"Por isso, digo-vos: não tenhais medo de construir a vossa vida na Igreja e com a Igreja! Sede orgulhosos do amor a Pedro e à Igreja que lhe foi confiada. Não vos deixeis enganar por aqueles que desejam opor Cristo à Igreja! Só existe um rochedo sobre o qual vale a pena construir a própria casa. Esta rocha é Cristo. Só há uma pedra sobre a qual vale a pena fundamentar tudo. Esta pedra é aquele a quem Cristo disse: 'Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja' (Mt 16, 18)".

Papa Bento XVI.
Discurso durante o encontro com os jovens no parque de Błonia. Cracóvia, 27 de Maio de 2006.

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Papa celebra Missa para ex-alunos e convida ao diálogo com Deus

O Papa Bento XVI celebrou neste domingo, 30, uma Missa, em Castel Gandolfo, no encerramento do "Ratzinger Schuelerkreis", encontro de três dias em que seus ex-alunos debateram o tema "A Missão na perspectiva ecumênica".

O encontro dos ex-estudantes de Bento XVI é uma tradição consolidada desde os tempos em que era professor de Ratisbona e, posteriormente, arcebispo de Munique.

Em sua homilia, inspirada nas leituras litúrgicas do dia, o Papa explicou que se quisermos escutar inteiramente a mensagem de Jesus e sabermos como Deus se aproxima de nós, devemos ler o Antigo e o Novo Testamento.

"O cristianismo se torna missionário quando conhecer Deus e sua vontade nos faz alegres; e se faz estimulante quando vemos a revelação de Deus aos homens como um dom".

Bento XVI disse a seus ex-alunos que os cristãos devem ser gratos e alegrarem-se por terem recebido isso tudo de Deus. "A alegria deve ser o sinal de distinção do cristão: a lei de Deus é expressão de sua amizade; nos liberta, fortifica e purifica", recordou.

O Pontífice acrescentou que na medida em que nos deixamos tocar por Deus e instauramos com Ele um diálogo de amor e amizade, podemos também amar como Ele ama: "Nossa amizade com Deus nos torna capazes de um amor como o seu".
Fonte: Canção Nova e Rádio Vaticano.

domingo, 30 de agosto de 2009

Papa recorda santa Mônica e destaca o papel da família cristã


Na oração do Ângelus deste domingo o Papa Bento XVI recordou Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, cuja memória litúrgica foi celebrada três dias atrás, em 27 de agosto.
O próprio Santo Agostinho, em sua obra-prima "As Confissões", é quem fala sobre a vida e o caráter de sua mãe, considerada modelo e padroeira das mães cristãs. Desde a mais tenra idade, "no leite materno", Santa Mônica educou Agostinho na religião cristã, cujos princípios lhe permaneceram impressos inclusive nos anos de desvio espiritual e moral.
Todavia, recordou Bento XVI, Mônica nunca deixou de rezar por ele e por sua conversão, que foi durante anos seu único desejo: "É impossível que um filho de muitas lágrimas seja perdido", disse Agostinho à sua mãe.
Santo Agostinho, não somente se converteu, mas decidiu abraçar a vida monástica, e regressando à sua terra natal, a África, fundou uma comunidade de monges. Santa Mônica havia se tornado para seu filho muito mais que uma mãe, mas a fonte do seu Cristianismo, a mulher que "o gerou duas vezes".
Ela faleceu aos 56 anos em 27 de agosto de 387, depois de pedir aos filhos que não se preocupassem com o local da sepultura, mas que a recordassem, onde quer que estivessem, no altar do Senhor.
A história do Cristianismo, afirmou o Papa, é iluminada por inúmeros exemplos de pais santos e de autênticas famílias cristãs, citando os cônjuges Luigi Beltrame Quattrocchi e Maria Corsini, beatificados em outubro de 2001 por João Paulo II, concomitantemente com os 20 anos da Exortação Apostólica Familiaris consortio.
"Este documento, além de ilustrar o valor do matrimônio e as tarefas da família, pede aos esposos um empenho especial no caminho da santidade, extraindo graças e força do Sacramento do matrimônio, que os acompanha durante toda sua existência."
Para Bento XVI, quando os cônjuges se dedicam generosamente à educação dos filhos, preparam o fértil terreno espiritual onde brotam e amadurecem as vocações ao sacerdócio e à vida consagrada: "Neste Ano Sacerdotal, oremos para que, por intercessão do Santo Cura D'Ars, as famílias cristãs se tornem pequenas igrejas, em que todas as vocações e todos os carismas possam ser acolhidos e valorizados".
Após a oração do Angelus, o Papa saudou os peregrinos em várias línguas. Em italiano, recordou que na próxima terça-feira, 1º de setembro, se celebra na Itália o "Dia para a Preservação da Criação". "Trata-se de um evento significativo, de relevo inclusive ecumênico, que este ano tem como tema a importância do ar, elemento indispensável para a vida", disse o Papa.
Bento XVI citou então a Audiência Geral de quarta-feira passada, quanto exortou todos a um maior empenho para a preservação do meio ambiente, "dom de Deus".
"Em especial, encorajo os países industrializados a cooperarem responsavelmente para o futuro do planeta e para que não sejam as populações mais pobres a pagarem o maior preço das mudanças climáticas."
Fonte: Canção Nova e Rádio Vaticano.

sábado, 29 de agosto de 2009

Cardeal Bertone explica decisão do Papa Bento de decretar Ano Sacerdotal

O Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de estado Vaticano, explicou que a idéia que teve o Papa Bento XVI de decretar o Ano Sacerdotal nasceu depois de uma proposta consecutiva ao Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus de 2008, junto com o 150º aniversário da morte do Santo Cura D’Ars e "a emergência das problemáticas que envolviam muitos sacerdotes". Em uma entrevista concedida ao L'Osservatore Romano, o Cardeal relatou que "depois do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus, sobre a mesa do Papa estava uma proposta, já apresentada anteriormente, de um ano de oração, que por si mesmo se relacionava com a reflexão sobre a Palavra de Deus". Além disso, acrescenta o Cardeal vaticano, "a celebração do 150º aniversário do Santo Cura D’Ars e o emergir das problemáticas que envolviam a muitos sacerdotes, fizeram que Bento XVI promulgasse o Ano Sacerdotal, demonstrando assim uma especial atenção pelos sacerdotes, as vocações sacerdotais e promovendo em todo o povo de Deus um movimento de crescente afeto e proximidade aos ministros ordenados". O Cardeal Bertone destacou também que o Santo Padre "sempre demonstrou uma grande proximidade e afabilidade para com os sacerdotes, especialmente nos diálogos espontâneos, ricos de experiências e indicações concretas sobre suas vidas, e com respostas pontuais às suas perguntas". Depois de comentar que este Ano Sacerdotal está promovendo na Igreja uma renovação dos ministros ordenados, o Secretário de estado Vaticano disse que "se espera que se retome o contato e a ajuda fraterna, e também de acolhida com os sacerdotes que por distintos motivos abandonaram o exercício de seu ministério". Muitas iniciativas, continuou, "estão dirigidas a reforçar a consciência da identidade e a missão sacerdotal, que é essencialmente uma missão exemplar e educativa na Igreja e na sociedade". "Os Santos sacerdotes que povoaram a história da Igreja não deixarão de proteger
e sustentar o caminho de renovação proposto por Bento XVI", concluiu.

Fonte: ACI Digital.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mulher italiana com enfermidade degenerativa poderia ser um novo milagre de Lourdes

Uma mulher italiana que há quatro anos luta contra uma agressiva e incurável doença degenerativa, deixou sua cadeira de rodas e recuperou a capacidade de caminhar depois de visitar o santuário Mariano de Lourdes no início deste mês.O caso, que chamou a atenção da imprensa italiana, é protagonizado por Antonia Raco, que foi diagnosticada com esclerose lateral amiotrófica, também conhecido como o mal de Lou Gerihg, uma enfermidade que gera uma paralisia muscular progressiva e tem prognóstico mortal.Raco já não podia caminhar por causa da enfermidade, mas empreendeu uma viagem ao santuário francês no dia 5 de agosto passado. Diz que quando estava em uma das piscinas de Lourdes "escutei uma voz de alento e uma forte dor nas pernas"."Desde que retornei tornei a caminhar, fiz minhas coisas com normalidade e inclusive corri", declarou à agência ANSA desde seu lar em uma aldeia próxima à cidade de Potenza.Raco ainda não usa a palavra "milagre" e prefere falar de um "ato de misericórdia".Em uns dias, Raco será examinada por um especialista no prestigioso hospital Molinette de Turin, onde recebeu tratamento desde ano 2006.
Fonte: ACI Digital

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Deputados aprovam o Estatuto da Igreja Católica


O Plenário da Câmara dos Deputados, aprovou, nesta quarta-feira, 26, o Projeto de Decreto Legislativo 1736/09, que trata do Acordo entre o Brasil e a Santa Sé, relativo ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil, assinado em novembro de 2008 pelo Papa Bento XVI e o presidente Luís Inácio Lula da Silva. O texto ratifica normas já cumpridas no país sobre o ensino religioso, o casamento e a prestação de assistência espiritual em presídios e hospitais. O projeto segue agora para o Senado. O tratado menciona o respeito à importância do ensino religioso, seja católico ou de outra religião. Porém, é feita a ressalva de que a matrícula nessa disciplina é facultativa nas escolas públicas. Esse tema gerou divergências no Plenário. O relator Chico Abreu (PR-GO), da Comissão de Educação e Cultura, apresentou emenda para suprimir a expressão "católico e de outras confissões" do artigo que prevê o ensino religioso. O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), criticou essa decisão de Abreu, com o argumento de que a Constituição não permite mudanças nos textos de tratados internacionais assinados pelo presidente da República. Diante dessa polêmica, o relator retirou a emenda. Pareceres Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a proposta de acordo estava em discussão desde setembro de 2006 e foram feitos ajustes de adequação da linguagem jurídica, com poucas mudanças no texto original proposto pela Santa Sé. A matéria recebeu pareceres favoráveis dos deputados Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), Luiz Sérgio (PT-RJ) e Chico Abreu, respectivamente pelas comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ); de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Educação. Antes de ir a Plenário, o acordo já havia sido aprovado pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, com parecer favorável do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG).
Fonte: Canção Nova.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Bento XVI diz que a natureza é um dom de Deus a ser cultivado

