"Por isso, digo-vos: não tenhais medo de construir a vossa vida na Igreja e com a Igreja! Sede orgulhosos do amor a Pedro e à Igreja que lhe foi confiada. Não vos deixeis enganar por aqueles que desejam opor Cristo à Igreja! Só existe um rochedo sobre o qual vale a pena construir a própria casa. Esta rocha é Cristo. Só há uma pedra sobre a qual vale a pena fundamentar tudo. Esta pedra é aquele a quem Cristo disse: 'Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja' (Mt 16, 18)".

Papa Bento XVI.
Discurso durante o encontro com os jovens no parque de Błonia. Cracóvia, 27 de Maio de 2006.

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Papua-Nova Guiné: Catecismo da Igreja Católica é traduzido ao pidgin


Projetos para traduzir a Bíblia e elaborar materiais para evangelizar

GOROKA, terça-feira, 28 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Os bispos de Papua-Nova Guiné aprovaram com alegria a tradução do Catecismo da Igreja Católica ao pidgin, idioma mais comum no país.

Um grupo de religiosos e teólogos liderados pelo bispo de Goroka, Dom Francesco Sarego, SVD, concluiu a obra, que está sendo publicada e impressa, informou a agência Fides.

Cada diocese de Papua recebeu 5 mil cópias, disponíveis para vender ao público pelo preço de 3 euros.

Os missionários e os fiéis também acolheram com alegria esta publicação, especialmente os catequistas, que estão muito contentes por ter este novo instrumento.

Além disso, é esperado que se realize, o mais rápido possível, uma tradução da Bíblia para o idioma pidgin, assim como de filmes didáticos e bíblicos, vidas de santos e documentários para as escolas.

Diante de um grande predomínio das denominações protestantes nos meios de comunicação, a comunidade católica recebe diversas petições para que se invista mais em evangelização por meio da imprensa, rádio, televisão, filmes, DVD e CD, assim como na formação de equipes profissional e espiritualmente preparadas para este tipo de apostolado.

Papua-Nova Guiné é um país da Oceania formado por um grupo de ilhas, incluindo a metade da ilha de Nova Guiné, entre o Mar de Coral e o leste da Indonésia.

Em 2008, tinha quase 6 milhões de habitantes, dos quais os católicos, a mais numerosa confissão do país, representavam 27% da população.

Na proporção, também são diversas as denominações surgidas da Reforma protestante e os anglicanos, assim como os seguidores de crenças indígenas.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Papa a bispos brasileiros: a renovação se funda no perdão


Audiência aos prelados do Regional Leste 1 em visita “ad limina”

CASTEL GANDOLFO, segunda-feira, 27 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Do perdão nasce a verdadeira renovação da Igreja e da sociedade: assim sublinhou o Papa no último sábado, no discurso dirigido aos bispos brasileiros do Regional Leste 1, que compreende o Estado do Rio de Janeiro, em sua visita ad limina apostolorum à Santa Sé.

De fato, afirmou o Papa, "o núcleo da crise espiritual do nosso tempo tem as suas raízes no obscurecimento da graça do perdão. Quando este não é reconhecido como real e eficaz, tende-se a libertar a pessoa da culpa, fazendo com que as condições para a sua possibilidade nunca se verifiquem. Mas, no seu íntimo, as pessoas assim ‘libertadas' sabem que isso não é verdade, que o pecado existe e que elas mesmas são pecadoras".

Bento XVI criticou, portanto, certas correntes da psicologia que sentem "grande dificuldade em admitir que, entre os sentimentos de culpa, possa haver também os devidos a uma verdadeira culpa".

No entanto, sublinhou o Pontífice, "todos nós temos necessidade d'Ele, como Escultor divino que remove as incrustações de pó e lixo que se pousaram sobre a imagem de Deus inscrita em nós. Precisamos do perdão, que constitui o cerne de toda a verdadeira reforma: refazendo a pessoa no seu íntimo, torna-se também o centro da renovação da comunidade".

Só a partir dessa renovação profunda do indivíduo é que nasce a Igreja, "que une e sustenta na vida e na morte. Ela é uma companhia na subida, na realização daquela purificação que nos torna capazes da verdadeira altura do ser homens, da companhia com Deus".

Jovens

O Papa mostrou também sua especial solicitude pelos jovens, revelando que um tema habitual das suas conversas com os bispos nas visitas ad limina é precisamente a situação dos jovens em suas dioceses.

