"Por isso, digo-vos: não tenhais medo de construir a vossa vida na Igreja e com a Igreja! Sede orgulhosos do amor a Pedro e à Igreja que lhe foi confiada. Não vos deixeis enganar por aqueles que desejam opor Cristo à Igreja! Só existe um rochedo sobre o qual vale a pena construir a própria casa. Esta rocha é Cristo. Só há uma pedra sobre a qual vale a pena fundamentar tudo. Esta pedra é aquele a quem Cristo disse: 'Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja' (Mt 16, 18)".

Papa Bento XVI.
Discurso durante o encontro com os jovens no parque de Błonia. Cracóvia, 27 de Maio de 2006.

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Papa brinca que seu anjo da guarda não o impediu que escorregasse

O Papa Bento XVI já se encontra, a partir desta quarta-feira, 29, em Castel Gandolfo, onde vai prosseguir seu período de férias e continuar sua recuperação da fratura do pulso direito. Antes de deixar o Vale de Aosta, Itália, Bento XVI brincou ao dizer que "infelizmente, seu anjo da guarda não o impediu que escorregasse". "Acho que o Senhor queria me dar uma lição para me ensinar a ser mais paciente e humilde, e dedicar mais tempo para orar e meditar", acrescentou o Pontífice, que fez estas declarações ao receber os policiais, membros da Defesa Civil, militares e bombeiros que garantiram sua segurança durante os 16 dias na região de Les Combes.De acordo com o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, padre Federico Lombardi, o período de férias de Bento XVI tem sido de grande tranquilidade e muitas são as pessoas que contribuem para o bom andamento deste período de descanso. Comentou ainda sobre o tradicional jantar de agradecimento às autoridades do Vale d’Aosta, civis e militares e médicos do hospital, ocorrido na última segunda-feira, 27.No próximo sábado, 1, o Santo Padre vai receber os atletas que participam do Mundial de Esportes Aquáticos, de Roma e, a partir do domingo, 2, vai rezar a oração do Ângelus do balcão do pátio central de Castel Gandolfo. Já as audiências gerais serão retomas na quarta-feira, 5.

Fonte: Canção Nova.

Bento XVI conclui suas férias nesta quarta-feira

O Papa Bento XVI despede-se esta quarta-feira, 29, da localidade de Les Combes de Introd, na região alpina do Vale de Aosta (Itália), onde passou alguns dias de férias, desde o dia 13 deste mês. O Pontífice seguirá para Castel Gandolfo (a 30 km da capital italiana) onde ficará até o final do verão europeu.Esta é a terceira vez que o Papa passa suas férias em Les Combes, desde que foi eleito, em abril de 2005. O local era também um dos destinos favoritos do seu predecessor, João Paulo II.Como é costume, nesta segunda-feira aconteceu um jantar de despedida, na estância dos Salesianos que acolhe Bento XVI, com a participação de autoridades religiosas, civis e militares, bem como dos médicos que assistiram o Papa após a queda que lhe fraturou o pulso direito.Nesta quarta-feira terão lugar as saudações conclusivas às forças de segurança, bombeiros, proteção civil e autoridades locais. Ao final da tarde, o Santo Padre viajará de helicóptero ao aeroporto de Turim (Caselle) e, em seguida, de avião até Roma, prosseguindo em automóvel até à residência de Castel Gandolfo.
Fonte: Rádio Vaticano, Ecclesia e Canção Nova.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Cardeal Tarcísio Bertone apresenta encíclica ao Senado italiano

"A encíclica não é ideológica e tampouco dirigida apenas a quem professa a fé católica": foi o que disse o secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, comentando a encíclica Caritas in Veritate, durante o encontro que manteve ontem, 27, na biblioteca do Senado italiano, com o presidente do mesmo, o Senador Schifani, encontro dedicado à primeira encíclica social de Bento XVI."Estou convencido de que, para além das diferenças de formação e de convicção pessoal, aqueles que têm a delicada e honrosa tarefa de representar o povo italiano e de exercer seu mandato no âmbito do poder Legislativo, podem encontrar nas palavras do Papa uma elevada e profunda inspiração para o desempenho da própria missão, de modo a responder adequadamente aos desafios éticos, culturais e sociais que hoje nos interpelam", acrescentou o Cardeal Bertone.O encontro realizou-se, como recordou o Presidente Schifani, "em continuidade com o habitual clima de diálogo e confronto que o Senado considera um precioso patrimônio de sua própria tradição" e teve lugar na mesma sala onde, no dia 13 de maio de 2004, o então Cardeal Joseph Ratzinger ministrou a lectio magistralis sobre as raízes cristãs da Europa.

Fonte: Rádio Vaticano.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Depois de controle, Pe. Lombardi diz que recuperação de Bento XVI vai muito bem

O Diretor da Sala de Imprensa, Pe. Federico Lombardi, informou que depois da realização do controle médico feito esta manhã (hora local) ao Papa Bento XVI em sua mão direita, “os resultados foram muito bons. O curso clínico mostrou ser bom e corresponde ao que estava previsto”.Em declarações à Rádio Vaticano, o também diretor desta emissora explicou que para o exame realizado às 11:40 a.m. (hora local) na Colônia salesiana, perto da residência de Les Combes onde descansa o Santo Padre, “retirou-se o gesso que imobiliza e protege o pulso do Papa, para permitir o controle e logo se aplicou um novo”.Ao finalizar, precisa, “o Papa saudou cordialmente e sorrindo, a todos os médicos e a todos os membros da equipe em meio de um clima muito sereno e também muito familiar”.No exame, indica o sacerdote jesuíta, “participaram os dois médicos vaticanos que acompanham o Papa aqui –seu pessoal médico, o doutor Polisca; e o doutor Berti– e além naturalmente o doutor Manuel Mancini, o ortopédico da Aosta que operou o Santo Padre. Também estava presente, como se havia anunciado, o professor Vicenzo Sessa, que colabora desde o ponto de vista ortopédico com os Serviços Sanitários Vaticanos e que estará encarregado de monitorar o Santo Padre desde este ponto de vista em sua ida a Castelgandolfo e a Roma”. Ao falar logo depois dos preparativos para o Ângelus de amanhã em Aosta, para o qual se espera a uns cinco mil fiéis, o P. Lombardi informou que previamente o Bispo desta diocese, Dom Anfossi, celebrará uma Missa às 10:30 a.m.; que será concelebrada por outros quatro bispos da região. Disse também que para a oração Mariana se espera a presença do Arcebispo de Turim, Cardeal Severino Poletto.
Fonte: ACI DIGITAL.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Hospital de NY é processado por obrigar a enfermeira católica a participar de aborto