“A natureza é um dom do Criador, que traçou os seus ordenamentos intrínsecos, dos quais o homem há de tirar as devidas orientações para guardar e cultivar”, recordou o Papa Bento XVI nesta quarta-feira, 26, em sua catequese, no pátio da residência de verão em Castel Gandolfo.“Que nós possamos construir juntos um desenvolvimento humano integral, inspirado nos valores da caridade e da verdade, em benefício dos povos de hoje e amanhã”, afirmou o Pontífice.Em sua encíclica Caritas in Veritate, o Papa falou de questões sobre o meio ambiente e sua preservação, recordando ainda a “urgente necessidade moral de uma renovada solidariedade”, não apenas entre países, mas também entre os indivíduos, uma vez que o ambiente foi dado a todos por Deus e seu uso constitui uma responsabilidade que temos para com os pobres, as gerações futuras e a humanidade inteira.Bento XVI recordou aos governos e a comunidade internacional a sua responsabilidade de conscientizar os cidadãos a forma correta para preservar o meio ambiente.“Os custos econômicos e sociais derivados do uso dos recursos ambientais comuns devem ser reconhecidos de maneira transparente e plenamente suportados por quem deles usufrui e não por outras populações nem pelas gerações futuras. A proteção do ambiente, dos recursos e do clima requer que todos os responsáveis internacionais atuem conjuntamente e se demonstrem prontos a agir de boa fé, no respeito da lei e da solidariedade para com as regiões mais necessitadas da terra”, advertiu o Pontífice.A degradação do meio-ambiente e o escândalo da fome e da miséria humana requerem a transformação imediata do atual modelo de desenvolvimento global.O Papa pediu aos participantes da Cúpula das Nações Unidas para discutirem o assunto de forma corajosa e construtiva.Saudações aos peregrinosComo é de costume, após fazer a catequese em italiano, Bento XVI leu um resumo em várias línguas para que todos compreendessem o teor de seu discurso. E deixou a sua saudação em língua portuguesa:“Saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os grupos do Coral de Vila Real e de Mogi das Cruzes, desejando que esta visita ao Sucessor de Pedro fortaleça a vossa fé e vos ajude a irradiar o Amor de Deus na própria casa e na sociedade. O Pai do Céu derrame os seus dons sobre vós e vossas famílias, que de coração abençôo”.Em francês, o Papa saudou os peregrinos de Burquina-Fasso, Bélgica e França, o Papa os convidou a agradecer a Deus pelo inestimável dom da Criação, e recordou a nossa responsabilidade de proteger o meio-ambiente e salvaguardar os recursos da Terra e do clima.Ao dar as boas-vindas aos fiéis e turistas de língua inglesa, o Pontífice ofereceu seu apoio aos líderes de governos e agências internacionais que participarão da cúpula da ONU sobre mudanças climáticas, em Copanhagen, em dezembro próximo.Em polonês, Bento XVI cumprimentou os peregrinos pela Solenidade de Nossa Senhora de Częstochowa, de quem a Polônia “recebe, há séculos, ajuda e defesa extraordinários”; e os convidou a perseverarem com Maria, seguindo o exemplo do servo de Deus João Paulo II.Para os italianos, o Papa falou sobre a memória litúrgica de Santa Mônica e Santo Agostinho, que celebraremos nos próximos dias, pedindo que seu exemplo leve os jovens a uma busca sincera e apaixonada pela verdade evangélica, revele aos doentes o valor redentor do sofrimento oferecido a Deus, e sustente os noivos no generoso testemunho da gratuidade do amor de Deus.Dirigindo-se aos fiéis de língua alemã, Bento XVI saudou os jovens coroinhas e estudantes em férias presentes aqui. Inspirando-se justamente no tempo de verão, que “nos dá a oportunidade para admirar a beleza da natureza”, frisou que as questões do meio ambiente estão estritamente relacionadas com o tema do desenvolvimento integral do homem. A responsabilidade da Criação é partilhada; e a Igreja também sente esta obrigação. O homem não é um soberano absoluto sobre a Criação”, reafirmou o Papa.Esta primeira parte do encontro encerrou-se com a oração do Pai Nosso e a benção apostólica. Em seguida o Papa se dirigiu à Sala dos Suíços, onde recebeu um grupo de 2.200 visitantes alemães. Após esta audiência especial, Bento XVI retornou ao balcão da residência onde concedeu outra benção.
Fonte: Canção Nova.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Papa brinca com sua mão “preguiçosa”

Depois de tirar o gesso

Bento XVI brincou neste domingo com sua mão “preguiçosa”, depois de ter tirado o gesso do punho fraturado.

As palavras do Papa, antes da oração mariana do Ângelus, suscitaram aplausos entre os peregrinos reunidos no pátio da residência de Castel Gandolfo.

“Queridos irmãos e irmãs: estais vendo que a mão está livre do gesso, mas ainda está bem preguiçosa! Devo continuar por um tempo na escola da paciência. Mas vamos em frente!”, afirmou.

Na última sexta-feira, um comunicado do médico pessoal do Papa, Patricio Polisca, informava sobre a remoção do gesso, que havia sido colocado no dia 17 de julho, no Hospital de Aosta, após uma queda acidental na residência em que passava suas férias.

Os resultados da radiografia, acrescentou, mostram como a reconstituição da fratura está dando um resultado “ótimo”.

Fonte: Zenit.

domingo, 23 de agosto de 2009

É necessário ter o pensar e o querer de Jesus, diz Papa

Antes da oração do Ângelus, o Papa Bento XVI, neste domingo, 23, recordou aos fiéis e peregrinos, reunidos no pátio interno da residência pontifícia de verão de Castel Gandolfo, que, desde alguns domingos, a liturgia da Igreja propõe à nossa reflexão o capítulo 6 do Evangelho de João, no qual Jesus se apresenta como o "pão da vida descido do céu", e acrescenta: "quem comer deste pão viverá eternamente. O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo" (Jo 6, 51).

Ao ouvirem essas palavras, os judeus discutiam calorosamente entre si: "Como esse homem pode nos dar a sua carne a comer?". Jesus lhes respondeu: "Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós".

O Papa prosseguiu ressaltando que hoje, 21º domingo do tempo comum, meditamos a parte final desse capítulo, no qual o evangelista descreve a reação dos próprios discípulos, escandalizados pelas palavras do Senhor, a ponto de muitos, após tê-lo seguido, exclamarem: "Essa palavra é dura! Quem pode escutá-la?".

E a partir daquele momento, "muitos dos seus discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele". Bento XVI frisou que Jesus, porém, não atenuou as suas afirmações, aliás, se dirigiu diretamente aos Doze dizendo: "Não quereis também vós partir?".

Essa pergunta provocativa não é dirigida somente aos ouvintes daquela época, mas alcança os fiéis e os homens de todas as épocas, observou o Papa, acrescentando que também hoje não poucos ficam "escandalizados diante do paradoxo da fé cristã.

"O ensinamento de Jesus parece 'duro' muito difícil de ser acolhido e de ser colocado em prática. Há então quem rejeita e abandona Cristo. Há quem procura adequar a sua palavra às modas dos tempos, desvirtuando o seu sentido e valor", acrescentou o Pontífice.

"Não quereis também vós partir?": essa inquietante provocação ressoa em nosso coração e espera de cada um de nós uma resposta pessoal. De fato, Jesus não se contenta com uma pertença superficial e formal, não lhe é suficiente uma primeira e entusiasta adesão. Pelo contrário, é necessário tomar parte para toda a vida "de seu pensar e de seu querer".

Bento XVI observou que seguir Jesus enche o coração de alegria e dá sentido pleno à nossa existência, mas comporta dificuldade e renúncias porque muitas vezes se deve andar contra a corrente. O Papa ressaltou que Pedro responde, em nome dos apóstolos, à pergunta de Jesus, dizendo: "Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna e nós cremos e reconhecemos que tu és o Santo de Deus".

"Também nós podemos, queremos repetir neste momento a resposta de Pedro, conscientes, certamente, da nossa fragilidade humana, mas confiantes na potência do Espírito Santo, que se expressa e se manifesta na comunhão com Jesus", declarou.

Bento XVI recordou que a fé é dom de Deus ao homem e é, ao mesmo tempo, livre e total entrega do homem a Deus. A fé é a dócil escuta da Palavra do Senhor, que é "lâmpada" para os nossos passos e "luz" em nosso caminho (cf. Salmo 119, 105).

"Se abrirmos com confiança o coração a Cristo, se nos deixarmos conquistar por Ele, poderemos também nós experimentar, junto ao Santo Cura d'Ars, que a 'nossa única felicidade aqui nesta terra é amar a Deus e saber que Ele nos ama'".

Encontro para a amizade entre os povos

Após a oração mariana, o Papa ressaltou que foi aberta neste domingo, em Rimini, centro-norte da Itália, a 30ª edição do "Encontro para a amizade entre os povos", que este ano tem como tema "O conhecimento é sempre um acontecimento".

Ao dirigir uma saudação a todos os participantes do encontro, Bento XVI fez votos de que este seja uma ocasião propícia para compreender que "conhecer não é um ato apenas material, porque, em cada conhecimento e em cada ato de amor, a alma do homem experimenta um "extra" que se assemelha muito a um dom recebido, a uma altura para a qual nos sentimos atraídos" (Carta encíclica Caritas in veritate, nº77).

Após saudar, em várias línguas, os diversos grupos de fiéis e peregrinos presentes e os que acompanhavam a oração mariana pelo rádio e pela televisão, o Santo Padre concedeu a todos a sua bênção apostólica.

