"Por isso, digo-vos: não tenhais medo de construir a vossa vida na Igreja e com a Igreja! Sede orgulhosos do amor a Pedro e à Igreja que lhe foi confiada. Não vos deixeis enganar por aqueles que desejam opor Cristo à Igreja! Só existe um rochedo sobre o qual vale a pena construir a própria casa. Esta rocha é Cristo. Só há uma pedra sobre a qual vale a pena fundamentar tudo. Esta pedra é aquele a quem Cristo disse: 'Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja' (Mt 16, 18)".

Papa Bento XVI.
Discurso durante o encontro com os jovens no parque de Błonia. Cracóvia, 27 de Maio de 2006.

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Igreja anglicana vê na visita papal uma ponte de unidade

Fala o representante do arcebispo de Cantuária em Roma

Por Serena Sartini

ROMA, quinta-feira, 16 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – O reverendo Canon David Richardson, representante do arcebispo de Cantuária na Santa Sé, diretor do Centro Anglicano de Roma, conversou brevemente com ZENIT sobre a importância da visita do Papa ao Reino Unido, no âmbito do diálogo inter-religioso.

ZENIT: É a primeira visita de Estado de um Papa ao Reino Unido. O senhor imagina que ajudará à unidade das Igrejas anglicana e católica?

Richardson: Eu acredito que a visita tem o potencial de ser um meio de construção de pontes. Ela contribui para o crescente entendimento entre anglicanos e católicos.

ZENIT: O Papa beatificará o cardeal Newman. Esse ato é de união ou divisão nas relações entre anglicanos e católicos?

Richardson: John Henry Newman sempre foi uma figura um tanto ambígua, tanto dentro anglicanismo como no catolicismo romano. Como anglicano, tinha algo de profeta e chamou a Igreja da Inglaterra, aquela parte do anglicanismo que era sua casa, a retomar a visão de si mesma que tinha perdido ou estava em risco de perder. Profetas tendem a não ser honrados entre seu próprio povo e no seu próprio tempo, contudo, eles geralmente deixam discípulos. Assim foi com Newman. Quando ele se tornou católico romano, nem sempre foi calorosamente abraçado por seus novos correligionários. Ele mudou muito pouco dos seus escritos que tinham sido publicados como anglicano. Isso sugere que ele afirma em si a possibilidade de ser inteiramente católico e ortodoxo em teologia como um anglicano. No entanto, para Newman, tornar-se um católico romano parecia ser o passo necessário. Eu veria algumas possibilidades de tensão na beatificação se fosse ignorado o fato de que Newman foi formado como anglicano e, posteriormente, como católico romano, ele reconheceu, em sua Apologia, sua dívida com a Igreja que o formara. No entanto, eu não acredito que este fato escapará.

ZENIT: Pessoalmente, qual é sua relação com o Papa?

Richardson: Eu encontro o Santo Padre raramente. Encontrei-o de forma privada, em seu apartamento, duas vezes, momentos em que o arcebispo de Cantuária estava presente. Eu também o encontrei em liturgias, a maioria de natureza ecumênica. Ele sempre foi amável e eu admiro sua grandeza como teólogo. Ter hoje o Papa e o arcebispo de Cantuária, duas grandes figuras teológicas, torna fascinante o momento do desempenho de minha função.

ZENIT: Espera protestos no decorrer da visita do Papa?

Richardson: Talvez haja. Mas eu me recordo de quando o Papa foi à Austrália para a Jornada Mundial da Juventude. Falava-se de todos os tipos de protesto. Naquele caso, as pessoas o levaram no coração, tanto católicos como não católicos. Houve uma grande onda de afirmação da fé. Sendo isso verdade na Austrália, uma famosa sociedade secular, também será no Reino Unido.
Fonte: Zenit

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