A organização Alliance Defense Fund (ADF) apresentou uma demanda contra o hospital Mount Sinai de Nova Iorque por obrigar com ameaças legais a uma enfermeira católica a participar de um aborto, contra suas próprias convicções morais.A enfermeira Catherina Cenzon-DeCarlo recebeu a ordem de ajudar no aborto de uma mulher de 22 semanas de embaraço. O hospital sabia que a enfermeira não participava de aborto por objeção de consciência desde que a contratou no ano 2004.Cenzon-DeCarlo recordou a seus supervisores que não podia participar do procedimento, mas lhe disseram que se não o fizesse seria acusada de "insubordinação e abandono do paciente" que poderia resultar em uma ação disciplinadora e a possível perda de seu trabalho e sua licença de enfermeira.A ADF processou o Mount Sinai por violar o direito à objeção de consciência da enfermeira.
Fonte: ACI DIGITAL

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Nesta quinta-feira, Papa se dedica ao estudo de documentos

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, referiu nesta quinta-feira, 23, mais informações sobre a saúde de Bento XVI.Chega hoje a Les Combes, um aparelho radiológico portátil que permitirá realizar, sábado pela manhã, um exame de controle. Além dos médicos vaticanos – Dr. Polisca e Dr. Berti –, estará presente o Dr. Manuel Mancini, que operou o Pontífice, e o Prof. Vincenzo Sessa, responsável pelo departamento de ortopedia do hospital romano "Fatebenefratelli" e habitual colaborador dos Serviços de Saúde do Vaticano, que acompanhará, do ponto de vista ortopédico, o Santo Padre quando regressar a Castel Gandolfo. "Deste modo, se garantirá a continuidade da assistência médica", escreve Pe. Lombardi.Nesta quarta-feira, durante seu passeio habitual nas proximidades da residência salesiana de Les Combes, o Papa encontrou um grupo de cinco crianças, acompanhadas por três senhoras, e conversou um pouco com elas.Já hoje, entre outras ocupações, o Santo Padre estudará os documentos que lhe foram entregues ontem pelo secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, sobre diversas questões. O cardeal entregou também ao Papa inúmeras mensagem de pronto restabelecimento enviadas nos dias passados, entre as quais a dos reis da Espanha e a da chanceler alemã, Angela Merkel.O retorno de Bento XVI está previsto para o dia 29 de julho, quando se transferirá para a residência pontifícia de verão, em Castel Gandolfo, nas imediações de Roma.

Fonte: Canção Nova e Rádio Vaticano.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Papa usa gravador para ditar reflexões devido ao braço engessado

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, divulgou, nesta quarta-feira, 22, mais informações sobre a saúde do Papa Bento XVI."O Santo Padre está bem, está de bom humor, continua aprendendo como se vive com um pulso engessado, e está usando um gravador para poder ditar as suas reflexões, já que não pode usar a caneta com facilidade", declara padre Lombardi.De acordo com o diretor da Sala de Imprensa, o Papa fala com frequencia pelo telefone com o irmão, que daqui a alguns dias estará em Castel Gandolfo para passar quatro semanas com ele, como nos anos passados. O Pontífice faz os habituais breves passeios depois do almoço e no fim da tarde.Hoje, o secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, veio de Romano Canavese, onde o Papa rezou o Angelus no domingo passado, 19, para visitar e almoçar com o Pontífice.Padre Lombardi acrescentou que foi definido o programa para as Vésperas de sexta-feira, 24, que o Papa presidirá na Catedral de Aosta, às 17h30, na presença de 400 pessoas: sacerdotes, religiosos e religiosas, dois representantes leigos de cada paróquia e representantes dos escritórios diocesanos das organizações eclesiais.No final da celebração, em que o Papa fará a homilia, Bento XVI irá até o adro da Catedral para saudar os fiéis presentes. Ao voltar para a residência salesiana de Les Combes, o Papa saudará os doentes da casa de repouso local.

Fonte:Rádio Vaticano.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Obsequiam computador portátil ao Papa Bento XVI para que siga escrevendo

A empresa Olivetti obsequiou ao Papa Bento XVI um computador portátil de última geração para que possa seguir escrevendo, segundo alguns meios, a segunda parte de seu livro "Jesus do Nazaré"; e assim superar o impedimento que lhe impões o gesso que tem na mão direita depois da leve fratura que sofreu na sexta-feira passada.O presente foi entregue ao Santo Padre ontem na localidade de Romano Canavese, aonde presidiu o Ângelus dominical, de mãos do administrador delegado da Telecom a Itália, Franco Bernabé, e o Presidente da Olivetti, Francesco Forlenza.No computador, explicam, instalou-se ademais um slideshow de fotografias de alguns Papas como Pio XII e João XXIII, que também visitaram pastoralmente esta localidade.De outro lado, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sede, Pe. Federico Lombardi, comentou que "o Papa está bem e sereno. Hoje é uma jornada tranqüila depois da bela jornada de ontem". Na tarde o Santo Padre passeará junto com seu secretário para rezar o rosário. Quanto ao computador portátil, o sacerdote indicou que até o momento, o Pontífice "ainda não o experimentou já que não está habituado. Não é tão tecnológica. Ele cria com a escritura e gosta de escrever com a caneta".Deste modo explicou que nestes dias Bento XVI se reunirá com o Cardeal Bertone para tratar alguns temas da marcha da Santa Sé. Além disso se indicou que o Pe. Lombardi ficará alguns dias no chalé vizinho ao do Papa para seguir de perto a recuperação do Pontífice.

Fonte:ACI.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

domingo, 19 de julho de 2009

Depois de “infortúnio”, o Papa Bento XVI agradece a todos sua proximidade e afeto

Antes da reza do Ângelus que este domingo se realizou na Plaza Ruggia na localidade de Romano Canavese –aonde nasceu o Secretário de estado, Cardeal Tarcisio Bertone– o Papa Bento XVI agradeceu as inumeráveis mostras de proximidade e afeto recebidas depois da leve fratura que sofreu na sexta-feira.Ao comentar a pequena operação a que foi submetido no hospital de Aosta logo depois da leve fratura que sofrera na mão direita depois de uma queda acidental, o Santo Padre assinalou ante os fiéis reunidos para o Ângelus que “como podem ver, por causa de meu infortúnio, estou um pouco limitado em minha agilidade, mas a presença do coração é plena, e me encontro com vós com grande alegria!”.Seguidamente o Papa agradeceu “com todo meu coração a todos: foram tantos que mostraram, nestes momentos, sua cercania, simpatia, seu afeto por mim e que rezaram por mim; e assim se viu reforçada a rede de oração que nos une em todas as partes do mundo”.Antes que nada, disse logo Bento XVI, “queria agradecer aos médicos e ao pessoal de Aosta que me trataram com tanta diligência, com tanta competência e amizade e –como vêem– com êxito –assim o esperamos! – final”.Do mesmo modo, expressou, “quero agradecer também às autoridades estatais, da Igreja e a todos aqueles que individualmente têm me escrito ou me permitiram ver seu afeto e proximidade”.
Fonte: ACI.