Fonte: Canção Nova e Rádio Vaticano.

“Não há explicação científica” para o Manto de Virgem de Guadalupe, diz perito

O Dr. Adolfo Orozco, perito investigador do Manto em que está gravada a imagem da Virgem de Guadalupe que aparecesse a São Juan Diego faz 478 anos, assinalou que o extraordinário estado de conservação desta relíquia sagrada “está completamente fora de todo tipo de explicação científica”.

Em sua conferência, que faz parte do Primeiro Congresso Internacional Mariano sobre a Virgem de Guadalupe que se celebra em Phoenix e que é organizado pelos Cavaleiros de Colombo, o perito explicou que “todos os tecidos similares a do Manto que foram colocadas em ambientes úmidos e salinos como o que rodeia a Basílica, não duraram mais de dez anos”.

Uma pintura que copia a imagem de Guadalupe feita em 1789 confirma este fato. “Esta imagem foi impressa com as melhores técnicas de seu tempo, a cópia era formosa e estava feita com um tecido bastante similar a do Manto original. Além disso, também estava protegida com um vidro desde que foi colocada ali”, indicou.

Entretanto, “oito anos depois, esta cópia teve que ser desprezada porque estava perdendo as cores e as fibras se estavam rompendo. Em contraste –precisa Orozco– o Manto original já vem sendo exposto por 116 anos sem nenhum tipo de amparo, recebendo todos os raios infravermelhos e ultravioletas de dezenas de milhares de velas que estavam perto dela; e estava exposta à umidade e o ar salino que rodeia ao templo”.

Uma das características mais interessantes do Manto, prossegue, “é que a parte de trás deste tecido é rugoso e pouco liso; enquanto que a parte de adiante (onde está a imagem de Guadalupe) é ‘tão suave como a seda’ como assinalavam os pintores e cientistas em 1666; e confirmou quase cem anos depois, em 1751, o pintor mexicano Miguel Cabrera”.

Depois de comentar que o Manto é feito de fibras de Agave, Orozco relatou dois fatos milagrosos que têm relação direta com sua conservação. O primeiro ocorreu em 1785 quando um trabalhador acidentalmente derramou um líquido composto por 50 por cento de ácido nítrico na parte direita do tecido. “Está fora do entendimento natural o fato que o ácido não tenha destruído a malha; e que ademais não danificasse as partes coloridas da imagem”, precisou.

O segundo, disse logo, relaciona-se com a explosão de uma bomba perto do Manto em 1921, que ocorreu a 150 metros da mesma e que destruiu todos os vidros nesse raio. Entretanto, explicou o perito, “inesperadamente, nem o Manto nem o vidro comum que a protege foram danificados ou quebrados”. O único afetado foi um Cristo de ferro que terminou dobrado.

“Não há explicação para o fato que as ondas expansivas que romperam os vidros a 150 metros ao seu redor não destruíram o que cobria a Manto. Alguns dizem que o Filho, com o crucifixo que sim foi afetado, protegeu a imagem de Sua Mãe. O certo é que não temos uma explicação natural para este evento”, concluiu.

O Dr. Adolfo Orozco é físico e investigador do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autonômica do México desde 1970. Ele já publicou 13 trabalhos em revistas internacionais de sua área de investigação: raios cósmicos, geomagnetismo e história da ciência; e apresentou 42 trabalhos em Congressos Nacionais e Internacionais sobre sua especialidade. Foi sócio fundador e Secretário Geral do Centro Mexicano da Sindonologia de 1983 a 1998, que dirige desde 1999. É membro do Instituto Superior de Estudos Guadalupanos, desde setembro 2004.
Fonte: ACI Digital e Bíblia Católica News.

sábado, 22 de agosto de 2009

Bento XVI nomeia novo Núncio Apostólico para Espanha


O Papa Bento XVI nomeou ontem, 21, um novo Núncio Apostólico na Espanha e Principado de Andorra, Dom Renzo Fratini, assim como também Observador Permanente da Santa Sé junto à Organização Mundial de Turismo.

Dom Fratini sucede Dom Manuel Monteiro de Castro que foi nomeado Secretário da Congregação para os Bispos.

O bispo nasceu em Macerata, Itália, em 25 de abril de 1944. Foi ordenado sacerdote em 6 de setembro de 1969 e é Doutor em Direito Canônico. Em 1974 entrou no serviço diplomático da Santa Sé e desempenhou suas funções nas sedes do Japão, Nigéria, Etiópia, Grécia, Equador, Jerusalém, Palestina e França.

Dom Renzo já foi núncio no Paquistão, Indonésia, Timor Leste e Nigéria.

Em 7 de agosto de 1993 foi nomeado núncio apostólico no Paquistão. Posteriormente foi nomeado núncio na Indonésia em 8 de agosto de 1998 e em 24 de junho de 2003 foi nomeado também núncio apostólico no Timor Leste. Além do italiano, o Novo Núncio da Espanha fala espanhol, francês e inglês.

Fonte:Canção Nova e Rádio Vaticano.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Gesso do pulso de Bento XVI é retirado


A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou um comunicado informando que o Papa Bento XVI recebeu, esta manhã, 21, no consultório médico da residência apostólica de Castel Gandolfo, uma equipe de médicos para avaliar a recuperação da fratura no pulso direito, sofrida no último dia 17 de julho, e remover o gesso.

Os especialistas também fizeram uma radiografia de controle, que comprovou a consolidação da fratura. O resultado final foi considerado “ótimo” pela equipe, que acrescentou que a recuperação será completada mediante um adequado programa de fisioterapia.

Fonte:Rádio Vaticano.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Arcebispo de Aparecida destaca necessidade de entrega ao ministério sacerdotal

D. Raymundo Damasceno rezou pelas vocações com seminaristas e formadores

- O arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, pediu que os padres procurem cada vez mais, “a exemplo do Cristo Bom Pastor, ser dedicados ao seu povo, entregando-se de corpo e alma ao seu ministério sacerdotal”.
Dom Damasceno, que é presidente do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano), concedeu declarações no contexto da visita ao Noviciado dos Legionários de Cristo, em Arujá, São Paulo, no dia 3 de agosto.
Ao lado do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, Dom Damasceno celebrou à missa com seminaristas e formadores, no contexto da festividade de São João Maria Vianney.
A celebração da memória do Santo Cura D’Ars, segundo o presidente do CELAM, foi oportunidade de “rezar de modo muito particular por todos os presbíteros, pedindo para que cada um fique fiel a sua vocação”.
Dom Damasceno lembrou que se pediu na Eucaristia “para que Deus nos envie muitas vocações sacerdotais, para que tenhamos cada vez mais um número adequado de presbíteros que sejam santos, qualificados, para tornar realidade a nova evangelização no mundo de hoje”.
O diretor territorial dos Legionários de Cristo no Brasil, Pe. Manuel Aromir, LC, afirmou que a visita dos dois arcebispos foi “uma graça muito especial”. Segundo o sacerdote, os seminaristas “aprendem com os modelos que os senhores bispos trazem para eles”.
A memória do Cura D’Ars, segundo Pe. Aromir, recorda aos sacerdotes “essa paixão com que temos de viver a nossa vocação e não ter medo, ir para frente e seguir alicerçando a salvação da humanidade, da qual somos mensageiros”.


Fonte: Zenit.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Entenda passo a passo o Acordo entre Brasil e Santa Sé

O presidente do Tribunal Eclesiástico de Aparecida (SP), cônego Carlos Antônio da Silva, explica detalhadamente os 20 artigos do Acordo entre o Brasil e a Santa Sé, que aguarda aprovação final na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).Assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Papa Bento XVI, em novembro de 2008, o documento foi aprovado pela Comissão de Relações Exteriores, na semana passada. Alguns deputados, no entanto, consideram o fato como privilégio à Igreja Católica.O cônego aprofundou o tema em congresso com outros especialistas em leis da Igreja. Além de abrir caminho para que outras igrejas e religiões façam documentos semelhantes, ele afirma que o documento está de acordo com a Constituição do Brasil e apenas regulamenta o que já é vivido e experimentado pela Igreja Católica.

Veja explicações detalhadas dos 20 artigos do Acordo.
- Artigo 1º
(As Altas Partes Contratantes continuarão a ser representadas, em suas relações diplomáticas, por um Núncio Apostólico acreditado junto à República Federativa do Brasil e por um Embaixador(a) do Brasil acreditado(a) junto à Santa Sé, com as imunidades e garantias asseguradas pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 18 de abril de 1961, e demais regras internacionais.)

Explicação Cônego: O Acordo acontece entre a Santa Sé e a República do Brasil. A Santa Sé é uma figura jurídica internacional, portanto ela tem condições de realizar um acordo internacional com o Brasil.
Esse primeiro artigo destaca que as relações diplomáticas entre a Santa Sé e o Brasil ficam sendo representadas pelo Núncio Apostólico no Brasil e pelo embaixador junto a Santa Sé. Realidade já existente. Portanto, o Brasil reconhece nesse acordo uma realidade que já acontece.
- Artigo 2º
(A República Federativa do Brasil, com fundamento no direito de liberdade religiosa, reconhece à Igreja Católica o direito de desempenhar a sua missão apostólica, garantindo o exercício público de suas atividades, observado o ordenamento jurídico brasileiro.)