"Deixando transparecer o rosto de Cristo, a Igreja é a juventude do mundo - afirmou o Papa. Mas será muito difícil convencer alguém disso mesmo, se não se revê nela a geração jovem de hoje."

"Confiado na providência divina, que amorosamente preside os destinos da história não cessando de preparar os tempos futuros, apraz-me ver raiar o dia de amanhã nos jovens de hoje", acrescentou, recordando como o Papa João Paulo II saudou os jovens em Roma, no ano 2000, chamando-os de "as sentinelas da manhã".

Os jovens cristãos têm "a tarefa de despertar os seus irmãos para se fazerem ao largo no vasto oceano do terceiro milênio", afirmou, recordando "as longas filas de jovens que esperavam para se confessar no Circo Máximo e que voltaram a dar a muitos sacerdotes a confiança no sacramento da Penitência".


Fonte: Zenit

sábado, 25 de setembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Beatificado o sacerdote de Schoenstatt Gerhard Hirschfelder

O arcebispo de Colônia apresenta o mártir como modelo para os jovens

MUNIQUE, segunda-feira, 20 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - O sacerdote martirizado durante o nazismo, Gerhard Hirschfelder, pertencente ao primeiro grupo de sacerdotes do movimento de Schönstatt no campo de concentração de Dachau, foi beatificado ontem, na catedral de Munique.

O arcebispo de Colônia, cardeal Joaquim Meisner, representou o Papa na cerimônia e definiu o sacerdote - falecido no campo de concentração aos 35 anos - como um modelo para os jovens, segundo informou a Rádio Vaticano.

Peregrinos de toda a Alemanha e também da Polônia e da República Tcheca, onde a lembrança do sacerdote está muito viva, peregrinaram até a cidade alemã para assistir à beatificação.

O Pe. Gerhard Hirschfelder foi proclamado beato como "mártir e testemunha da fé". O cardeal Meisner destacou que o sacerdote rejeitou a inumana lógica nazista e recordou seu especial compromisso na pastoral juvenil.

O evento do domingo foi precedido por uma Eucaristia vespertina na igreja de Überwasser, no sábado à tarde, seguida de uma procissão com velas até a catedral e uma hora de oração silenciosa.

Pelos jovens

O novo beato nasceu em 17 de fevereiro de 1907, no condado de Glatz, em Silesia. Foi ordenado sacerdote em 1932. De 1932 a 1939, foi capelão em Grenzeck (Tscherbeney), e desse ano até 1941, capelão maior em Habelschwerdt e responsável pela pastoral juvenil da diocese.

Constatando a natureza e os efeitos da propaganda nazista, buscou manter seus jovens longe dela, através de sua proximidade e da direção espiritual.

Em suas homilias, denunciou com valentia os excessos e a violência daquele período. A Gestapo reagiu a tudo isso, prendendo-o em 1941, durante uma reunião com jovens.

Durante os mais de 4 meses que permaneceu na prisão em Glatz, escreveu uma impressionante Via Sacra e algumas reflexões sobre o sacerdócio, o matrimônio e a família.

Foi transferido ao campo de concentração de Dachau em 15 de dezembro de 1941 e faleceu por fome e por uma grave pneumonia, em 1º de agosto de 1942.

Suas cinzas estão enterradas na cidade polonesa de Czermna (Tscherbeney), onde o Pe. Hirschfelder havia trabalhado como capelão.

"Construtor de pontes"

O Pe. Hirschfelder pertenceu ao primeiro grupo de sacerdotes de Schoenstatt no campo de concentração de Dachau, junto ao beato Carlos Leisner, ao sacerdote palotino Ricardo Henkes e ao pároco alemão Alois Andritzki, os dois últimos em processo de beatificação.

A promulgação do decreto sobre o martírio do sacerdote foi autorizada no último dia 27 de março por Bento XVI.

Sua causa de beatificação se abriu na catedral de Munique, em 1998. Em abril de 2002, foi entregue a Positio terminada.

Além de toda a documentação, reuniram-se - na Alemanha, Polônia e República Tcheca - mais de 10 mil assinaturas pedindo sua beatificação.

Diante deste número, o prelado decano de Glatz, Dom Franz Jung, disse que o beato pode ser "um construtor de pontes para uma Europa unida".