sábado, 18 de julho de 2009

Papa Bento XVI se recupera e retoma suas férias

Após a cirurgia de ontem, 17, a que se submeteu o Papa Bento XVI, após fraturar o pulso direito em uma queda na casa que o hospeda em Les Combes, a noite do papa transcorreu tranquilamente e suas condições gerais são boas: palavras do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, em nota divulgada este sábado, 18.Padre Lombardi acrescentou que esta manhã Bento XVI celebrou a missa e tomou café da manhã e o dia caminha de modo "praticamente normal"."Naturalmente, o papa está 'aprendendo' a viver com o pulso direito engessado e com os inconvenientes que decorrem. Para ele, o mais doloroso é ter que renunciar a escrever à mão, algo que pretendia fazer com freqüência nesses dias", escreve o diretor da Sala de Imprensa.Pe. Frederico Lombardi, confirma a realização do Angelus de amanhã em Romano Canavese, onde o Pontífice permanecerá para o almoço. A transferência a esta cidade será feita de helicóptero. Para os próximos dias, não estão previstas mudanças no programa estipulado e o Papa permanecerá em Les Combes. Na sexta-feira, 24, estão previstas as Vésperas na Catedral de Aosta e, no domingo, 26, o Ângelus em Les Combes.Ao receber alta após seis horas no hospital de Aosta, o Santo Padre saiu do hospital caminhando e saudou com a mão esquerda as pessoas que o aguardavam do lado de fora.

Fonte: Canção Nova e Rádio Vaticano.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Papa deixa hospital após pequena cirurgia

O Papa Bento XVI já deixou o hospital de Aosta em automóvel, regressando à estância de Les Combes, onde passa suas férias.Bento XVI trazia o pulso engessado, na sequência da operação a que foi submetido. O Sumo Pontífice saudou com o braço esquerdo e com um sorriso os jornalistas que o esperavam na saída.A pequena cirurgia, que durou 25 minutos, consistiu no realinhamento dos fragmentos do osso, com vista a redução da fratura.O cirurgião ortopédico que realizou a operação, Amedeo Mancini, afirmou que o acidente não trará consequências e que quando o pulso estiver curado, o Papa poderá voltar a escrever e a tocar piano."Foi um doente especial para uma operação de rotina", referiu Mancini, acrescentando que Bento XVI concordou prontamente com a cirurgia.
Queda acidental
As primeiras observações, noHospital de Aosta, revelaram uma fratura do pulso direito, que foi tratada através de uma pequena operação com anestesia local.O médico pessoal de Bento XVI, Patrizio Polisca, afirmou que a queda foi acidental, não se devendo a uma doença.O porta-voz do hospital tinha previsto que o Papa poderia ter alta ao fim da tarde ou à noite."Não se trata de algo grave", declarou o porta-voz do Vaticano, Frederico Lombardi, que insistiu que "não há motivo para preocupação". Por medida de precaução, o Papa foi rapidamente assistido, ainda em Les Combes, pelo seu cardiologista e pelo seu reanimador.Bento XVI foi acompanhado de automóvel ao serviço de urgências, depois de ter celebrado a Missa e tomado o café da manhã. A chegada ao hospital ocorreu cerca das 8h45 locais.Depois de ter saído da viatura, protegido por importantes medidas de segurança, o Sumo Pontífice percorreu a pé um longo corredor de admissão, entre uma pequena multidão de curiosos e de doentes que o saudaram. Os médicos o submeteram a uma radiografia e a demais exames.Segundo profissionais do hospital, as observações complementares não detectaram qualquer problema."Creio que o Papa prosseguirá as suas férias", referiu nesta manhã o porta-voz do Vaticano, que está em Roma, mas, neste sábado à tarde, 18, vai ao encontro de Bento XVI para a preparação do Ângelus do próximo domingo, 19. A oração do Ângelus vai acontecer, a 40km a nordeste de Turim.

Fonte: Canção Nova.

Papa sofre pequena queda e fratura pulso direito

Oficiais da Polícia Italiana em frente ao hospital onde Bento XVI foi internado após a queda que fraturou seu punho direito.
O Papa Bento XVI sofreu um pequena queda, na noite desta quinta-feira, 16, no quarto da casa que o hospeda em Les Combes, no Vale D'Aosta. De acordo com comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, a queda provocou uma fratura no seu pulso direito.Mesmo assim, esta manhã o Santo Padre celebrou a Missa e tomou café da manhã; sucessivamente, foi acompanhado ao hospital de Aosta, onde se submeteu a uma radiografia e teve seu pulso imobilizado.O Santo Padre chegou a Les Combes na segunda-feira passada, e a previsão é de que permaneça até o dia 29 deste mês, quando então se transferirá para a residência de verão, em Castel Gandolfo, nas proximidades de Roma.



Fonte: Canção Nova e Rádio Vaticano.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Faleceu Dom Paulo Lopes de Faria




Vida
Ingressou no Seminário Provincial do Coração Eucarístico de Jesus, de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e foi ordenado sacerdote em 8 de dezembro de 1957. Foi professor no seminário; trabalhou alguns meses na paróquia de Betânia, e foi o primeiro pároco de Nossa Senhora da Piedade, no bairro das Indústrias, onde permaneceu por 15 anos, tendo edificado a igreja material.
Foi recebido como bispo-auxiliar por Dom José Alves da Costa. Foi ordenado bispo-titular de Telepte e auxiliar da arquidiocese de Niterói em 27 de dezembro de 1980, tendo tomado posse em 1981.
Realizou visitas pastorais, permanecendo na arquidiocese de Niterói até 1983, sendo então designado bispo da diocese de Itabuna,na Bahia. Em 1997, foi nomeado arcebispo de Diamantina recebendo o emeritato em 2007. Seu lema é: "Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo"

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Card. Bertone diz esperar que compromissos do G8 sejam cumpridos

O secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, afirmou esperar que os compromissos assumidos pelos líderes do G8, durante a cúpula da semana passada, sejam de fato cumpridos.Segundo o cardeal, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante seu encontro com o Papa Bento XVI, disse que a encíclica publicada, Caritas in Veritate, pelo Pontífice um dia antes do vértice foi muito comentada pelos líderes do G8."Foi uma semana muito intensa e também muito bonita. Rica de empenhos e de propósitos para o futuro do G8. Esperamos que se tornem realidade", afirmou o Cardeal Bertone, em declarações ao jornal vaticano, L'Osservatore Romano.O secretário de Estado considera que as visitas dos chefes de governo a Bento XVI "demonstraram também uma vontade de ouvir a autoridade moral representada pelo Pontífice". Ele disse esperar que "isto traga frutos positivos, para o bem da comunidade internacional".Entre os compromissos assumidos pelos países membros no encontro, destaca-se o empenho em destinar entre 15 e 20 bilhões de dólares ao combate à fome no mundo, nos próximos três anos.
Fonte:Rádio Vaticano.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Papa envia telegrama de solidariedade aos iraquianos

Em um telegrama enviado ontem, 13, ao patriarca da Babilônia dos caldeus, Cardeal Emmanuel III Delly, Bento XVI confirma sua proximidade espiritual com a comunidade católica e ortodoxa do Iraque.A mensagem foi publicada pela edição italiana do jornal L'Osservatore Romano. O Papa diz rezar pela conversão do coração dos autores da violência e encoraja as autoridades a fazerem tudo o que for possível para promover uma coexistência justa e pacífica entre todos os grupos da população iraquiana. A correspondência é assinada pelo secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, e faz referência à série de ataques realizados contra igrejas de Bagdá no fim de semana, quando quatro pessoas morreram e 32 ficaram feridas. Os atentados ocorreram quase duas semanas depois da retirada das tropas americanas do país.


Fonte: Rádio Vaticano e Canção Nova

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Crianças acolhem o Papa em seu primeiro dia de férias

O Papa Bento XVI já se encontra no Vale d'Aosta, norte da Itália, onde passar´qa 15 dias de repouso. O Papa deixou o Vaticano na manhã desta segunda-feira, 13, para um período de férias.Esta será sua terceira estada no Vale d'Aosta, onde já esteve em 2005 e 2006. Seu retorno está previsto para o dia 29 de julho, quando se transferirá para a residência pontifícia de verão, em Castel Gandolfo, nas imediações de Roma.O bispo de Aosta, Dom Giuseppe Anfossi, acolheu o Santo Padre, nesta manhã, juntamente com o prefeito de Introd, Osvaldo Naudin, além de autoridades civis e militares da região. Falando aos jornalistas, o Pontífice disse que sua estada no Vale d'Aosta será um período, sobretudo, de repouso, mas que ele trabalhará um pouco.A população de Les Combes acolheu o Santo Padre com muito afeto. Algumas crianças recitaram uma poesia e entregaram flores ao Pontífice.Dom Anfossi sublinhou que o povo dessa localidade é um povo tranqüilo e, se o Papa gosta de repousar nessa região é porque sabe que ali "encontrará descanso e condições favoráveis", concluiu o bispo.No Ângelus deste domingo, 12, o Papa anunciou que iria ao Vale d'Aosta e saudou os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro. O Pontífice pediu a todos os fiéis para que rezassem por ele.

Fonte: Canção Nova e Rádio Vaticano.

domingo, 12 de julho de 2009

Bento XVI inicia férias nesta segunda-feira

Após a oração do Ângelus deste domingo, 12, o Papa Bento XVI anunciou que partirá nesta segunda-feira, para o Vale do Aosta, para um período de repouso:"Ao dar o meu 'arrivederci' à Praça São Pedro e à cidade de Roma, convido todos a acompanhar-me com suas preces. A oração não conhece distâncias e nem separações: em qualquer lugar que estejamos, ela faz de nós um só coração e uma só alma". E antes de se despedir, Bento XVI mandou um recado a todos: lembrou uma vez mais o dever de sermos prudentes na direção e de respeitarmos a sinalização nas estradas. As boas férias iniciam com isso!, ressaltou.
Fonte: Canção Nova e Rádio Vaticano.

sábado, 11 de julho de 2009

Papa e primeiro-ministro do Canadá se reúnem no Vaticano

O Papa Bento XVI concluiu neste sábado, 11, no Vaticano, uma série de audiências com vários líderes mundiais, ao receber o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper. O premiêr se encontrou também com os representantes da diplomacia da Santa Sé, Cardeal Tarcisio Bertone e Dom Dominique Mamberti.Segundo comunicado oficial divulgado pelo Vaticano, os líderes abordaram algumas questões de política internacional, discutidas durante o G8, e os resultados da cimeira, em particular "a crise económica e financeira e as suas implicações éticas".Outras questões abordadas foram a ajuda aos países em vias de desenvolvimento, em especial a África, as mudanças climáticas, o desarmamento e a não-proliferação nuclear, bem como a liberdade religiosa.Em destaque esteve a situação do Oriente Médio e as "perspectivas de paz nessa região".Sobre o Canadá, ambos os líderes falaram sobre "valores éticos, a defesa e a promoção da vida, o matrimónio e a família".Ao longo da última semana, Bento XVI recebeu no Vaticano líderes do Japão, Coreia, Austrália e o presidente dos EUA, Barack Obama.
Fonte:Canção Nova e Ecclesia.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Bento XVI recebe Barack Obama no Vaticano

O Papa Bento XVI recebeu em audiência nesta tarde, 10, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na residência pontifícia vaticana. Este foi o primeiro encontro entre os dois líderes.De acordo com o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, no diálogo entre ambos, foram abordados temas de interesse mundial e convergentes, como a paz no Oriente Médio, e questões divergentes, como a gravidez indesejada.Obama e Bento XVI submeteram-se, lado a lado, aos flashes dos fotógrafos e operadores de vídeo que registraram este histórico encontro, no momento do cordial aperto de mão. Em seguida, fecharam-se as portas da biblioteca do Papa e teve início o encontro privado, que durou 36 minutos. Após a conversa Obama apresentou ao Papa seus familiares, sua esposa, Michelle, as filhas Sasha e Malía, e sua sogra, Marian Robinson. O presidente também estava acompanhado por uma delegação de onze pessoas, entre as quais os conselheiros de Segurança Nacional Jim Jones e Denis McDonough, e o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs..Ao se despedir de seus hóspedes, Bento XVI voltou-se para Obama, dizendo-lhe: "Presidente, rezo pelo senhor!" O presidente norte-americano respondeu: "Santidade, espero em um relacionamento muito forte entre os EUA e a Santa Sé!"Troca de presentesO presidente dos EUA presenteou o Santo Padre com uma estola litúrgica que, de 1988 a 2007, esteve sobre o corpo de São João Nepomuceno Neumann, no santuário a ele dedicado, na Filadélfia.São João Nepomuceno Neumann nasceu na Boêmia (ex-Tchecoslováquia), em 1811, e morreu na Filadélfia, em 1860. Foi beatificado em 13 de outubro de 1963 e canonizado em 19 de junho de 1977, por Paulo VI. Foi o primeiro bispo estadunidense a ser inscrito no álbum dos santos.Por sua vez, Bento XVI presenteou o chefe da Casa Branca com uma cópia de sua terceira encíclica (sua primeira encíclica social), divulgada esta semana − a Caritas in Veritate. "Obrigado, Santidade! Eu a lerei no avião!", disse Obama, agradecendo o presente. Bento XVI presenteou, também, os demais hóspedes com medalhas de seu pontificado e terços.Às 17h17, Barack Obama deixou o Vaticano, juntamente com Michelle, depois de ter saudado o Prefeito da Casa Pontifícia, Cardeal James Harvey.Visita à criptaMichelle Obama chegara ao Vaticano, acompanhada das filhas do casal e de sua mãe, uma hora antes da chegada de seu marido, para visitar a Basílica de São Pedro, a Cripta Vaticana (onde estão sepultados os pontífices) e a Capela Sistina.Concluída a visita à Capela Sistina, elas foram conduzidas à residência apostólica, onde teve lugar a audiência com Bento XVI.