Explicação Cônego: O Brasil reconhece o direito à liberdade religiosa, o direito da Igreja Católica de anunciar sua missão desde que observe as leis do país. Esse ponto também não traz novidades. O Brasil reconhece que a Igreja tem, como as outras instituições religiosas, o direito de desempenhar sua missão, desde que não fira as leis dos país.
- Artigo 3º
(A República Federativa do Brasil reafirma a personalidade jurídica da Igreja Católica e de todas as Instituições Eclesiásticas que possuem tal personalidade em conformidade com o direito canônico, desde que não contrarie o sistema constitucional e as leis brasileiras, tais como Conferência Episcopal, Províncias Eclesiásticas, Arquidioceses, Dioceses, Prelazias Territoriais ou Pessoais, Vicariatos e Prefeituras Apostólicas, Administrações Apostólicas, Administrações Apostólicas Pessoais, Missões Sui Iuris, Ordinariado Militar e Ordinariados para os Fiéis de Outros Ritos, Paróquias, Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica.
§ 1º. A Igreja Católica pode livremente criar, modificar ou extinguir todas as Instituições Eclesiásticas mencionadas no caput deste artigo.
§ 2º. A personalidade jurídica das Instituições Eclesiásticas será reconhecida pela República Federativa do Brasil mediante a inscrição no respectivo registro do ato de criação, nos termos da legislação brasileira, vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro do ato de criação, devendo também ser averbadas todas as alterações por que passar o ato.)

Explicação Cônego: As dioceses, paróquias, províncias eclesiásticas, ordens religiosas, etc, já são reconhecidas como pessoa juridica. O artigo reafirma essa realidade jurídica e o Brasil reafirma a competência da Igreja para cuidar disso, ou seja, criar ou extinguir paróquias, criar ou extinguir dioceses, congregações religiosas. Isso não é algo que compete ao país, mas à Igreja.
Quando a Igreja cria uma paróquia nova, o estado automaticamente reconhece que aquela paróquia é uma pessoa jurídica, ou seja, é uma instituição que tem direito a ter patrimônio e que tem obrigação de observar as leis do país. É uma organização existente com direitos e deveres.
- Artigo 4º
(A Santa Sé declara que nenhuma circunscrição eclesiástica do Brasil dependerá de Bispo cuja sede esteja fixada em território estrangeiro.)

Explicação Cônego: Neste artigo, a Santa Sé se compromete que o bispo responsável por uma diocese, prelazia, etc, terá sua sede fixada no Brasil. Então, por exemplo, um bispo que tenha sede em Buenos Aires não pode governar uma diocese do Brasil.
- Artigo 5º
(As pessoas jurídicas eclesiásticas, reconhecidas nos termos do Artigo 3º, que, além de fins religiosos, persigam fins de assistência e solidariedade social, desenvolverão a própria atividade e gozarão de todos os direitos, imunidades, isenções e benefícios atribuídos às entidades com fins de natureza semelhante previstos no ordenamento jurídico brasileiro, desde que observados os requisitos e obrigações exigidos pela legislação brasileira.)

Explicação Cônego: A Igreja tem muitas instituições que realizam obras de caridade, e o país se compromete a reconhecer, também, para a Igreja, o que ele reconhece para outras instituições não religiosas. Não é um privilégio, na verdade é um reconhecimento justo daquilo que existe. Assim, se o país reconhece direitos, isenções, imunidades por uma instituição que pratica a caridade (filantrópica), ele se compromete a reconhecer também uma instituição da Igreja que realiza algo semelhante.
- Artigo 6º
(As Altas Partes reconhecem que o patrimônio histórico, artístico e cultural da Igreja Católica, assim como os documentos custodiados nos seus arquivos e bibliotecas, constituem parte relevante do patrimônio cultural brasileiro, e continuarão a cooperar para salvaguardar, valorizar e promover a fruição dos bens, móveis e imóveis, de propriedade da Igreja Católica ou de outras pessoas jurídicas eclesiásticas, que sejam considerados pelo Brasil como parte de seu patrimônio cultural e artístico.
§ 1º. A República Federativa do Brasil, em atenção ao princípio da cooperação, reconhece que a finalidade própria dos bens eclesiásticos mencionados no caput deste artigo deve ser salvaguardada pelo ordenamento jurídico brasileiro, sem prejuízo de outras finalidades que possam surgir da sua natureza cultural.
§ 2º. A Igreja Católica, ciente do valor do seu patrimônio cultural, compromete-se a facilitar o acesso a ele para todos os que o queiram conhecer e estudar, salvaguardadas as suas finalidades religiosas e as exigências de sua proteção e da tutela dos arquivos.
)
Explicação Cônego: A Igreja tem um grande patrimônio artístico. Boa parte da arte, da cultura e da história do país está ligado à Igreja (os templos, imagens). Neste artigo, o Brasil se compromete a cooperar na salvaguarda e na valorização desse patrimônio.
Por exemplo, uma imagem preciosa que tenha 400 anos, mas é muito venerada pelo povo - o governo reconhece o valor histórico e artístico daquela imagem, mas reconhece também, o significado que a imagem tem para a Igreja, ou seja, a imagem continua sendo uma imagem sagrada, de culto. Não pode, por exemplo, ser retirada e colocada, simplesmente, em um museu. Ela tem que ser reconhecida com a finalidade própria dela, sem prejuízo do reconhecimento de seu valor histórico.
E por sua vez, a Igreja se compromete a facilitar o acesso a todos que queiram conhecer, estudar e apreciar este patrimônio. Essa é uma grande verdade, todos tem um acesso aberto às imagens que estão nas Igrejas, por exemplo, qualquer pessoa pode entrar e ver, não estão fechadas em coleções particulares.
- Artigo 7º
(A República Federativa do Brasil assegura, nos termos do seu ordenamento jurídico, as medidas necessárias para garantir a proteção dos lugares de culto da Igreja Católica e de suas liturgias, símbolos, imagens e objetos cultuais, contra toda forma de violação, desrespeito e uso ilegítimo.
§ 1º. Nenhum edifício, dependência ou objeto afeto ao culto católico, observada a função social da propriedade e a legislação, pode ser demolido, ocupado, transportado, sujeito a obras ou destinado pelo Estado e entidades públicas a outro fim, salvo por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, nos termos da Constituição brasileira.
)
Explicação Cônego: O Brasil reconhece a proteção dos lugares de culto da Igreja, da liturgia, dos símbolos, dos objetos culturais, contra toda violação, desrespeito e uso ilegítimo. Por exemplo, pode acontecer uma tragédia onde seja necessário que as pessoas se refugiem em uma Igreja, não há problema por ser uma finalidade social, algo por necessidade. Mas fora da necessidade grave sempre se observará o direito que a Igreja tem de administrar, cuidar do seu patrimônio, de suas dependências de acordo com a finalidade dos seus prédios e dos seus objetos.
O governo se compromete a não demolir uma Igreja, nem ocupar, transportar, etc. Pode acontecer que uma Igreja esteja caindo, mas nao será feito nada disso sem necessidade grave, de acordo com a lei brasileira. Agora, mais importante, o país reconhece o direito que o fiel católico tem de ter os seus símbolos religiosos respeitados. O símbolo para nós é sagrado, ele não pode ser banalizado, abusado e ofendido. Ofender um símbolo religioso é como ofender quem acredita nele. Por exemplo, uma coisa é tomar a foto da mãe da gente, fazer uma caricatura e colocá-la no jornal, seria uma ofensa à pessoa.
O interessante desse Acordo, como um conjunto, é que ele protege os valores da Igreja Católica, mas abre caminho para as outras igrejas e religiões também cobrarem isso. Não se pode profanar e ofender os símbolos religiosos de uma outra igreja, uma igreja ortodoxa ou mesmo outra igreja evangélica. Aquilo que é considerado sagrado por um grupo de pessoas, tem que ser respeitado.
- Artigo 8º
(A Igreja Católica, em vista do bem comum da sociedade brasileira, especialmente dos cidadãos mais necessitados, compromete-se, observadas as exigências da lei, a dar assistência espiritual aos fiéis internados em estabelecimentos de saúde, de assistência social, de educação ou similar, ou detidos em estabelecimento prisional ou similar, observadas as normas de cada estabelecimento, e que, por essa razão, estejam impedidos de exercer em condições normais a prática religiosa e a requeiram. A República Federativa do Brasil garante à Igreja Católica o direito de exercer este serviço, inerente à sua própria missão.)

Explicação Cônego: Esse artigo fala do direito que o cidadão brasileiro católico, que está doente ou preso, tem de receber assistência religiosa católica. O Estado não vai impedir que a Igreja preste assistência religiosa às pessoas que estão doentes, em hospitais, às pessoas que estão presas. Então, essas pessoas tem o direito de receber esta assistência religiosa e a Igreja tem o direito e o dever de prestar esta assistência. O Estado vai respeitar o direito do ministro religioso entrar, visitar, claro que, observadas as normas próprias da instituição. Para entrar em um hospital há normas específicas, como horários, roupas próprias, etc, o mesmo acontece na prisão, onde há regras e medidas de segurança.
- Artigo 9º
(O reconhecimento recíproco de títulos e qualificações em nível de Graduação e Pós-Graduação estará sujeito, respectivamente, às exigências dos ordenamentos jurídicos brasileiro e da Santa Sé.)

Explicação Cônego: A Santa Sé pode reconhecer um diploma que a República Brasileira reconhece e o Brasil pode reconhecer um título que a Santa Sé reconhece. Observadas as leis próprias. O Acordo confirma esse reconhecimento recíproco. Por exemplo, uma Universidade Pontifícia, até no exterior, pode reconhecer o título de alguém que estudou em uma Universidade do Brasil, e vice-versa.
- Artigo 10
(A Igreja Católica, em atenção ao princípio de cooperação com o Estado, continuará a colocar suas instituições de ensino, em todos os níveis, a serviço da sociedade, em conformidade com seus fins e com as exigências do ordenamento jurídico brasileiro.
§ 1º. A República Federativa do Brasil reconhece à Igreja Católica o direito de constituir e administrar Seminários e outros Institutos eclesiásticos de formação e cultura.
§ 2º. O reconhecimento dos efeitos civis dos estudos, graus e títulos obtidos nos Seminários e Institutos antes mencionados é regulado pelo ordenamento jurídico brasileiro, em condição de paridade com estudos de idêntica natureza.)