Mártires durante o nazismo

À beatificação de Gerhard Hirschfelder seguirão cerimônias análogas durante o próximo ano, para outras figuras significativas de sacerdotes mártires durante o regime nazista: Georg Häfner, em Wurzburgo; Johannes Prassek, Hermann Lange e Eduard Müller, em Lubeca.

Com os sacerdotes de Lubeca, também se prestará homenagem ao pastor evangélico Karl Friedrich Stellbrink, como explicou o Papa no discurso que dirigiu ao novo embaixador alemão no último dia 13 de setembro, em Castel Gandolfo.

Bento XVI se referiu a estes testemunhos como "indicações luminosas" para o caminho ecumênico.

"São homens que ensinam a dar a própria vida pela fé, pelo direito de exercer livremente seu próprio credo, pela liberdade de palavra, pela paz e pela dignidade humana", afirmou.

"A provada amizade dos quatro eclesiásticos - disse o Papa - é um testemunho impressionante do ecumenismo da oração e do sofrimento, que floresceu em vários lugares durante o escuro período do terror nazista."
Fonte: Zenit

domingo, 19 de setembro de 2010

Papa vira nova página para a Igreja Católica no Reino Unido


A visita papal alcança um inédito reconhecimento para os católicos por parte de instituições e da sociedade

Por Edward Pentin

LONDRES, domingo, 19 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Após os dois primeiros dias da visita papal, concentrados sobretudo em assuntos de Igreja-Estado, os dois últimos dias se tornaram muito mais pessoais e pastorais.

A dimensão institucional da viagem teve etapas pouco comentadas na manhã deste sábado, quando, na casa do arcebispo de Westminster, recebeu em audiência privada o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, o vice-primeiro-ministro, Nick Clegg, e o líder da oposição, Harriet Harman.

O Santo Padre deu seus pêsames a Cameron pelo recente falecimento do seu pai, falou com cada um dos políticos durante cerca de 20 minutos e lhes entregou como lembrança uma medalha do seu pontificado.

Cameron, anglicano, presenteou o Papa com uma cópia da primeira edição do livro do novo beato, John Henry Newman, "Apologia pro vita sua", impressa em 1864, junto a um recorte de jornal que descreve um serviço religioso presidido pelo cardeal de Edgbaston, Birmingham.

Um momento significativo das relações institucionais que esta visita abriu aconteceu na sexta-feira à noite, quando se realizou um jantar de trabalho entre o governo do Reino Unido e a delegação papal, na Lancaster House de Londres. O tema foi a luta comum contra a fome e o subdesenvolvimento.

As demais atividades do sábado, a partir das 10h, deram o tiro de largada para uma maratona de celebrações litúrgicas e encontros pastorais, que começou com a Missa na catedral do Preciosíssimo Sangue do Nosso Senhor Jesus Cristo, em Westminster. A liturgia desta catedral de estilo bizantino, consagrada em 1910, foi tão impressionante que alguns fiéis se comoveram até as lágrimas.

O Santo Padre expressou seu "profundo pesar" por abusos sexuais cometidos por sacerdotes e definiu tais abusos como "crimes atrozes", que provocaram "a vergonha e a humilhação" da Igreja.

Ele enquadrou estes delitos no contexto do sofrimento de Cristo: "Na vida da Igreja, em suas provas e tribulações, Cristo continua, segundo a expressão genial de Pascal, estando em agonia até o fim do mundo".

O Pe. Jonathan How, porta-voz da Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales, explicou a ZENIT que o Papa deu um sentido transcendente, à luz do sofrimento de Cristo, ao escândalo dos abusos cometidos por clérigos.

"Se nos sentimos envergonhados e humilhados pelos abusos, não fazemos mais que compartilhar o que as vítimas e Cristo experimentaram", esclareceu.

Confirmação na fé

Os peregrinos que participaram da Missa do sábado e da vigília no Hyde Park procediam de todos os lugares da Grã-Bretanha. Dan Williams de Cardiff confessou a ZENIT que um evento como este "só acontece uma vez na vida" e que espera que sirva para "reforçar a fé" no país.

Billy Macauley, que havia acompanhado o Santo Padre desde Glasgow, reconheceu que a visita papal foi "uma grande bênção", e que a Missa no Bellahouston Park foi "muito potente".

"É difícil imaginar que as palavras possam ter tanto significado para as pessoas; por isso rezamos para que o Santo Padre, guiado pelo Espírito Santo, continue confirmando na fé", afirmou.