Fonte: Canção Nova, Rádio Vaticano.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Bento XVI recebe premiê australiano e presidente coreano

O Papa Bento XVI recebeu hoje, 9, no Vaticano, o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd.No encontro, que durou meia hora, ambos recordaram a viagem do Santo Padre a Sidney, em julho de 2008, para o Dia Mundial da Juventude, e o ótimo espírito de colaboração entre as autoridades eclesiásticas e civis que caracterizaram a organização. Falaram também sobre a atual situação internacional e regional, com referência ao respeito pela liberdade religiosa e às problemáticas ambientais.Em seguida, o Pontífice recebeu o prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Ivan Dias. E, finalmente, o presidente da República da Coréia, Lee Myung-Bak.Segundo comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, o encontro com o presidente Myung-Bak permitiu a troca de idéias sobre alguns temas de interesse comum, entre os quais os efeitos da crise econômica mundial, sobretudo sobre os países mais pobres, e a situação política e social na península coreana.Em nível bilateral, foram evocadas as relações existentes entre a República da Coréia e a Santa Sé, além do diálogo ecumênico e interreligioso e a cooperação entre a Igreja e o Estado nos campos educativo e social.
Fonte:Canção Nova, Rádio Vaticano.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Papa Bento XVI lança sua nova Encíclica