Explicação Cônego: A Igreja vai continuar mantendo esse trabalho educacional obedecendo a lei brasileira, quer dizer, para que se confira um diploma de conclusão de primeiro grau, etc, um colégio católico tem que seguir as leis do país.
Por sua vez, o governo reconhece o direito da Igreja de administrar seminários e outros institutos de formação eclesiástica, missionários, padres ou leigos.
O governo não vai discriminar a Igreja, portanto, alguém que estudou em uma instituição eclesiástica, um seminário por exemplo, poderá ser reconhecido, do mesmo modo que pode ser reconhecido um estudo similar. Na verdade, o artigo coloca que vai ser aplicado para a Igreja o que se aplica para as outras instituições.
- Artigo 11
(A República Federativa do Brasil, em observância ao direito de liberdade religiosa, da diversidade cultural e da pluralidade confessional do País, respeita a importância do ensino religioso em vista da formação integral da pessoa.
§1º. O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação.)

Explicação Cônego: Este artigo é um dos mais questionados, por que fala do ensino religioso. A Constituição fala sobre a educação religiosa, como um direito do cidadão. Educação religiosa é sempre confessional, não existe uma religião aconfessional.
Aconfessional seria transmitir um ensino religioso que servisse para qualquer religião. Isso não existe. O ensino religioso por natureza é confessional. Impor um ensino aconfessional é um absurdo, isso que estaria ofendendo a constituição.
Os fiéis católicos que desejarem (porque é facultativo) que seus filhos tenham educação católica, tem o direito de que os filhos tenham esta disciplina. Então, não será imposto um ensino católico para as pessoas de outras crenças e, nem mesmo, para quem é catolico e não queira que os filhos a estudem.
Evidentemente não irá se ensinar religião católica para alunos que não sejam católicos. Então que os evangélicos tenham educação evangélica, que os
espíritas tenham educação espírita, que os budistas tenham educação budista. Mas os católicos tem o direito de ter educação católica.
É um artigo perfeitamente lógico, perfeitamente juridico e não fere, em nada, a Constituição, muito pelo contrário, quem está querendo impor um ensino religioso aconfessional é que está ofendendo a constituição. Porque está querendo impor um ensino religioso que não combina e não serve para a sensibilidade religiosa católica e nem evangélica.
- Artigo 12
(O casamento celebrado em conformidade com as leis canônicas, que atender também às exigências estabelecidas pelo direito brasileiro para contrair o casamento, produz os efeitos civis, desde que registrado no registro próprio, produzindo efeitos a partir da data de sua celebração.
§ 1º. A homologação das sentenças eclesiásticas em matéria matrimonial, confirmadas pelo órgão de controle superior da Santa Sé, será efetuada nos termos da legislação brasileira sobre homologação de sentenças estrangeiras.)

Explicação Cônego: Esse artigo fala sobre o matrimônio, tanto do matrimônio religioso que pode ser reconhecido no civil, como também está aplicando a possibilidade de homologar sentenças do Tribunal Eclesiástico, que declaram nulidade ao casamento. Por exemplo, um católico se casou na Igreja católica, depois se separou, foi ao Tribunal Eclesiástico Católico, seu pedido passou pela primeira instância, depois pela segunda instância, e seu casamento foi declarado nulo. Essa sentença é valida para a nunciatura (Santa Sé) e confirmada por ela, então o Brasil poderá homologar a sentença. Não vai julgar novamente, mas simplesmente vai acolher a sentença e homologar, assim como acontece com outras sentenças estrangeiras. A decisão vem do Tribunal Eclesiástico, é confirmada pela Santa Sé, e o Brasil a homologa.
- Artigo 13
(É garantido o segredo do ofício sacerdotal, especialmente o da confissão sacramental.)

Explicação Cônego: O artigo reconhece que este é um sigilo profissional, que todo ministro religioso tem dever e direito de guardar. Então não se pode, de modo algum, pedir para o padre depor sobre alguma coisa que ele ouviu em confessionário. O que ele ouviu em confissão, ele tem o direito de guardar segredo, ninguém pode exigir que ele fale.
- Artigo 14
(A República Federativa do Brasil declara o seu empenho na destinação de espaços a fins religiosos, que deverão ser previstos nos instrumentos de planejamento urbano a serem estabelecidos no respectivo Plano Diretor.)

Explicação Cônego: É o empenho na destinação de espaços no planejamento urbano, para que quando se crie um novo espaço urbano, tenha a possibilidade de ter um novo templo, um espaço religioso.
- Artigo 15
(Às pessoas jurídicas eclesiásticas, assim como ao patrimônio, renda e serviços relacionados com as suas finalidades essenciais, é reconhecida a garantia de imunidade tributária referente aos impostos, em conformidade com a Constituição brasileira.
§ 1º. Para fins tributários, as pessoas jurídicas da Igreja Católica que exerçam atividade social e educacional sem finalidade lucrativa receberão o mesmo tratamento e benefícios outorgados às entidades filantrópicas reconhecidas pelo ordenamento jurídico brasileiro, inclusive, em termos de requisitos e obrigações exigidos para fins de imunidade e isenção.)

Explicação Cônego: Aqui não é pura e simples isenção, é imunidade tributária. Quer dizer, não se pode cobrar impostos das pessoas jurídicas eclesiásticas, quando a renda delas é usada unicamente nas suas finalidades.
Quer dizer, está se pedindo também para as escolas, obras sociais que a Igreja tem, o mesmo reconhecimento que se dá para outras instituições filantrópicas. Se a Igreja tiver um patrimônio que é para produzir lucros, uma casa de aluguel, por exemplo, isso tem imposto, agora o patrimônio relacionado com a finalidade essencial - o prédio da igreja, o carro que serve à paróquia, esses são imunes de impostos. A imunidade é um direito reconhecido, a isenção é um favor dado.
- Artigo 16
(Dado o caráter peculiar religioso e beneficente da Igreja Católica e de suas instituições:
I - O vínculo entre os ministros ordenados ou fiéis consagrados mediante votos e as Dioceses ou Institutos Religiosos e equiparados é de caráter religioso e portanto, observado o disposto na legislação trabalhista brasileira, não gera, por si mesmo, vínculo empregatício, a não ser que seja provado o desvirtuamento da instituição eclesiástica.
II - As tarefas de índole apostólica, pastoral, litúrgica, catequética, assistencial, de promoção humana e semelhantes poderão ser realizadas a título voluntário, observado o disposto na legislação trabalhista brasileira.)

Explicação Cônego: Os vínculos entre os padres, bispos e a diocese, e dos religiosos e suas instituições religiosas, não é um vínculo empregatício, mas é um trabalho específico, de caráter religioso. A Igreja se compromete também com a manutenção do clero, mas não se pode considerar o padre um funcionário da paróquia, é uma relação peculiar.
Então, por exemplo, se alguém deixar o ministério não pode cobrar o tempo que ele exerceu a função, como se ele tivesse sido empregado da diocese. O religioso paga a segurança social como autônomo.
O segundo parágrafo fala sobre o voluntariado, que é algo muito apreciado na igreja, e as próprias pessoas apreciam isso. O voluntariado mostra uma nobreza de alma de alguém que não faz as coisas unicamente em vista de recursos, de remuneração. Por exemplo, o leitor que lê numa Missa, um catequista que faz um trabalho de catequese, ele faz por amor àDeus e por amor às outras pessoas. Ele faz como voluntário, não é um funcionário, isso mostra a nobreza de alma. - Artigo 17
(Os Bispos, no exercício de seu ministério pastoral, poderão convidar sacerdotes, membros de institutos religiosos e leigos, que não tenham nacionalidade brasileira, para servir no território de suas dioceses, e pedir às autoridades brasileiras, em nome deles, a concessão do visto para exercer atividade pastoral no Brasil.
§ 1º. Em conseqüência do pedido formal do Bispo, de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro, poderá ser concedido o visto permanente ou temporário, conforme o caso, pelos motivos acima expostos.)

Explicação Cônego: Esse artigo fala que os bispos podem pedir a concessão do visto à sacerdotes, religiosos ou leigos que venham trabalhar no Brasil, para atender as dioceses.
É a facilitação de vir missionários, dos seminaristas estudarem ou trabalharem no Brasil. Nosso país é muito devedor de tantos missionários abnegados que vieram de outros países, e estão aí com tanto trabalho.
- Artigo 18
(O presente acordo poderá ser complementado por ajustes concluídos entre as Altas Partes Contratantes.
§ 1º. Órgãos do Governo brasileiro, no âmbito de suas respectivas competências e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, devidamente autorizada pela Santa Sé, poderão celebrar convênio sobre matérias específicas, para implementação do presente Acordo.)

Explicação Cônego: Explica que o acordo pode ser completado por ajustes entre as partes ou, também, poderá ter outros convênios com matéria específica, entre a CNBB, aprovado pela Santa Sé, e o Governo.
- Artigo 19
(Quaisquer divergências na aplicação ou interpretação do presente acordo serão resolvidas por negociações diplomáticas diretas.)

Explicação Cônego: Se surgirem divergências, elas serão resolvidas por negociações diplomáticas diretas, pelos meios diplomáticos normais, ou seja, entre os embaixadores. Como fazem outros países quando há divergências.
- Artigo 20
(O presente acordo entrará em vigor na data da troca dos instrumentos de ratificação, ressalvadas as situações jurídicas existentes e constituídas ao abrigo do Decreto nº 119-A, de 7 de janeiro de 1890 e do Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé sobre Assistência Religiosa às Forças Armadas, de 23 de outubro de 1989.
Feito na Cidade do Vaticano, aos 13 dias do mês de novembro do ano de 2008, em dois originais, nos idiomas português e italiano, sendo ambos os textos igualmente autênticos.)

Explicação Cônego: O artigo se refere à entrada em vigor do Acordo.