Depois da Missa, cerca de 2.500 jovens das dioceses de Inglaterra, País de Gales e Escócia se reuniram na praça em frente à catedral, para cumprimentar o Bispo de Roma.

"Peço a cada um, em primeiro lugar - disse o Papa aos jovens - que olhe para o interior do próprio coração. Que pense em todo o amor que seu coração é capaz de receber e em todo o amor que é capaz de oferecer."

Como se esperava, o Santo Padre se reuniu mais tarde com 5 pessoas que sofreram abusos por parte de clérigos: 3 das vítimas eram de Yorkshire, 1 era de Londres e 1 da Escócia.

Uma fonte próxima das vítimas revelou à BBC que passaram cerca de 40 minutos com o Papa, "um bom período de tempo, (...) mais longo que o concedido ao primeiro-ministro".

O centro de Londres transformado

Às 18h do sábado, houve um momento que muitos britânicos e o Papa recordarão para sempre: a viagem, no papamóvel, percorrendo o coração de Londres. Mall, a grande avenida que conduz ao palácio de Buckingham, sinônimo de império, esplendor e momentos cruciais para a história do país, ficou decorada com enormes bandeiras do Vaticano e da União.

Todos aplaudiram - ainda que com o típico ar britânico reservado - durante a passagem do papamóvel, cercado por uma equipe de guarda-costas que caminhavam rapidamente. Entre a multidão, muitos começaram a correr para acompanhar seu ritmo, até que chegou ao último quilômetro de distância do Hyde Park, onde presidiu uma vigília na véspera da beatificação do cardeal John Henry Newman.

O Papa guiou milhares de fiéis em uma belíssima cerimônia de vigília de oração e adoração. Infelizmente, devido às inquietudes surgidas pela segurança, só puderam entrar as pessoas que tinham ingressos, deixando milhares no exterior, orbigadas a acompanhar a cerimônia através dos telões colocados no outro lado da parede que foi construída para esta ocasião.

Em seu discurso, o Papa ilustrou tudo o que os jovens católicos podem aprender com o cardeal Newman. Também se referiu ao exemplo dos mártires católicos e acrescentou que, ainda que os católicos de hoje não sejam esquartejados por sua fé, frequentemente são ridicularizados. Afirmou que temos de suportar isso, na certeza de que a "bondosa luz" da fé "nos mostrará o caminho".

Mais uma vez, estavam presentes pessoas de todas as idades e culturas, inclusive as mais jovens, com seus moletons de capuz, sinal comum de rebelião frente à autoridade, e todos se recolheram em profunda oração.

Para mim, pessoalmente, como católico britânico, ver o Vigário de Cristo atravessando lugares tão familiares como o Palácio de Buckingham, dando a bênção no Hyde Park, foi uma experiência quase surreal, algo que nunca imaginei que veria.

Talvez mais que o discurso no Westminster Hall na sexta-feira, nesses momentos tive a impressão de que a Igreja Católica conseguiu verdadeiramente ser aceita na Grã-Bretanha. Agora começa um novo capítulo para os católicos britânicos, que deixam para trás os problemas passados da Igreja Católica, a quem este país deve suas mais profundas raízes culturais.

sábado, 18 de setembro de 2010

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Bento XVI aos estudantes católicos: não sejam medíocres, sejam santos

Todos querem a felicidade, mas muita gente nunca a encontra”

LONDRES, sexta-feira, 17 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – “Espero que entre os que me escutam hoje esteja algum dos futuros santos do século XXI”, disse o Papa Bento XVI nesta sexta-feira para cerca de 4 mil estudantes católicos britânicos.

“Quando os convido a ser santos, peço que não se conformem em ser de segunda linha” – afirmou –, mas que aspirem a um “horizonte maior”. “Não se conformem em ser medíocres”.

Acompanhado do bispo de Nottingham e presidente da Comissão Episcopal de Ensino, Dom Malcolm P. McMahon, o Papa falou aos estudantes no campo desportivo do St Mary’s University College. Uma conexão o ligava a todas as escolas católicas britânicas.

“Não é frequente que um Papa ou outra pessoa tenha a possibilidade de falar de uma vez só aos alunos de todas as escolas católicas da Inglaterra, País de Gales e Escócia”, começou seu discurso. “Como tenho esta oportunidade, há algo que desejo enormemente lhes dizer”. Foi então que o Papa afirmou esperar que entre os que o ouviam estivesse “algum dos futuros santos do século XXI”.