Nesta terça-feira, 7, foi apresentada, na Sala de Imprensa da Santa Sé, a nova encíclica do Papa Bento XVI, Caritas in Veritate (Caridade na verdade). .: Leia a Encíclica na íntregraO documento aborda temas sociais e econômicos e foi publicado em italiano, francês, inglês, alemão, polonês, espanhol e português. Conforme Bento XVI disse, na recitação do Ângelus, no último domingo, 5, "este documento, (...) pretende aprofundar alguns aspectos do desenvolvimento integral da nossa época, à luz da caridade na verdade".Confira a síntese da Caritas in Veritate:"A caridade na verdade, que Jesus testemunhou" é "a força propulsora principal para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade inteira": assim se inicia a Caritas in Veritate, a Encíclica endereçada ao mundo católico e "a todos os homens de boa vontade". Na Introdução, o Papa recorda que "a caridade é a via mestra da doutrina social da Igreja". Por outro lado, considerando "o risco de ser mal entendida e de excluí-la da vida ética", ela deve ser conjugada com a verdade. E adverte: "Um Cristianismo de caridade sem verdade pode ser facilmente confundido com uma reserva de sentimentos úteis para a convivência social, mas marginais." O progresso necessita da verdade. Sem ela – afirma o Pontífice – "a atividade social acaba à mercê de interesses privados e lógicas de poder, com efeitos desagregadores na sociedade". Bento XVI se detém sobre dois "critérios orientadores da ação moral" que derivam do princípio "caridade na verdade": a justiça e o bem comum. Cada cristão é chamado à verdade, também através de um "caminho institucional" que incida na vida da pólis, do viver social. A Igreja "não tem soluções técnicas para oferecer", mas tem, todavia, "uma missão a serviço da verdade para cumprir" a favor de "uma sociedade à medida do homem, da sua dignidade e da sua vocação". O primeiro capítulo do documento é dedicado à Mensagem da Populorum Progressio, de Paulo VI. "Sem a perspectiva de uma vida eterna, o progresso humano neste mundo fica privado de respiro", adverte o Papa. Sem Deus, o desenvolvimento é negado, "desumanizado". Paulo VI reafirmou "a exigência imprescindível do Evangelho para a construção da sociedade segundo liberdade e justiça". Na Encíclica Humane Vitae, Papa Montini "indica os fortes laços existentes entre a ética da vida e a ética social". Hoje, também, "a Igreja propõe, com vigor, esta ligação".O Papa explica o conceito de vocação presente na Populorum Progressio. "O desenvolvimento é vocação", uma vez que "nasce de um apelo transcendente". E é realmente "integral" quando "promove todos os homens e o homem todo". "A fé cristã se ocupa do desenvolvimento sem olhar a privilégios nem posições de poder", "mas contando apenas com Cristo". O Pontífice evidencia que "as causas do subdesenvolvimento não são primariamente de ordem material". Elas estão, antes de tudo, na vontade, no pensamento e, mais ainda, "na falta de fraternidade entre os homens e entre os povos". "A sociedade cada vez mais globalizada nos torna vizinhos, mas não nos faz irmãos". É preciso, então, mobilizar-se, a fim de que a economia evolua "para metas plenamente humanas". No segundo capítulo, o Papa entra no cerne do desenvolvimento humano no nosso tempo. O objetivo exclusivo de lucro "sem ter como fim último o bem comum, se arrisca a destruir riqueza e criar pobreza". E enumera algumas distorções do desenvolvimento: uma atividade financeira "majoritariamente especulativa", os fluxos migratórios "com freqüência provocados" e sucessivamente mal geridos, e ainda "a exploração desregrada dos recursos da terra". Diante de tais problemas interligados, o Papa invoca "uma nova síntese humanista". A crise "nos obriga a projetar de novo o nosso caminho". O desenvolvimento, hoje, é "policêntrico", constata o Papa. "Cresce a riqueza mundial em termos absolutos, mas aumentam as desigualdades" e nascem novas formas de pobreza. A corrupção – lamenta o Papa – está presente tanto nos países ricos como nos pobres; às vezes, grandes empresas transnacionais não respeitam os direitos dos trabalhadores. Por outro lado, "as ajudas internacionais foram, muitas vezes, desviadas das suas finalidades, por irresponsabilidades" seja dos doadores seja daqueles que utilizam delas. Ao mesmo tempo – denuncia o Pontífice – "existem formas excessivas de proteção do conhecimento, por parte dos países ricos, através de uma utilização demasiado rígida do direito de propriedade intelectual, especialmente no campo da saúde". Após o fim dos "blocos", João Paulo II solicitou "uma revisão global do desenvolvimento", mas isso "se realizou apenas parcialmente". Existe hoje, "uma renovada avaliação" do papel dos "poderes públicos do Estado", e é desejável uma participação da sociedade civil na política nacional e internacional. Bento XVI volta sua atenção, depois, para a deslocação de produções de baixo custo, por parte dos países ricos. "Estes processos – adverte – implicaram a redução das redes de segurança social", com "grave perigo para os direitos dos trabalhadores". A isso se acrescenta que "os cortes na despesa social, muitas vezes fomentados pelas próprias instituições financeiras internacionais, podem deixar os cidadãos impotentes diante de riscos antigos e novos". Por outro lado, acontece também "dos governos, por razões de utilidade econômica, limitarem as liberdades sindicais". O Papa recorda aos governantes, por isso, que "o primeiro capital a preservar e valorizar é o homem, a pessoa na sua integridade". No plano cultural – prossegue – as possibilidades de interação abrem novas perspectivas de diálogo, mas existe um duplo perigo. Em primeiro lugar, um ecletismo cultural no qual as culturas são "vistas como substancialmente equivalentes". O perigo oposto é o do "nivelamento cultural", "a homogeneização dos estilos de vida". Nesse contexto, o Papa volta o seu pensamento para o escândalo da fome. Falta "um sistema de instituições econômicas que seja capaz" de afrontar tal emergência, denuncia o Pontífice. Faz votos de que se faça recurso a "novas fronteiras" nas técnicas de produção agrícola e de uma reforma agrária nos países em desenvolvimento. Importância do respeito pela vidaBento XVI faz questão de sublinhar que o respeito pela vida "não pode ser de modo algum separado" do desenvolvimento dos povos. Em várias partes do mundo – adverte – continuam a ser aplicadas práticas de controle demográfico que "chegam mesmo a impor o aborto". Nos países desenvolvidos difundiu-se uma "mentalidade antinatalista que, muitas vezes, se procura transmitir a outros Estados, como se fosse um progresso cultural". Além disso – prossegue − existe "uma fundada suspeita de que, às vezes, as próprias ajudas ao desenvolvimento sejam associadas" a "políticas de saúde que realmente implicam a imposição de um forte controle dos nascimentos". Igualmente preocupantes são as "legislações que preveem a eutanásia". "Quando uma sociedade começa a negar e a suprimir a vida – adverte – acaba por deixar de encontrar" motivações e energias "para trabalhar a serviço do verdadeiro bem do homem". Outro aspecto ligado ao desenvolvimento é o direito à liberdade religiosa. As violências – escreve o Papa – "refreiam o desenvolvimento autêntico", e isso "aplica-se de modo especial ao terrorismo de índole fundamentalista". Ao mesmo tempo, a promoção do ateísmo por parte de muitos países "tira aos seus cidadãos a força moral e espiritual indispensável para se empenhar no desenvolvimento humano integral". Para o desenvolvimento – prossegue – é necessária a interação dos diversos níveis do saber, harmonizados pela caridade. O Papa faz votos, portanto, de que as opções econômicas atuais continuem "a perseguir como prioritário, o objetivo do acesso ao trabalho" para todos. Bento XVI chama a atenção para os riscos de uma economia "a curto senão mesmo curtíssimo prazo" que determina "a diminuição do nível de tutela dos direitos dos trabalhadores", no intuito de permitir que o país alcance "maior competitividade internacional". Para isso, exorta a uma correção das disfunções do modelo de desenvolvimento, como requer hoje também o "estado de saúde ecológica da Terra". E conclui acerca da globalização: "Sem a guia da caridade na verdade, este ímpeto mundial pode concorrer para criar riscos de danos até agora desconhecidos e de novas divisões". É necessário, portanto, "um compromisso inédito e criativo". Fraternidade, Desenvolvimento econômico e Sociedade civil é o tema do terceiro capítulo da Encíclica, que se abre com um elogio da experiência do dom, frequentemente não reconhecida, "por causa de uma visão meramente produtiva e utilitarista da existência". A convicção de autonomia da economia em relação às "influências de caráter moral – sublinha o Papa – impeliu o homem a abusar dos instrumentos econômicos, até mesmo de forma destrutiva". O desenvolvimento, "se quiser ser autenticamente humano", deve, ao invés, "dar espaço ao princípio da gratuidade". (34) O que vale em particular para o mercado."Sem formas internas de solidariedade e de confiança recíproca – adverte – o mercado não pode cumprir plenamente a própria função econômica". O mercado – reitera – "não pode contar apenas consigo mesmo", "tem de haurir energias morais de outros sujeitos" e não deve considerar os pobres como um "fardo", mas sim como um "recurso". O mercado não deve se tornar "o lugar da prepotência do forte sobre o débil". E acrescenta: a lógica mercantil deve "ter como finalidade a prossecução do bem comum, do qual se deve ocupar também e, sobretudo, a comunidade política". O Papa sublinha que