Fonte: Canção Nova

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Congresso Mundial de Sacerdotes já tem programa definido

A Congregação para o Clero anunciou o programa para o Congresso Internacional de Sacerdotes que acontecerá em Roma, de 9 a 11 de junho de 2010, para encerrar o Ano Sacerdotal.
O congresso, que tem como título "Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote", terá testemunhos sacerdotais, momentos de oração, confissões, adoração, música, conferências e uma missa presidida pelo Papa Bento XVI.
O primeiro dia do encontro, está programado na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, onde haverá oração, um seminário sobre "Conversão e Missão", a exposição do Santíssimo Sacramento, espaço para confissão e a celebração da Missa.
No dia seguinte, o evento se transfere para a Basílica de Santa Maria Maior. De manhã, os padres vão se reunir e discutir sobre o tema "Cenáculo: invocação ao Espírito Santo com Maria, em comunhão fraterna" e à tarde, irão à Basílica de São Pedro, onde haverá uma vigília com testemunhos, momentos musicais e adoração. Está confirmada a participação do Papa Bento XVI.
Encerrando o congresso no dia 11 de junho, solenidade do Sagrado Coração de Jesus, o tema da reflexão será "Com Pedro, em comunhão eclesial". O Papa presidirá uma Missa na Basílica de São Pedro, para oficialmente encerrar o Ano Sacerdotal.
A Congregação para o Clero, dirigida pelo cardeal brasileiro e arcebispo emérito de São Paulo, Dom Claudio Hummes, confiou a organização logística do congresso internacional à Obra Romana de Peregrinações, instituição dependente da Santa Sé. Mais informações no site www.orpnet.org.
Vale recordar que este encontro foi convocado pelo Papa em comemoração do 150º aniversário de falecimento do Santo Cura d’Ars, patrono dos párocos. Congressos reunindo padres de todo o mundo já se realizaram em Fátima (Portugal), Yamusukro (Costa do Marfim), Guadalupe (México), Terra Santa, Roma (no Jubileu de 2000) e Malta.
Fonte: Canção Nova e Rádio Vaticano.

domingo, 16 de agosto de 2009

Papa afirma que pela Eucaristia o homem participa da divindade

O Papa Bento XVI rezou, neste domingo,16, a oração mariana do Ângelus com os fiéis e peregrinos presentes no pátio da Residência Apostólica de Castel Gandolfo. No seu discurso antes da oração, o Santo Padre recordou que, neste sábado, 15, em diversos países, foi celebrada a grande festa da Assunção de Nossa Senhora ao céu, e que no Evangelho deste domingo lemos as palavras de Jesus: “Eu sou o pão vivo, descido do céu” (Jo 6,51).“Não podemos ficar indiferentes a essa correspondência, que roda ao redor do símbolo do “céu”: Maria foi elevada ao lugar de onde o seu Filho tinha descido”, disse Bento XVI.O Santo Padre continuou refletindo que “Jesus se apresenta como o 'pão vivo', isto é, o alimento que contém a vida de Deus e é capaz de comunicá-la a quem Dele come. Ele diz: 'Se alguém come deste pão viverá eternamente e o pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo'”. A seguir, Bento XVI pergunta: "de quem o Filho de Deus recebeu a sua carne, a sua humanidade concreta e terrena?".“Ele recebeu da Virgem Maria. Deus recebeu dela o corpo humano para entrar na nossa condição mortal. Por sua vez, no fim da existência terrena, o corpo da Virgem foi elevado ao céu por Deus e entrou na condição celeste. É uma espécie de intercâmbio, no qual Deus tem sempre a plena iniciativa, mas, em certo sentido, tem também necessidade de Maria para preparar a matéria do seu sacrifício: o corpo e o sangue, a ser oferecido na Cruz como instrumento de vida eterna e, no sacramento da Eucaristia, como alimento e bebida espirituais"."Caros irmãos e irmãs o que se verificou em Maria, vale também para cada homem e cada mulher. A cada um de nós Deus pede para acolhê-Lo, de colocar a disposição o nosso coração e o nosso corpo, a nossa inteira existência, para que Ele possa habitar no mundo”, acrescentou o Papa.O Santo Padre também afirma que o convite também é para hoje de nos unirmos a Ele no sacramento da Eucaristia, "para formar junto com a Igreja, Pão repartido para a vida do mundo".“E se nós dizemos sim, como Maria, na mesma medida desse nosso sim, ocorre também para nós e em nós aquele misterioso intercâmbio: somos admitidos na divindade Daquele que assumiu a nossa humanidade”.“A Eucaristia é o meio, o instrumento deste recíproco transformar-se, que tem sempre Deus como fim e como ator principal. Ele é a Cabeça e nós os membros, Ele é a Videira, nós os ramos. Quem come deste Pão e vive em comunhão com Jesus, deixando-se transformar por Ele e Nele, é salvo da morte eterna: morre como todos, participando também do mistério da paixão e da cruz de Cristo, mas não é mais escravo da morte, e ressuscitará no último dia, para desfrutar da festa eterna com Maria e com todos os Santos”, continuou Bento XVI.Ao concluir, o Santo Padre afirmou que “este mistério de vida eterna começa já aqui: é mistério de fé, de esperança e de amor, que se celebra na liturgia, especialmente eucarística, e se exprime na comunhão fraterna e no serviço ao próximo. Rezemos à Virgem Santa, a fim de que nos ajude a nutrirmos sempre com fé do Pão da vida eterna para experimentar já na terra a alegria do Céu”. Saudação em portuguêsAntes de se despedir dos presentes em Castel Gandolfo, Bento XVI saudou os diversos grupos de fiéis em suas respectivas línguas, inclusive em português:“Saúdo os jovens brasileiros da Comunidade Missionária Villareggia e demais peregrinos de língua portuguesa que quiseram participar neste momento diário de louvor e gratidão ao Verbo divino, que Se fez homem no seio da Virgem Maria para ficar conosco todos os dias, até ao fim do mundo. Deixai Cristo tomar posse da vossa vida, para serdes cada vez mais vida e presença de Cristo!”. Falando em francês, o Santo Padre fez uma particular saudação a um grupo de jovens africanos e um apelo à solidariedade em prol de todas aquelas pessoas que se encontram materialmente ou espiritualmente em dificuldade.
Fonte: Canção Nova e Rádio Vaticano.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Grande encontro de presbíteros fechará Ano do Sacerdócio em Roma

A Congregação para o Clero, que preside o Cardeal brasileiro Claudio Hummes, anunciou esta semana que o Papa Bento XVI deseja enclausurar o “Ano do Sacerdócio” celebrado como comemoração do 150º aniversário do nascimento para o céu do Santo Padre de Ars, com um grande encontro sacerdotal nos dias 9 a 11 de junho de 2010 na cidade de Roma.O tema do encontro será “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote” e ao mesmo estão convidados todos os sacerdotes do mundo.O programa, anunciado pela Congregação para o Clero esta sexta-feira, assinala que a primeira jornada, em 9 de junho, será na Basílica de São Paulo Extramuros e terá como tema “Conversão e Missão”. As atividades incluirão oração, uma conferência para tratar o tema, exposição do Santíssimo Sacramento, espaço para a confissão e a celebração da Missa.O segundo dia, 10 de junho de 2010, tem como tema “Cenáculo: invocação ao Espírito Santo com Maria, em comunhão fraterna”. O lugar de reunião será a Basílica da Santa Maria Maior durante a manhã, já que ao final da tarde as atividades se transladam à Basílica de São Pedro para a vigília sacerdotal.Nesta vigília, a noite da quinta-feira 10 de junho de 2010, os sacerdotes oferecerão seus testemunhos, terão momentos de compartilhar musical e de Adoração, e se contará com a presença e a saudação do Papa Bento XVI.Na sexta-feira 11 de junho, solenidade do Sagrado Coração de Jesus do ano próximo, será enclausurado o ano sacerdotal com a celebração da Santa Missa na Basílica de São Pedro presidida pelo Santo Padre, dia que terá como lema “Com o Pedro, em comunhão eclesiástica”.

Fonte: ACI DIGITAL.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Juiz evangélico defende crucifixos em repartições públicas

"Embora cristão, as doutrinas católicas diferem em muitos pontos do que eu creio, mas se foram católicos que começaram este país, me parece mais que razoável respeitar que a influência de sua fé esteja cristalizada no país."Este é um trecho do artigo do juiz titular da 4ª Vara Federal de Niterói (RJ), William Douglas, publicado nesta semana, no site Consultor Jurídico (íntegra aqui). O magistrado, que se denomina evangélico, critica a ação do Ministério Público Federal que pede a retirada de símbolos religiosos nos locais públicos federais de São Paulo.
.: Presidente do STF critica ação para retirada de símbolos religiosos "Querer extrair tais símbolos não só afronta o direito dos católicos conviverem com o legado histórico que concederam a todos, como também a história de meu próprio país e, portanto, também minha. Em certo sentido, querer sustentar que o Estado é laico para retirar os santos e Cristos crucificados não deixaria de ser uma modalidade de oportunismo".Para o juiz William Douglas, muitos que são contrários à permanência dos símbolos religiosos em repartições públicas, na verdade professam uma nova religião, a "não religião". "Todos se recordam do lamentável episódio em que um religioso mal formado chutou uma imagem de Nossa Senhora na televisão. Se é errado chutar a imagem da santa, não é menos agressivo querer retirar todos os símbolos. Não chutar a santa, mas valer-se do Estado para torná-la uma refugiada, uma proscrita, parece-me talvez até pior, pois tal viés ataca todos os símbolos de todas as religiões, menos uma. Sim, uma: a 'não religião', e é aqui que reside meu principal argumento contra a moda de se atacar a presença de símbolos religiosos em locais públicos".O magistrado aponta que os defensores da ação do Ministério Público Federal têm uma interpretação parcial da laicidade do Estado, passando a querer eliminar todo e qualquer símbolo, e por consequência, toda manifestação de religiosidade. "Isso sim é que é intolerância", pontua."Quando vejo o crucifixo com uma imagem de Jesus não me ofendo por (segundo minha linha religiosa) haver ali um ídolo, mas compreendo que em um país com maioria e história católica aquela imagem é natural".O juiz federal afirma que a imagem de Jesus Cristo na cruz até remete a uma conduta ética dos magistrados. "O crucifixo nas cortes, independentemente de haver uma religião que surgiu do crucificado, é uma salutar advertência sobre a responsabilidade dos tribunais, sobre os erros judiciários e sobre os riscos de os magistrados atenderem aos poderosos mais do que à Justiça".No final do artigo, o juiz recorda sua posição evangélica, ao mesmo tempo em que reconhece o papel fundamental do catolicismo na história do Brasil."Eu, protestante e empedernidamente avesso às imagens esculpidas, as verei nas repartições públicas e saudarei aos católicos, que começaram tudo, à liberdade de culto e de religião, à formação histórica desse país e, mais que tudo, ao fato de viver num Estado laico, onde não sou obrigado a me curvar às imagens, mas jamais seria honesto (ou laico, ou cristão, ou jurídico) me incomodar com o fato de elas estarem ali".
Fonte: Canção Nova.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Bento XVI lembra vítimas dos desastres naturais