“O que Deus deseja mais de cada um de vós é que sejam santos. Ele os ama muito mais do que jamais poderiam imaginar e quer o melhor para vocês. E, sem dúvida, o melhor para vocês é que cresçam em santidade”, disse.

“Talvez algum de vocês nunca antes tenha pensado nisso” – admitiu –, convidando-lhes a se perguntar “que tipo de pessoa” gostariam de ser de verdade.

“Ter dinheiro possibilita ser generoso e fazer o bem no mundo, mas, por si mesmo, não é suficiente para fazer feliz. Estar altamente qualificado em determinada atividade ou profissão é bom, mas isso não os preencherá de satisfação, a menos que aspirem a algo maior. Chegar à fama não faz feliz”.

“A felicidade é algo que todos querem, mas uma das maiores tragédias deste mundo é que muita gente jamais a encontra, porque busca a felicidade nos lugares errados”, afirmou Bento XVI.

Por isso – recordou –, “a verdadeira felicidade encontra-se em Deus. Precisamos ter o valor de pôr nossas esperanças mais profundas somente em Deus, não no dinheiro, na carreira, no êxito mundano ou em nossas relações pessoais, mas em Deus. Só Ele pode satisfazer as necessidades mais profundas de nosso coração”.

O Papa convidou os jovens a serem “amigos de Deus”. “Quando se começa a ser amigo de Deus, tudo na vida começa a mudar. À medida que o conhecem melhor, percebem o desejo de refletir algo de sua infinita bondade em sua própria vida”.

“Quando tudo isso começa a acontecer, vocês estão no caminho da santidade”, afirmou o Papa.

Neste sentido, convidou-os a ser “não só bons estudantes, mas bons cidadãos, boas pessoas”.

“Não se contentem em ser medíocres. O mundo necessita de bons cientistas, mas uma perspectiva científica torna-se perigosa se ignora a dimensão religiosa e ética da vida, da mesma maneira que a religião se converte em limitada se rejeita a legítima contribuição da ciência em nossa compreensão do mundo”.

“Precisamos de bons historiadores, filósofos e economistas, mas se sua contribuição para a vida humana, dentro de seu âmbito particular, enfoca-se de modo demasiado reduzido, pode nos levar por mau caminho”, explicou o Papa.

O pontífice também se dirigiu aos alunos não católicos que estudam nas escolas católicas, convidando-os a “se sentir movidos à prática da virtude” e a crescer “no conhecimento e na amizade com Deus junto de vossos companheiros católicos”.

“Vocês são para eles um sinal que recorda esse horizonte maior que está fora da escola, e, de fato, é bom que o respeito e a amizade entre membros de diferentes tradições religiosas forme parte das virtudes que se aprendem em uma escola católica”, concluiu.


Fonte: Zenit

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Igreja anglicana vê na visita papal uma ponte de unidade

Fala o representante do arcebispo de Cantuária em Roma

Por Serena Sartini

ROMA, quinta-feira, 16 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – O reverendo Canon David Richardson, representante do arcebispo de Cantuária na Santa Sé, diretor do Centro Anglicano de Roma, conversou brevemente com ZENIT sobre a importância da visita do Papa ao Reino Unido, no âmbito do diálogo inter-religioso.

ZENIT: É a primeira visita de Estado de um Papa ao Reino Unido. O senhor imagina que ajudará à unidade das Igrejas anglicana e católica?

Richardson: Eu acredito que a visita tem o potencial de ser um meio de construção de pontes. Ela contribui para o crescente entendimento entre anglicanos e católicos.

ZENIT: O Papa beatificará o cardeal Newman. Esse ato é de união ou divisão nas relações entre anglicanos e católicos?