o mercado não é negativo por natureza. Portanto, a ser chamado em causa é o homem, "a sua consciência moral e a sua responsabilidade". A atual crise – conclui o Papa – mostra que os "princípios tradicionais da ética social" – transparência, honestidade e responsabilidade – "não podem ser transcurados". Ao mesmo tempo, recorda que a economia não elimina o papel dos Estados e necessita de "leis justas". Retomando a Centesimus Annus, indica a "necessidade de um sistema a três sujeitos": o mercado, o Estado e a sociedade civil, e encoraja à instauração de uma "civilização da economia". São necessárias "formas econômicas solidárias". Mercado e política necessitam "de pessoas abertas ao dom recíproco". (35-39)A crise atual – observa – requer também "profundas mudanças" para a empresa. A sua gestão "não pode ter em conta unicamente os interesses dos proprietários", mas "deve preocupar-se" também com a comunidade local. O Papa refere-se aos managers que, frequentemente, "respondem só às indicações dos acionistas" e convida a evitar um uso "especulativo" dos recursos financeiros. O capítulo se conclui com uma nova avaliação do fenômeno da globalização, que não deve ser entendida apenas como um "processo socioeconômico". "Não devemos ser vítimas dela, mas protagonistas – exorta – atuando com razoabilidade, guiados pela caridade e a verdade". À globalização é necessária "uma orientação cultural personalista e comunitária, aberta à transcendência", capaz de "corrigir as suas disfunções". Existe – acrescenta – "a possibilidade de uma grande redistribuição da riqueza", mas a difusão do bem-estar não deve ser freada "com projetos egoístas e protecionistas". No quarto capítulo, a Encíclica aborda o tema do Desenvolvimento dos povos, direitos e deveres, ambiente. Nota-se – observa o Papa – "a reivindicação do direito ao supérfluo" nas sociedades opulentas, enquanto faltam alimento e água em certas regiões subdesenvolvidas. "Os direitos individuais desvinculados de um quadro de deveres" – sublinha – "enlouquecem". Direitos e deveres – precisa o Pontífice – derivam de um quadro ético. Se, pelo contrário, "encontram o seu fundamento apenas nas deliberações de uma assembléia de cidadãos", podem ser "alterados em qualquer momento". Governos e organismos internacionais não podem esquecer "a objetividade e a indisponibilidade" dos direitos. A tal propósito, Bento XVI se detém sobre a "problemática ligada ao crescimento demográfico". É "errado" – afirma – "considerar o aumento da população como a primeira causa do subdesenvolvimento". O Pontífice reafirma que a sexualidade não pode ser "reduzida a um mero fato hedonista e lúdico". Nem se pode regular a sexualidade com políticas materialistas "de planificação forçada dos nascimentos". O Papa sublinha, a seguir, que "a abertura moralmente responsável à vida é uma riqueza social e econômica". Os Estados – escreve – "são chamados a instaurar políticas que promovam a centralidade da família". Importância da ética no processo econômico"A economia – reafirma ainda – tem necessidade da ética para o seu correto funcionamento: não de uma ética qualquer, mas de uma ética amiga da pessoa." A própria centralidade da pessoa – afirma – deve ser o princípio-guia "nas intervenções em prol do desenvolvimento" da cooperação internacional, que devem sempre envolver os beneficiários. "Os organismos internacionais – exorta o Papa – deveriam interrogar-se sobre a real eficácia de seus aparatos burocráticos", "frequentemente muito dispendiosos". Acontece, às vezes – constata – que "os pobres sirvam para manter de pé dispendiosas organizações burocráticas". Daí o convite a uma "plena transparência" no que diz respeito aos fundos recebidos. Os últimos parágrafos do capítulo são dedicados ao ambiente. Para o fiel, a natureza é um dom de Deus, a ser usado com responsabilidade. Nesse contexto, o Papa se detém sobre a problemática energética. "O açambarcamento dos recursos" por parte dos Estados e grupos de poder – denuncia o Pontífice – constitui "um grave impedimento ao desenvolvimento dos países pobres". A comunidade internacional deve, portanto, "encontrar as vias institucionais para regular a exploração dos recursos não renováveis". "As sociedade tecnicamente avançadas – acrescenta – podem e devem diminuir o consumo energético", ao mesmo tempo em que deve "avançar a pesquisa de energias alternativas".No fundo – exorta o Papa – "é necessária uma real mudança de mentalidade que nos induza a adotar novos estilos de vida". Um estilo que hoje, em muitas partes do mundo "pende para o hedonismo e o consumismo". O problema decisivo – prossegue – "é a solidez moral da sociedade em geral". E adverte: "Se não é respeitado o direito à vida e à morte natural", a "consciência comum acaba por perder o conceito de ecologia humana" e o de "ecologia ambiental". A colaboração da família humana é a essência do quinto capítulo, no qual Bento XVI evidencia que "o desenvolvimento dos povos depende, sobretudo, do reconhecimento que são uma só família". Por outro lado – lê-se – a religião cristã pode contribuir para o desenvolvimento, "se Deus encontrar lugar também na esfera pública". Com a "negação do direito de professar publicamente a própria religião", a política "assume um rosto oprimente e agressivo". E adverte: "No laicismo e no fundamentalismo, perde-se a possibilidade de um diálogo fecundo" entre razão e fé. Ruptura que "implica um custo muito gravoso para o desenvolvimento da humanidade". O Papa refere-se, portanto, ao princípio da subsidiariedade, que oferece uma ajuda à pessoa "na autonomia dos corpos intermédios". A subsidiariedade – explica – "é o antídoto mais eficaz contra toda forma de assistencialismo paternalista" e é capaz de humanizar a globalização. As ajudas internacionais – constata – "podem, por vezes, manter um povo num estado de dependência", por isso devem ser concedidas com a participação da sociedade civil e não apenas dos governos. "Muitas vezes", de fato, "as ajudas serviram apenas para criar mercados marginais para os produtos" dos países em desenvolvimento. Assim sendo, exorta os Estados ricos a "destinarem maiores cotas" do PIB para o desenvolvimento, respeitando os compromissos assumidos. E faz votos de que possa haver maior acesso à educação e ainda mais, à "formação completa da pessoa", sublinhando que, cedendo ao relativismo, nos tornamos mais pobres. Um exemplo – escreve − nos é oferecido pelo perverso fenômeno do turismo sexual. "É doloroso constatar – observa – que isto acontece, frequentemente, com o aval dos governos locais, com o silêncio dos governos de onde provêm os turistas, e com a cumplicidade de muitos agentes do setor". A seguir, o Papa aborda o fenômeno "epocal" das migrações. "Nenhum país pode se considerar capaz de enfrentar sozinho – adverte – os problemas migratórios." Todo migrante – acrescenta – "é uma pessoa humana" que "possui direitos fundamentais inalienáveis que hão-de ser respeitados por todos em qualquer situação". O Papa pede que os trabalhadores estrangeiros não sejam considerados como mercadoria e evidencia o "nexo direito entre pobreza e desemprego". Invoca trabalho decente para todos e convida os sindicatos, separadamente da política, a voltarem sua atenção para os trabalhadores dos países onde os direitos sociais são violados. As finanças – repete – "depois da sua má utilização que prejudicou a economia real, voltem a ser um instrumento que tenha em vista" o desenvolvimento. E acrescenta: "Os operadores das finanças devem redescobrir o fundamento ético próprio da sua atividade". O Papa pede, além disso, "uma regulamentação do setor", para garantir os sujeitos mais vulneráveis. O último parágrafo do capítulo é dedicado pelo Papa "à urgência da reforma" da ONU e "da arquitetura econômica e financeira internacional". Urge "a presença de uma verdadeira Autoridade política mundial" que respeite "coerentemente, os princípios de subsidiariedade e solidariedade". Uma Autoridade – afirma – que goze de "poder efetivo". E conclui com o apelo a se instituir "um grau superior de ordenamento internacional" para governar a globalização. O sexto e último capítulo é centrado no tema do desenvolvimento dos povos e a técnica. O Papa chama a atenção para a "pretensão prometeica" segundo a qual "a humanidade pensa que se pode recriar, valendo-se dos "prodígios" da tecnologia". A técnica – adverte – não pode ter uma "liberdade absoluta". O Papa ressalta que "o processo de globalização poderia substituir as ideologias com a técnica".Interligados com o desenvolvimento tecnológico estão os meios de comunicação social chamados a promover "a dignidade da pessoa e dos povos".Campo primeiro "da luta cultural entre o absolutismo da técnica e a responsabilidade moral do homem é o da bioética" – explica o Papa, que acrescenta: "A razão sem a fé está destinada a perder-se na ilusão da própria onipotência". A questão social torna-se "questão antropológica". A pesquisa sobre os embriões e a clonagem – lamenta o Pontífice – "promovem-se na atual cultura" que "pensa ter desvendado todos os mistérios". O Papa teme "uma sistemática planificação eugenética dos nascimentos". Sucessivamente, reafirma que "o desenvolvimento deve incluir o crescimento espiritual além do material". E enfim, exorta a termos um "coração novo", para podermos "superar a visão materialista dos acontecimentos humanos". Na Conclusão da Encíclica, o Papa sublinha que o desenvolvimento "necessita de cristãos com os braços levantados para Deus, em atitude de oração, amor e perdão, renúncia a si mesmo, acolhimento ao próximo, justiça e paz".