O Papa Bento XVI lembrou esta quarta-feira, 12, as vítimas dos desastres naturais que, nos últimos dias, provocaram várias mortes em localidades da China, Filipinas, Japão e Taiwan.No final da Catequese, concedida pelo Papa em sua residência de Verão, em Castel Gandolfo, Bento XVI deixou uma palavra de conforto para as "numerosas populações que, por estes dias, foram atingidas pela violência do tufão nas Filipinas, Taiwan e nalgumas províncias do sudeste da República Popular da China".O Santo Padre lembrou ainda as populações do Japão, que além do tufão, foram atingidas por um forte terremoto. "Desejo manifestar a minha proximidade espiritual a quantos se viram em condições de grave dificuldade e convido todos a rezar por quantos perderam a vida".Bento XVI deixou votos de que "não falte o conforto da solidariedade e da ajuda material".
Fonte: Canção Nova e Ecclesia.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Edir Macedo é réu por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

A Justiça recebeu nesta segunda-feira denúncia do Ministério Público de São Paulo e abriu ação criminal contra Edir Macedo e outros nove integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus sob a acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. As informações são do jornal "Folha de S. Paulo".

Iniciada em 2007 pelo Ministério Público de São Paulo, a investigação quebrou os sigilos bancário e fiscal da Universal e levantou o patrimônio acumulado por seus membros com dinheiro dos fiéis, entre 1999 e 2009 -embora não paguem tributos, igrejas são obrigadas a declarar doações que recebem. De acordo com dados da Receita Federal, a Universal arrecada cerca d
e R$ 1,4 bilhão por ano em dízimos.A movimentação suspeita da Universal somou R$ 4 bilhões de 2003 a 2008.Para os promotores, o principal problema não reside na quantia de dinheiro arrecadado, mas no destino e no uso que lhe foi dado pelos líderes da igreja no período investigado. Acredita-se que um grande volume de recursos teria saído do país por meio de empresas e contas de fachada, abertas por membros da igreja, e foi depois repatriado também por empresas de fachada, para contas de pessoas físicas ligadas à Universal.Os recursos teriam servido para comprar emissoras de TV e rádio, financeiras, agência de turismo e jatinhos.

Fonte: Blog do Padre Éverson www.padreeverson.blogspot.com

Pena de morte não é resposta ao horror, afirma Bispo chileno

O Bispo de Valparaíso, Dom Gonzalo Duarte García(foto), expressou sua dor pelo assassinato de Francisca Silva, uma menina de cinco anos, mas advertiu que a pena de morte que pedem muitas pessoas não é a resposta ante o horror; e por outra parte chamou os cidadãos a refletirem sobre qual tipo de sociedade se está construindo."A trágica morte da menor Francisca Silva e todo o relativo ao seu velório e funerais foi o mais doloroso que tive que viver em meus já 42 anos de sacerdote. Eu senti como nunca a impotência do ser humano frente à dor moral extrema e a impossibilidade de dizer palavras de consolo", expressou o Prelado ao recordar a Missa pela morte de Francisca, uma menor de cinco anos, que foi seqüestrada por seu vizinho, ultrajada e assassinada.Dom Duarte García disse que compreende a quem pede aos gritos a pena de morte para o assassino, porque "é uma expressão espontânea de dor e um clamor para que se faça justiça, porque infelizmente a opinião pública, e particularmente o mundo dos pobres, sente que não se está fazendo justiça no Chile".Entretanto, embora "algumas pessoas me enfrentaram duramente por isso", reafirmou que a pena capital não é a solução ao horror. "A sociedade chilena, através dos poderes públicos que a representam e que ela mesma escolheu, deu um passo importante de humanização suprimindo a pena de morte", assinalou.O Bispo de Valparaíso disse que terá que deixar "que os tribunais façam serena e eficientemente seu trabalho" e chamou ao revés a perguntar-se "quê família estamos construindo, quê sociedade estamos construindo, quê Igreja estamos construindo. Até quando vamos seguir com as brigas, a violência verbal e as desqualificações?".O Prelado indicou que "chegou o momento de nos empenhar, cada um, na nobre tarefa de dar de presente às nossas crianças e jovens um mundo belo, um mundo melhor, um mundo mais justo e solidário".Dom Duarte García disse que "não há palavras humanas capazes de consolar" a quem perdeu a uma filha, mas é então "quando temos que nos aferrar à Palavra de Deus, que é única pode dar sentido a toda nossa vida e a tudo em nossas vidas".Entretanto, insistiu em que "fica a interrogante fundamental: quê sociedade estamos construindo? Quais são os valores que estamos privilegiando no dia a dia"?
Fonte:ACI.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Bento XVI prepara exortação pós-sinodal

O Papa Bento XVI aproveita seus dias em Castel Gandolfo para escrever o texto definitivo da exortação pós-sinodal. O documento reúne as propostas e sínteses dos trabalhos da última Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, realizado em outubro de 2008, no Vaticano. A informação foi divulgada pelo secretário geral do sínodo, Dom Nikola Eterovic, em uma palestra conferida na Sociedade Bíblica de Nova York. O arcebispo destacou que o documento é muito aguardado dentro da Igreja Católica, mas também em ambientes protestantes, por ser dedicado à Sagrada Escritura, coração vivo da Igreja.O sínodo dos bispos reuniu, em Roma, representantes de Igrejas de todo o mundo, e teve como tema "A palavra de Deus na vida e na missão da Igreja". Na ocasião, os padres sinodais analisaram a interpretação e os problemas e perspectivas ligados à difusão da Bíblia.
Fonte: Canção Nova e Rádio Vaticano.

domingo, 9 de agosto de 2009

Papa convoca a vencer a morte pelo amor e dar a vida pelas almas

"Dar a vida pela salvação das almas". Este foi o convite do Papa Bento XVI aos cerca de 4 mil fiéis e peregrinos reunidos, neste domingo, 9, no pátio da residência de Castel Gandolfo, para a oração dominical do Ângelus.Assim como no domingo passado, no contexto do Ano Sacerdotal, o Papa meditou sobre alguns santos recordados pela liturgia nestes dias: Santa Clara de Assis e dois mártires executados no campo de Auschwitz: Santa Teresa Benedita da Cruz, antes chamada Edith Stein, judia convertida ao catolicismo, e São Maximiliano Kolbe, natural da Polônia.“Estes santos são testemunhas da caridade que ama até o fim, não levando em conta o mal recebido, mas combatendo com o bem. Devemos, especialmente nós, sacerdotes, nos inspirar neles, em seu heroísmo evangélico que nos leva, sem temer, a darmos a vida pela salvação das almas. O amor vence a morte”, proclamou Bento XVI, recordando que todos os santos, especialmente os mártires, são testemunhas de Deus, que é amor.Nascido na Baviera, em 1927, Bento XVI afirmou que os campos de concentração nazistas, como todo campo de extermínio, podem ser considerados símbolos extremos do mal, do inferno que se abre sobre a terra quando o homem se esquece de Deus e quer substitui-Lo, apropriando-se do direito de decidir o que é o bem e o que é o mal, de dar a vida e a morte. Infelizmente, no entanto, este triste fenômeno não se limita aos campos de concentração. São o ápice de uma realidade ampla e muito comum, que tem confins indefinidos”.Bento XVI sublinhou as divergências existentes entre o humanismo ateu e o humanismo cristão: uma antítese que se verificou em toda a história, mas que no fim do segundo milênio alcançou seu ponto mais crucial.“Por um lado, existem filosofias e ideologias, mas cada vez mais há modos e pensar e agir que exaltam a liberdade como único princípio do homem, como alternativa a Deus, transformando o homem em um deus, mas é um deus errado, que se comporta arbitrariamente. Por outro, existem os santos, que, praticando o Evangelho da caridade, dão razão à sua esperança, apresentam o verdadeiro rosto de Deus, que é Amor, e ao mesmo tempo, o rosto autêntico do homem, criado à imagem e semelhança divina”.Antes de rezar a oração mariana, o Papa pediu para rezarmos a Nossa Senhora a fim de sermos santos como estas heróicas testemunhas da fé e da entrega de si, até o martírio. “Este é o único modo para oferecermos aos questionamentos humanos e espirituais suscitados pela crise do mundo atual, uma resposta crível e exaustiva: a da caridade na verdade”, completou o Santo Padre.Saudações aos peregrinosDepois de rezar o Ângelus com os fiéis, o Papa fez suas saudações em várias línguas, recordando o testemunho dos santos e desejando a todos um bom domingo.Em transmissão ao vivo para a Polônia, Bento XVI se disse particularmente próximo aos fiéis que nestes dias de agosto fazem peregrinação a pé ao Santuário de Nossa Senhora de Jasna Gora, em Czestochowa, e a outros santuários marianos.“Que seu caminho traga frutos abundantes: a conversão dos corações, o dom da divina misericórdia e a proteção de Nossa Senhora. Confio às suas orações o meu ministério universal e as intenções da Igreja”.por fim, o Pontífice concedeu a sua bênção a todos os fiéis presentes, bem como aos que o acompanharam pelo rádio e pela televisão.
Fonte: Canção Nova e Rádio Vaticano.