Richardson: John Henry Newman sempre foi uma figura um tanto ambígua, tanto dentro anglicanismo como no catolicismo romano. Como anglicano, tinha algo de profeta e chamou a Igreja da Inglaterra, aquela parte do anglicanismo que era sua casa, a retomar a visão de si mesma que tinha perdido ou estava em risco de perder. Profetas tendem a não ser honrados entre seu próprio povo e no seu próprio tempo, contudo, eles geralmente deixam discípulos. Assim foi com Newman. Quando ele se tornou católico romano, nem sempre foi calorosamente abraçado por seus novos correligionários. Ele mudou muito pouco dos seus escritos que tinham sido publicados como anglicano. Isso sugere que ele afirma em si a possibilidade de ser inteiramente católico e ortodoxo em teologia como um anglicano. No entanto, para Newman, tornar-se um católico romano parecia ser o passo necessário. Eu veria algumas possibilidades de tensão na beatificação se fosse ignorado o fato de que Newman foi formado como anglicano e, posteriormente, como católico romano, ele reconheceu, em sua Apologia, sua dívida com a Igreja que o formara. No entanto, eu não acredito que este fato escapará.

ZENIT: Pessoalmente, qual é sua relação com o Papa?

Richardson: Eu encontro o Santo Padre raramente. Encontrei-o de forma privada, em seu apartamento, duas vezes, momentos em que o arcebispo de Cantuária estava presente. Eu também o encontrei em liturgias, a maioria de natureza ecumênica. Ele sempre foi amável e eu admiro sua grandeza como teólogo. Ter hoje o Papa e o arcebispo de Cantuária, duas grandes figuras teológicas, torna fascinante o momento do desempenho de minha função.

ZENIT: Espera protestos no decorrer da visita do Papa?

Richardson: Talvez haja. Mas eu me recordo de quando o Papa foi à Austrália para a Jornada Mundial da Juventude. Falava-se de todos os tipos de protesto. Naquele caso, as pessoas o levaram no coração, tanto católicos como não católicos. Houve uma grande onda de afirmação da fé. Sendo isso verdade na Austrália, uma famosa sociedade secular, também será no Reino Unido.
Fonte: Zenit

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Biblioteca do Vaticano reabre após três anos de obras

Fechada há três anos para obras de renovação, que custaram perto de dez milhões de euros, a Biblioteca do Vaticano reabre as portas na próxima segunda-feira, para alívio dos muitos investigadores que se viram privados do acesso àquela que é considerada a mais valiosa colecção de manuscritos do mundo.

As intervenções incluíram o reforço das fundações, mas também uma série de inovações tecnológicas, incluindo um sistema de monitorização dos livros através de “chips”, para garantir que estes não são levados para fora das zonas de consulta. A introdução de sistemas de segurança mais sofisticados era há muito considerada indispensável, já que se conhecem vários casos de roubos perpetrados no interior da biblioteca.

Em meados dos anos 1990, um historiador de arte norte-americano, Anthony Menikas, foi detido após ter vendido a um alfarrabista duas páginas que rasgara de um manuscrito da Biblioteca do Vaticano, uma cópia do Código Justiniano que pertencera ao poeta renascentista Francesco Petrarca.

Para lá da intervenções menos visíveis, as obras incluíram ainda a construção de uma torre de tijolo no pátio interior da biblioteca, que outrora integrava o famoso Cortile del Belvedere, projectado no início do século XVI pelo arquitecto Donato Bramante. A nova construção destina-se a encobrir um elevador e uma escadaria de acesso à caixa-forte onde se conservam os manuscritos.

Apesar de o encerramento da biblioteca ter provocado muitos protestos da parte de investigadores de todo o mundo, as obras cumpriram escrupulosamente os prazos previstos e ofereceram aos utentes alguns inovações úteis, como a possibilidade de ligarem os seus computadores à rede da biblioteca ou encomendarem reproduções fotográficas de documentos a partir de casa.

Mas a Biblioteca do Vaticano continua a ter especificidades que a distinguem das grande bibliotecas públicas. Desde logo, é necessária uma autorização especial para a consultar “in loco”, de que beneficiam anualmente cerca de cinco mil académicos. E não se pode entrar nas salas de leitura com quaisquer instrumentos de escrita ou, por exemplo, com uma simples garrafa de água. O Vaticano conserva muitos documentos que não estão disponíveis para nenhum investigador exterior à instituição e que se encontram no seu célebre arquivo secreto.

Entre as muitas preciosidades da biblioteca, algumas das mais famosas são dois manuscritos de obras do poeta romano Virgílio e os chamados Papiros Bodmer, recentemente oferecidos ao Vaticano pelo filantropo católico norte-americano Frank J. Hanna, uma cópia parcial dos evangelhos de Lucas e João, que terá sido manuscrita no iníciuo do século III.
Fonte: publico.pt

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Por que Bento XVI presidirá à beatificação de Newman?