Fonte:Canção Nova.

sábado, 4 de julho de 2009

O Papa aprova milagre para beatificação do Cardeal Newman

Hoje se deu a conhecer que o Papa Bento XVI autorizou a publicação do decreto referente a um milagre obrado por intercessão do Cardeal inglês John Henry Newman, deixando assim as portas abertas para sua próxima beatificação.Em abril de 2008, o jornal Birmingham Mail informou sobre a cura milagrosa de um diácono em Boston, de uma doença da coluna vertebral que lhe impedia de caminhar, e que foi atribuída ao Cardeal Newman.Jack Sullivan, um diácono de Boston, Massachusetts, disse ter rezado pedindo a intercessão do Cardeal Newman para que o curasse do problema da coluna vertebral que lhe impedia de caminhar. Pouco depois de sua oração, Sullivan pôde ficar de pé e caminhar novamente.O Cardeal John Henry Newman nasceu em 1801, foi admitido pela Igreja Católica em 9 de outubro de 1845, ordenado sacerdote católico (era sacerdote anglicano) em 1 de junho de 1847, em Roma.Celebrou sua primeira Missa em 5 de junho de 1847. Liderou o Movimento de Oxford que procurava as raízes católicas da fé na Inglaterra. Fundou os Oratórios de São Felipe Neri na Inglaterra. Foi criado cardeal em 12 de maio de 1879.O Papa também autorizou a publicação dos decretos que reconhecem milagres obrados por intercessão da Beata Cândida María de Jesus Cipitria e Barriola (no século Juana Josefa), espanhola, (1845-1912), fundadora da Congregação das Filhas do Jesus; e dois veneráveis Servos de Deus: Angelo Paoli (no século Francesco), italiano, (1642-1720), sacerdote da Ordem dos Carmelitas da Antiga Observância; e María Alfonsina Danil Gatas (no século Soultaneh Maria), Jerusalém (1843-1927), co-fundadora da Congregação das Dominicanas do Santíssimo Rosário de Jerusalém.
Fonte: ACI.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

"Bento XVI é muito mais que um chefe de Estado", diz Obama

"Bento XVI é muito mais que um chefe de Estado." Essas foram as palavras do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em entrevista coletiva, concedida na Casa Branca.Obama recordou sua "maravilhosa" conversa telefônica com o Pontífice, logo após sua eleição presidencial, e declarou que está de acordo com ele sobre como enfrentar a crise no Oriente Médio: "O que os Estados Unidos podem fazer, sem impor a solução, é colocar um espelho diante de israelenses e palestinos para mostrar as conseqüências de suas ações. Este é o tema sobre o qual estou ansioso para discutir com o Santo Padre, que, creio, compartilhe a minha opinião"."Politicamente, vejo o encontro com Bento XVI como um diálogo com um chefe de estado estrangeiro, mas tenho consciência de que, naturalmente, é muito mais que isso. Entendo bem a influência que o Papa possui, muito além dos confins da Igreja Católica. O Pontífice desfruta do meu máximo respeito pessoal, como alguém que alia uma grande cultura a uma grande sensibilidade".O presidente norte-americano citou ainda a obra que o Papa desempenha em prol do diálogo interreligioso e fez votos para que encontrem juntos temas sobre os quais poderão colaborar por muito tempo: da paz no Oriente Médio à luta contra a pobreza, das mudanças climáticas à imigração.Sobre temas polêmicos, como aborto e bioética, o presidente dos EUA garantiu que não ignorará as críticas da Igreja: "Defenderei sempre com força o direito dos bispos de me criticarem, inclusive com tons exaltados. E ficaria feliz em acolhê-los aqui na Casa Branca, para falar de temas que nos unem e que nos dividem, em uma série de mesas-redondas. Todavia, sempre haverá âmbitos nos quais não será possível encontrar pleno acordo".
Fonte: Canção Nova, Rádio Vaticano.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O Papa aceita renúncia de Bispo uruguaio acusado de má conduta sexual

O Papa Bento XVI aceitou hoje a renúncia de Dom Francisco Domingo Barbosa Da Silveira, Bispo de Minas (Uruguai), conforme com o canon 401, parágrafo 2 do Código de Direito Canônico; depois das acusações do clero de sua diocese sobre algumas condutas sexuais do Prelado.O parágrafo 2 do Código de Direito Canônico estabelece o seguinte: "roga-se encarecidamente ao Bispo diocesano que presente a renúncia de seu ofício se por enfermidade ou outra causa grave ficasse diminuída sua capacidade para desempenhá-lo". A causa grave neste caso seriam as acusações formuladas contra o Bispo por supostas condutas homossexuais.O casoAs acusações contra Dom Barbosa foram conhecidas na sexta-feira passada, depois de uma "investigação judicial que o Prelado solicitou ao ser vítima de uma extorsão. Por estes fatos foram processados dois adultos com antecedentes penais" com quem se teria relacionado o Bispo, explica o jornal O País. O juiz Daniel Erserguer lhes imputou o delito de extorsão aos dois homens e os enviou à prisão.Dom Francisco Barbosa é um bispo popular no Uruguai embora também tenha algumas posturas controvertidas no âmbito teológico; como o demonstra seu lema que é uma frase de uma canção esquerdista, e um refrão usado pelos partidários dessa coalizão quase como um emblema. Este grupo votou majoritariamente a favor do aborto.
Fonte:ACI

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