evangelização, e lhes animei a serem exemplos, a promoverem a pastoral matrimonial e familiar e o exercício da caridade para com os mais pobres. Aos sacerdotes consagrados e fiéis leigos, os convidei a serem sempre fiéis à sua vocação". O Papa destacou o momento vivido em Yaoundé, capital de Camarões, com a entrega do documento preparatório para o Sínodo especial africano. "Sem dúvida, um dos momentos culminantes da viagem foi a entrega do "Instrumento de trabalho" (Instrumentum laboris) da II Assembléia sinodal para a África, no dia 19 de Março, meu onomástico, dia de São José, no estádio de Yaoundé. No final da solene Celebração Eucarística em honra de São José. Isso teve lugar na coralidade do Povo de Deus, no meio de cânticos de alegria e de louvor de uma multidão em festa, como diz o Salmo (vimos realizada esta visão do Salmo).A Assembléia Sinodal acontecerá em Roma, mas num certo sentido, já teve início no coração do continente africano, no coração da família cristã que ali vive, sofre e espera. Por isso me pareceu feliz a coincidência da publicação do “Instrumentum laboris” com a festa de S. José, que é modelo de fé e de esperança, como o primeiro patriarca Abraão. A fé no Deus próximo, que em Jesus nos mostrou o seu rosto de amor, é a garantia de uma esperança fiável para a África e para o mundo inteiro, garantia de um futuro de reconciliação, de justiça e de paz.Após a solene Assembléia Litúrgica, a festiva apresentação do Documento de Trabalho, pude-me deter, na Nunciatura Apostólica de Yaoundé, com os membros do Conselho especial para a África do Sínodo dos Bispos, vivendo com eles um momento de intensa comunhão. Conjuntamente refletimos sobre a história da África, numa perspectiva teológica e pastoral. Era quase como uma primeira reunião do próprio Sínodo, um debate fraterno entre os diversos episcopados e eu próprio, sobre as perspectivas do Sínodo – da reconciliação e da paz em África.De fato, o cristianismo – e isto podia-se ver – lançou profundas raízes no solo africano, como atestam os numerosos mártires, santos, pastores, doutores, catequistas..."Angola "Segunda etapa e segunda parte da minha viagem foi a Angola, país esse também, sobre certos aspectos, emblemático. Saído, de fato, de uma longa guerra interna, está agora empenhado na obra da reconciliação e da reconstrução nacional. Mas como poderiam ser autênticas esta reconciliação e esta reconstrução se tivessem lugar em detrimento dos mais pobres, que têm direito, como todos, a participar nos recursos da sua terra? Por isso é que, com esta minha visita, o primeiro objetivo foi obviamente o de confirmar na fé a Igreja, (mas) quis também encorajar o processo social em curso.Na Angola, na verdade toca-se com a mão o que diversas vezes os meus venerados predecessores repetiram: 'Tudo se perde com a guerra, tudo pode renascer com a paz!' Mas para reconstruir uma nação, são necessárias grandes energias morais. E aqui, uma vez mais, se revela importante o papel da Igreja, chamada a desempenhar uma função educativa, trabalhando em profundidade para renovar e formar as consciências.O padroeiro da cidade de Luanda, capital de Angola, é São Paulo. Por isso escolhi celebrar a Eucaristia com os sacerdotes, seminaristas, religiosos, catequistas e outros agentes pastorais, sábado 21 de Março, na Igreja dedicada ao Apóstolo. Uma vez mais a experiência pessoal de São Paulo nos falou do encontro com Cristo Ressuscitado, capaz de transformar as pessoas e a sociedade. Mudam os contextos históricos, e naturalmente há que tê-lo em conta, mas Cristo permanece a verdadeira força de renovamento radical do homem e da comunidade humana. Por isso, voltar a Deus, converter-se a Cristo, significa avançar para a plenitude da vida".Para manifestar a proximidade da Igreja nos esforços de reconstrução de Angola e de tantas regiões africanas, em Luanda, prosseguiu o Papa, "quis dedicar dois encontros especiais respectivamente aos jovens e às mulheres. Com os jovens, no estádio, foi uma festa de alegria e de esperança, infelizmente entristecida com a morte de duas jovens".A África é um continente muito jovem, mas muitos dos seus filhos, crianças e adolescentes já sofreram feridas graves que somente Jesus Cristo pode sarar, o Crucificado – Ressuscitado, pode sarar infundindo neles, com o Seu Espírito, a força de amar e de se empenhar a favor da justiça e da paz.Encontro com as mulheresNo encontro com os Movimentos Católicos para a Promoção da Mulher, o Santo Padre destaca ter prestado homenagem pelo serviço que tantas delas oferecem à fé, à dignidade humana, à vida, à família. Reafirmei o seu pleno direito de empenhar-se na vida publica, contudo sem que seja mortificado o seu papel na família, uma missão que é fundamental e deve ser sempre desenvolvida em partilha responsável com todos os outros elementos da sociedade e sobretudo com os maridos e pais. Eis portanto a mensagem que deixei às novas gerações e ao mundo feminino estendendo-a depois a todos na grande Celebração Eucarística no Domingo, 22 de Março, concelebrada com os Bispos dos Países da África Austral, com a participação de um milhão de fiéis.Se os povos africanos, como o antigo Israel, disse-lhes, acrescentou Bento XVI, fundam a sua esperança na Palavra de Deus, ricos do seu patrimônio religioso e cultural, podem realmente construir um futuro de reconciliação, e de pacificação estável para todos.
Fonte: Canção Nova.

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