Usualmente cerimônia fica a cargo do prefeito da Congregação para as Causas dos Santos

Por Carmen Elena Villa

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 13 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – Pela primeira vez, Bento XVI presidirá a uma cerimônia de beatificação. Será no dia 19 de setembro, com a chegada aos altares do cardeal John Henry Newman, no Hyde Park, em Londres.

A última vez que um papa presidiu a uma cerimônia deste tipo foi a 3 de outubro de 2004, quando João Paulo II beatificou na praça de São Pedro Pierre Vigne, Joseph-Marie Cassant, Anna Katharina Emmerick, Maria Ludovica de Angelis e Carlos de Áustria.

Desde o começo de seu pontificado, Bento XVI estabeleceu que as cerimônias deste tipo deveriam se fazer nas dioceses de origem de cada beato. O Papa ordenou que fossem presididas pelo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, em sua representação.

Este mês se celebram outras duas beatificações em diferentes dioceses na Europa: a de frei Leopoldo da Alpandeire Sánchez Márquez, em Granada (Espanha), aconteceu a 12 de setembro, e a de Chiara Badano, no santuário do Divino Amor, em Roma, realiza-se dia 25. Eventos presididos pelo arcebispo Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.

O padre Federico Lombardi SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, em um encontro com os jornalistas na sexta-feira, explicou que a beatificação do cardeal Newman se trata de uma excepção. “Esta cerimônia está muito unida à viagem do Papa ao Reino Unido”, disse.

Bento XVI sente um apreço especial pela figura do cardeal Newman. Em 1990, escreveu o prólogo do livro Apologia pro vita sua, uma autobiografia do futuro beato. O então cardeal Ratzinger confessava no texto a importância do pensamento de Newman durante seus estudos de filosofia no seminário de Freising.

“Para nós, naquele tempo, o ensinamento de Newman sobre a consciência chegou a ser uma base importante do personalismo teológico, cujo desenho nos era oferecido equilibradamente”.

“Nossa imagem do ser humano, assim como nossa imagem da Igreja, ficava penetrada por este ponto de partida”, disse o hoje Papa Bento XVI.

"De Newman aprendemos a compreender o primado do Papa", assegurou. “Liberdade de consciência”, nos dizia Newman, não equivale a ter direito “a prescindir da consciência, a ignorar o legislador e juiz, a ser independente de obrigações invisíveis”.

Por isso, esta beatificação é “um sinal particular de apreço, de interesse e importância que o Papa atribui a esta figura”, disse padre Lombardi.

Fonte: Zenit.org

sexta-feira, 10 de setembro de 2010


10 sexta-feira

18:00h Missa Catedral
19:00h Queima de Fogos e Abertura da Festa 19:00h Abertura Oficial
20:00h Show com Almir Sater

11 sábado

11:00h Banda Nicollaus
11:30h Banda Versículos da Fé
13:00h Banda Essência
13:30h Shalom
14:00h Banda Nomine
15:00h Márcio Cruz
15:30h Banda HILL
17:00h Ato Litúrgico - Reflexão sobre a PAZ
18:00h Espetáculo PAZ grupo Jubac
19:00h Banda Le Figarro
20:30h Banda Big Time
22:00h Orquestra de Harmônicas

12 Domingo

11:00h Missa e benção das Famílias
12:30h Coral Meninos de Angola
13:00h Marionetes do Brasil e do Mundo
15:00h Orquestra Bagozzi
15:30h Grupo Folclórico Italiano Giardino D´Amori
16:00h Grupo Folclórico Espanhol
16:30h Grupo Folclórico Piccola Itália
17:00h Grupo Folclórico Árabe Masbha
17:30h Grupo Folclórico Neolea do Paraná
18:00h Espetáculo Musical Concreto Orgânico
19:00h Dupla Beto e Vanderson
19:30h Dupla Fábio e Bruno
20:00h Álvaro e Daniel


A programação poderá sofrer alterações

domingo, 5 de setembro de 2010

Encontro Vocacional 2010 - Filhos da Sagrada Família, Jesus, Maria e José

Santo do Dia

Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa de Calcutá
Bem-aventurada
1910-1997
Fundou a Congregação das
Missionárias da Caridade


Agnes Gouxha Bojaxhiu, madre Teresa de Calcutá, nasceu, no dia 27 de agosto de 1910, em Skopje, Iugoslávia, de pais albaneses. Seus pais, Nicolau e Rosa, tiveram três filhos. Na época escolar, Agnes tornou-se membro de uma associação católica para crianças, a Congregação Mariana, onde cresceu em ambiente cristão. Aos doze anos, já estava convencida de sua vocação religiosa, atraída pela obra dos missionários.