sábado, 8 de agosto de 2009

AIN exige abolição de lei anti-cristã no Paquistão

A organização internacional católica Ajuda à Igreja Necessitada (AIN) exigiu ao governo do Paquistão a abolição da chamada "Lei contra Blasfêmias" que, explicam, "está definitivamente ligada" aos recentes ataques sofridos por cristãos que deixaram o saldo de oito pessoas queimadas vivas por parte de extremistas muçulmanos em Gora, província de Punjab. Os assassinatos ocorreram depois do rumor propalado de que alguns cristãos tinham tirado folhas do Corão e as teriam utilizado como "confete"; rumor que foi desmentido pela Ministra de Justiça da província de Punjab, Rana Sanaullah, quem explicou que isso definitivamente não havia ocorrido. Em uma declaração da AIN, distintas figuras católicas advertem que esta norma não só promove a perseguição dos cristãos, mas também põe em perigo outras minorias assim como a todos os paquistaneses; e chamam a "as pessoas de boa vontade a trabalhar na abolição desta lei". O texto, assinado por Marie-Ange Siebrecht, Chefe de Projetos da AIN para a Ásia-África; e pelo Diretor Nacional do AIN em Grã-Bretanha, Neville Kyrke-Smith, precisa que o abuso que se faz desta "lei contra blasfêmia" contribui ao desrespeito dos direitos humanos. Assim, explicam, segundo o artigo 295-B da citada norma, tirar folhas do Corão (o livro sagrado muçulmano) traz consigo uma sentença de cadeia perpétua; enquanto que falar contra Maomé (artigo 295-C) é castigado com a morte. "Enquanto estas leis existam, Paquistão estará apanhado em um inacabável círculo vicioso de violência, miséria e rompimento da comunidade", precisa AIN. "O mau uso destas leis significou que se converteram em um instrumento de opressão, uma vara para golpear os vulneráveis", acrescenta o texto. Finalmente, AIN assinala que "nestes momentos de tragédia e perda –especialmente para os cristãos no Paquistão– Ajuda à Igreja Necessitada pede a todos rezar pelo fim dos atos de violência e intimidação. Que aqueles que estão de luto por ter perdido seres queridos ou estejam temerosos por seu futuro, sejam consolados Por Deus". Enquanto isso, esta organização fez chegar três mil euros para emergência ao Bispo do Faisalabad, Dom Joseph Coutts, a diocese aonde ocorreram os assassinatos.
Fonte: ACI DIGITAL.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Americanos impulsionam causa de beatificação de bispo de origem hispana

WASHINGTON DC, 06 Ago. 09 / 07:32 am (ACI).- Em outubro de 1991 o Bispo Auxiliar de Sacramento (Califórnia), Dom Alfonso Galegos, faleceu em um acidente automobilístico. Suas virtudes cristãs, sua defesa dos não nascidos e sua dedicação aos mais necessitados, especialmente os imigrantes, levou a abertura de sua causa de beatificação, a mesma tem recebido um novo impulso.Conforme informa a congregação do Agustinos Recoletos, da qual formou parte, "a diocese (de Sacramento) está preparando um relatório de mais de mil páginas, que resume os testemunhos de mais de cem pessoas sobre a vida virtuosa do bispo Galegos e as declarações de quem diz que o bispo intercedeu em favor deles, desde sua morte, faz quase 18 anos". Espera-se que o relatório chegue ao Vaticano ao final deste ano.Dom Alfonso Galegos Apocada, foi um dos onze filhos de Joseph e Caciana Galegos. Nasceu em Albuquerque (Novo México, Estados Unidos) em 20 de fevereiro de 1931. Desde muito pequeno sofreu de uma grave miopia e tinha muitas dificuldades para ler. Aos 19 anos ingressou na comunidade dos Agustinos Recoletos. Oito anos depois foi ordenado sacerdote.Dedicou seu ministério pastoral à educação dos jovens e criar alternativas às perigosas gangues. Em 1979 foi nomeado primeiro diretor do Escritório de Assuntos Hispanos da Califórnia.Em 4 de novembro de 1981 foi consagrado Bispo Auxiliar de Sacramento. "caracterizou-se por sua alegria constante, a paciência com a que viveu a limitação da vida e por seu trato amável e carinhoso com todos, inclusive com aqueles que dificultavam seu trabalho pastoral. Deve-se assinalar também sua intensa vida de oração e seu compromisso com os pobres e necessitados, especialmente com os imigrantes latinos que procuravam um melhor futuro nos Estados Unidos", adiciona a congregação.Dom Galegos sempre esteve a favor do direito dos manifestantes de protestar contra o aborto, enquanto rezava pela conversão dos abortistas. Teve uma predicação enérgica contra a cultura de morte, o aborto e as armas atômicas.Morreu em acidente de tráfico em 6 de outubro de 1991 aos 60 anos de idade. Esse dia tinha participado da oração de um terço comunitário contra o aborto. No ano 2005 se abriu seu processo de beatificação e um ano depois se encerrou a fase diocesana. Atualmente a causa segue seu curso no Vaticano.Em declarações ao jornal Sacramento Bee, Ángela Zapata de Elk Grove manifestou sua alegria pelo avanço da causa. Sua filha Angélica nasceu antes de tempo, sofria de uma grave hemorragia cerebral e segundo os médicos, restavam apenas uns dias de vida para a pequena.Tudo mudou quando um sacerdote agustino recoleto a visitou no hospital, pôs na incubadora uma imagem com a imagem de Dom Galegos, batizou a menina e envolveu seu corpo na estola do falecido bispo.Angélica "é agora uma menina de dois anos, sã, feliz. Sei que ele escutou nossas preces", sustenta sua mãe.Por sua parte, Sara Sevilha, uma adolescente de quinze anos, nascida em Oxnard, disse ao Bee que tinha perdido quase por completo a vista e que a recuperou depois pedir a intercessão do Bispo.Os promotores da causa de beatificação pediram ao Vaticano permissão para transladar o corpo do Bispo do cemitério de Santa Maria à igreja de Nossa Senhora de Guadalupe, uma paróquia do centro de Sacramento na qual trabalhou pastoralmente.
Fonte: ACI DIGITAL.

domingo, 2 de agosto de 2009

Papa indica santos celebrados neste mês como modelos aos padres

O Papa Bento XVI dedicou seu primeiro Ângelus neste período de verão europeu em Castel Gandolfo ao Ano Sacerdotal. O Pontífice afirmou que esta é uma "preciosa ocasião para aprofundar o valor da missão dos presbíteros na Igreja e no mundo".Bento XV indicou os santos recordados no mês de agosto, como modelos para os padres de hoje. O Papa iniciou recordando Santo Afonso Maria de Liguori, celebrado ontem pela Igreja, e São Francisco, recordado hoje por ocasião da Festa do "Perdão de Assis".
"Ontem era a memória litúrgica de Santo Afonso Maria de Liguori, bispo e Doutor da Igreja, grande mestre de teologia moral e modelo de virtudes cristãs e pastorais, sempre atento às necessidades religiosas do povo", destacou o Pontífice.
"Hoje, contemplamos em São Francisco de Assis o ardente amor pela salvação das almas, que todo sacerdote deve constantemente nutrir". Neste domingo a Igreja celebra o chamado "Pedrão de Assis", uma indulgência solicitada a Honório III no ano 1216 como um "amplo e generoso perdão" para todos aqueles que "arrependidos e confessados" visitassem a Porciúncula em Assis.
Bento XVI em seguida citou São João Maria Vianney, que será recordado no próximo dia 4. O Papa se referiu a ele como "modelo de vida sacerdotal não somente para os párocos, mas também para todos os sacerdotes", e prometeu falar mais sobre o santo na próxima quarta-feira, durante a audiência geral. O Santo Padre citou depois São Caetano de Tiene, o qual amava repetir que "não com o amor sentimental, mas com o amor dos fatos se purificam as almas".O Papa ainda recordou que dia 8 de agosto a Igreja apresentará como modelo São Domingos, sobre o qual foi escrito: "abria a boca ou para falar com Deus na oração ou para falar de Deus".Para concluir Bento XI destacou Paulo VI, já que no próximo dia 6 de agosto a Igreja celebra seu 31º aniversário de morte, ocorrida justamente em Castel Gandolfo. "A sua vida, tão profundamente sacerdotal e rica de tanta humanidade, permanece na Igreja um dom do qual agradecer a Deus", disse o Papa. Com Paulo VI, os santos de agosto representam "verdadeiros modelos de espiritualidade e de dedicação sacerdotal", acrescentou.
Ao final o pontífice fez uma súplica por todos os sacerdotes. "A Virgem Maria, Mãe da Igreja, ajude todos os sacerdotes a serem totalmente apaixonados por Cristo, seguindo o exemplo desses modelos de santidade sacerdotal".
Antes da oração do Ângelus, Bento XVI agradeceu os habitantes de Castel Gandolfo e todos os fiéis pela proximidade espiritual que lhe demonstraram quando fraturou o pulso em Les Combes. Após agradecer também a acolhida em Castel Gandolfo, deu a todos a benção apostólica.
Insurreição de Varsóvia
Na conclusão do encontro com os fiéis, peregrinos e turistas no pátio da Residência de verão de Castel Gandolfo o Papa saudou os presentes em várias línguas. Falando em polonês Bento XVI quis unir-se às celebrações de hoje do aniversário da insurreição de Varsóvia, a revolta contra a ocupação nazista por parte dos judeus e dos poloneses que moravam na cidade, que teve início no dia 1 de agosto de 1944 e durou até o fim do mês de outubro. "Do heroísmo dos insurgentes e da força da nação – disse o Pontífice – nasceu a Polônia livre. O sacrifício da suas vidas produza frutos de paz e de prosperidade para a sua Pátria."
Fonte: Canção.

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