Agnes pediu para ingressar na Congregação das Irmãs de Loreto, que trabalhavam como missionárias em sua região. Logo foi encaminhada para a Abadia de Loreto, na Irlanda, onde aprenderia o inglês e depois seria enviada à Índia, a fim de iniciar seu noviciado. Feitos os votos, adotou o nome Teresa, em homenagem à carmelita francesa, Teresa de Lisieux, padroeira dos missionários.

Primeiramente, irmã Teresa foi incumbida de ensinar história e geografia no colégio da Congregação, em Calcutá. Essa atividade exerceu por dezessete anos. Cercada de crianças, filhas das melhores famílias de Calcutá, impressionava-se com o que via quando saia à rua: pobreza generalizada, crianças e velhos moribundos e abandonados, pessoas doentes sem a quem recorrer.

O dia 10 de setembro de 1946 ficou marcado na sua vida como o "dia da inspiração". Numa viagem de trem ao noviciado do Himalaia, percebeu que deveria dedicar toda a sua existência aos mais pobres e excluídos, deixando o conforto do colégio da Congregação.

E assim fez. Irmã Teresa tomou algumas aulas de enfermagem, que julgava útil a seu plano, e misturou-se aos pobres, primeiro na cidade de Motijhil. A princípio, juntou cinco crianças de um bairro miserável e passou a dar-lhes escola. Passados dez dias, já se somavam cinqüenta crianças. O seu trabalho começou a ficar conhecido e a solidariedade do povo operava em seu favor, com donativos e trabalho voluntário.

Para irmã Teresa, o trabalho deveria continuar a dar frutos sem depender apenas das doações e dos voluntários. Seria necessário às suas companheiras que tivessem o espírito de vida religiosa e consagrada. Logo, uma a uma ouviram o chamado de Deus para entregarem-se ao serviço dos mais pobres. Nascia a Congregação das Missionárias da Caridade, com seu estatuto aprovado em 1950. E ela se tornou madre Teresa, a superiora.

As missionárias saíram às ruas e passaram a recolher doentes de toda espécie. Para as irmãs missionárias, cada doente, cada corpo chagado representava a figura de Cristo, e sua ajuda humanitária era a mais doce das tarefas. Somente com essa filosofia é que as corajosas irmãs poderiam tratar doentes de lepra, elefantíase, gangrena, cujos corpos, em putrefação, eram imagens horrendas que exalavam odores intoleráveis. Todos eles tinham lugar, comida, higiene e um recanto para repousar junto às missionárias.

Reconhecido universalmente, o trabalho de madre Teresa rendeu-lhe um prêmio Nobel da Paz, em 1979. Esse foi um dos muitos prêmios recebidos pela religiosa devido ao seu trabalho humanitário. Nesse período, sua obra já se havia espalhado pela Ásia, Europa, África, Oceania e Américas.

No dia 5 de setembro de 1997, madre Teresa veio a falecer, na Índia. A comoção foi mundial. Uma fila de quilômetros formou-se durante dias a fio, diante da igreja de São Tomé, em Calcutá, onde o seu corpo estava sendo velado. Ao fim de uma semana, o corpo da madre foi trasladado ao estádio Netaji, onde o cardeal Ângelo Sodano, secretário de Estado do Vaticano, celebrou a missa de corpo presente.

Em 2003, o papa João Paulo II, seu amigo pessoal, ao comemorar o jubileu de prata do seu pontificado, beatificou madre Teresa de Calcutá, reconhecida mundialmente como a "Mãe dos Pobres". Na emocionante solenidade, o sumo pontífice disse: "Segue viva em minha memória sua diminuta figura, dobrada por uma existência transcorrida a serviço dos mais pobres entre os mais pobres, porém sempre carregada de uma inesgotável energia interior: a energia do amor de Cristo".


Fonte: Paulinas.org.br

sábado, 4 de setembro de 2010

Recomendo...

Olá Irmãos!
Recomendo o site do grande cantos Católico, Marcio Cruz
Confira esse trabalho que nos faz sermos "Católicos com muito orgulho"

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

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